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sábado, 22 de novembro de 2008

613. ETIQUETAS DE UM ANO

Este é o estado dos Tags, como se diz em bloguês, do primeiro ano de vida do Nabantia:
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

24. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (X)

(Sinagoga de Tomar)

Em Tomar, viviam muitos Judeus que habitavam a Judiaria (depois designada Rua Nova, entre as Ruas Direita dos Açougues e dos Moinhos). A Judiaria era fechada ao cair da noite com correntes. Estes Judeus, como em Roma, tinham uma Sinagoga. Localizada na tal Rua Nova, hoje R. Dr. Joaquim Jacinto, foi mandada erigir pelo Infante D. Henrique em meados do Séc. XV. Foi ele que deu guarida aos Judeus e criou a Judiaria. Em 1496 foi encerrada pelo Édito de expulsão dos Judeus de Portugal. Na primeira metade de Sec. XVI foi transformada em cadeia municipal. No séc. XIX era já um mero armazém. Os Judeus, contribuíram muito para o engrandecimento económico de Tomar. Eram muitos e abastados. Em 1923, o Dr. Samuel Schwarz compra a Sinagoga a Joaquim Cardoso Tavares, restaura-a, e em 1939 doa o imóvel ao Estado, na condição de nele ser instalado o Museu Luso-Hebraico. Em 1942/43 são feitas obras de adaptação para o Museu e em 1949 a Sinagoga é ampliada. Em 1952 é construída a habitação para o guarda. Este monumento, único em Portugal, é Monumento Nacional, símbolo da coexistência religiosa em Tomar. A sinagoga de Tomar é o melhor edifício do tipo existente em Portugal, sendo um exemplar completo para o estudo da presença judaica no território português e em particular na cidade de Tomar. Alberga no seu interior o Museu Luso-Hebraico Abraham Zacuto. Este edifício revela a importância que os Judeus tiveram no desenvolvimento da cidade de Tomar nos sécs. XIV e XV. A sua construção de planta quadrada com um abobadamento assente em quatro colunas demonstra pormenores orientalizantes. Nos seus cantos, embutidas na paredes, encontram-se oito bilhas de barro viradas ao contrário para efeitos acústicos. Este templo continha também um anexo para o culto sabático feminino onde foi encontrada uma talha para a cerimónia de purificação, "mikveh".

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

37. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (XVI)

"Conde de Tomar" foi um título criado por decreto de 8 de Setembro de 1845, da rainha D. Maria II, a favor de António Bernardo da Costa Cabral, à altura na presidência do ministério e o mais importante político cartista do período. António Bernardo da Costa Cabral, o 1.º conde de Tomar, foi posteriormente elevado a 1.º marquês de Tomar, título pelo qual ficou conhecido. Usaram o título as seguintes pessoas: António Bernardo da Costa Cabral, e posteriormente 1.º marquês de Tomar; António Bernardo da Costa Cabral, 2.º conde de Tomar; Bartolomeu Dias e Sousa da Costa Cabral, 3.º conde de Tomar;
Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

19. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (V)

Gualdim Pais é o fundador de Thomar. É uma personalidade decisiva na criação da cidade e que para sempre ficará ligado a etsa terra. A sua obra, a sua história merecem ser conhecidas. Gualdim Pais, nasceu, ao que se diz, em Amares, nos arredores de Braga, em 1118 e morreu em Tomar, em 1195. Foi um cruzado português, Freire, Templário e Cavaleiro de D. Afonso Henriques. Filho de Paio Ramires e de Gontrode Soares, combateu ao lado de D. Afonso Henriques contra os mouros, tendo sido ordenado Cavaleiro pelo soberano no campo de Ourique, em 1139. Partiu depois para a Palestina, onde combateu durante 5 anos como Cavaleiro da Ordem dos Templários, tendo participado no cerco à cidade de Gaza. No regresso desta campanha foi ordenado como quarto Grão-Mestre da Ordem em Portugal, em 1157, então sediada em Soure, onde tinham castelo desde 1128 por doacção de D. Teresa. Fundou o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo (1160), que se tornou o quartel-general dos Templários em Portugal, dando foral à nova vila no ano de 1162. Também fundou o Castelo de Almourol, o da Idanha, o de Ceras, o de Monsanto e o de Pombal. Deu foral a Pombal em 1174. Cercado em 1190 em Tomar pelas forças Almóadas, sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, conseguiu defender o Castelo contra a maior quantidade de inimigos, detendo assim a invasão do norte do Reino. Faleceu em Tomar no ano de 1195, e ali se encontra sepultado, na Igreja de Santa Maria do Olival.


Fonte: Wikipedia

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

15. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (IV)

(D. Gualdim Pais)

Em 1147 a terra é conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, que em 1159 doa como feudo aos Templários, na pessoa de Gualdim Pais, o castelo de Ceras, com seu vasto termo, a fim de que estes o povoassem. Proíbe, no entanto, que para esse povoamento viessem gentes que já habitavam entre Mondego e Tejo. Após um ano de estadia no castelo de Cera, situado naquela que é hoje a freguesia de Alviobeira, reconheceu Gualdim Pais que ele não reunia as condições apropriadas a servir de sede da Ordem, resolvendo dessa forma edificar um castelo em lugar que lhe pareceu mais adequado, e esse foi um outeiro na margem direita do Nabão e em cujo sopé se estendia viçosa planície apropriada a profícuo povoamento humano. Começou a construção no dia 1 de Março de 1160 conforme consta de inscrições que perduram no castelo, de cujo conjunto, embora mutilado pela invasão de outras edificações e afectado pelas habituais causas de ruína, ainda resta o suficiente para bem se conhecerem as peças componentes. Foi então construída uma muralha de forma irregular e angulosa, guarnecida de torreões, de acesso ao terreiro geral e dentro do qual se ergue, quase encostada à respectiva muralha circundante, a torre de menagem. Dessa altura também é a construção da célebre charola, mais tarde adaptada a capela-mor de um mais vasto templo. Em Novembro de 1162, o mestre Gualdim Pais dá carta foral aos futuros povoadores de Tomar. As principais disposições são relativas ao direito que devia regular as duas classes populares a estabelecer em Tomar: a dos cavaleiros vilãos e a dos peões herdadores. A partir de Tomar os Templários governavam vastas possessões do centro de Portugal, que estavam obrigados a defender dos ataques vindos dos estados islâmicos a sul. Como muitos senhores das então pouco povoadas regiões da fronteira, aos vilões foram concedidos muitos direitos que não tinham os habitantes do norte do país. Aqueles que podiam sustentar um cavalo estavam obrigados ao serviço militar em troca de privilégios. As mulheres também podiam ingressar na Ordem, mas não combatiam. Em 1190 a cidade foi cercada pelo Rei Almóada Yakub de Marrocos, mas os Monges Cavaleiros tiveram sucesso em defendê-la sob o comando de Gualdim Pais.

sábado, 29 de dezembro de 2007

39. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (XVII)

António Bernardo da Costa Cabral, político português, natural de Fornos de Algodres, nasceu a 9 de Maio de 1803. No ano de 1823, com apenas 20 anos de idade, tirou o curso de Direito na Universidade de Coimbra. Exerceu advocacia em Penela e em 1826 mudou-se para para Celorico da Beira. Aderiu ao ideal constitucional na primeira fase da guerra civil e alistou-se nas forças do futuro Conde de Samodães, que lutavam pela causa liberal. Em 1832 participou no desembarque do Mindelo e serviu no cerco do Porto. Foi eleito deputado em 1836 e três anos mais tarde foi nomeado ministro da Justiça. Ao longo do seu ministério, conseguiu concretizar reformas nos serviços judiciários do país, providenciando no sentido de humanizar a condição dos presos, regulamentar a administração dos bens dos órfãos e promulgando a Novíssima Reforma Judicial. Em 1849, foi nomeado ministro plenipotenciário em Madrid, tendo voltado a ser chamado para presidir a um ministério a 18 de Junho de 1849. Houve uma oposição no seu regresso, de tal forma que viria a ser apeado em 1851, pela revolta do marechal Saldanha, conhecida por Regeneração. No ano de 1859, foi nomeado ministro plenipotenciário junto do governo do Rio de Janeiro, onde desempenhou um importante papel na resolução de dificuldades aduaneiras. Quando regressou a Portugal, foi para a sua Casa de Tomar (parte do antigo Convento de Cristo) e em 1870 é convidado por Saldanha para chefiar a legação portuguesa na Santa Sé. No Decreto de 8 de Setembro de 1845 de D. Maria II, foi concedido a António Bernardo da Costa Cabral o título de Conde de Tomar e foi elevado a marquês por Decreto de 11 de Junho de 1878, de D. Luís.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

29. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (XII)

(Filipe II de Espanha)

Filipe, em 9 de Dezembro de 1580, atravessou a fronteira, entrou em Elvas, onde permaneceu dois meses, aí recebendo os cumprimentos dos novos súbditos. Dos primeiros que o veio saudar foi o duque de Bragança. A 23 de Fevereiro de 1581 Filipe II saiu de Elvas, atravessou triunfante e demoradamente o país, e a 16 de Março de 1581 entrou em Tomar, para onde convocara Cortes. Distribuiu recompensas, ordenou suplícios e confiscos, e recebeu a noticia de que todas as colónias haviam reconhecido a sua soberania, exceptuando a Ilha Terceira, onde se arvorara a bandeira do prior do Crato, ali jurado rei de Portugal a 16 de Abril de 1581. Nas Cortes de Tomar prometeu respeitar os foros e as isenções e nunca dar para governador ao país senão um português ou um membro da família real. Era o monarca assediado por pretendentes que pediam a paga dos seus serviços políticos, o que elevou o quantitativo de mercês. Finalmente, Filipe II via assim realizado o seu sonho ibérico. Dias depois aparecia afixado na portaria do Convento de Cristo o famoso Édito em que Filipe II indultava as pessoas comprometidas na rebelião do prior do Crato contra a sua legítima autoridade. Alguns dias depois, os três estados pediram então ao rei que lhes concedesse as graças e privilégios prometidos anteriormente. Filipe II respondeu afirmativamente a cada um dos estados, prometendo que mandaria passar a respectiva carta patente. Em suma, nas Cortes de Tomar, na tentiva de conquistar o apoio dos três estados, foi deliberado o seguinte:
Respeitar as liberdades, privilégios, usos e costumes da monarquia portuguesa;
Reunir sempre Cortes em Portugal e manter todas as leis portuguesas;
Os cargos de vice-rei ou governador de Portugal deveriam ser mantidos por portugueses ou membros da família real;
Os cargos previstos para a Corte e administração geral do Reino seriam sempre preenchidos por portugueses;
Os portugueses poderiam também ocupar funções públicas em Espanha;
O comércio da Índia e da Guiné apenas poderia ser feito por portugueses;
Não poderiam ser concedidos títulos de cidades e vilas senão a portugueses;
A língua nos documentos e actos oficiais continuaria a ser o português;
Todos os anos seriam criadas duzentas novas moradias (ordenados que eram entregues aos fidalgos a partir dos doze anos) e a Rainha deveria ter sempre como damas nobres portuguesas;
O príncipe herdeiro, D. Diogo, seria mantido e educado em Portugal;
As guarnições castelhanas seriam retiradas e conservar-se-iam as armas reais de Portugal na moeda corrente;
Fonte: Wikipedia

domingo, 6 de janeiro de 2008

50. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (XXI)

(Tabuleiro)

Tomar, cidade de 20 000 habitantes, é actualmente a capital política da Comunidade Urbana do Médio Tejo e sede de concelho homónimo com 16 freguesias, 352 kms quadrados e 43 000 habitantes. Actualmente, a sede do concelho é uma excepção em relação às suas freguesias. Apresenta, desde logo, dois aglomerados coabitantes: a parte histórica da cidade, com seus monumentos, a integrar-se com a vontade do quotidiano de uma população que tem na Festa dos Tabuleiros o seu momento de tradição, afirmação, celebração e mobilização popular.
Fonte: ANAFRE, CMT
Acaba aqui a série "História Concisa de Tomar".

terça-feira, 6 de maio de 2008

217. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (CONCLUSÃO)


E terminamos pelo princípio. Antes de Tomar e desta história única houve o Castelo de Ceras. Nos idos de 1144, uma ofensiva Muçulmana conquistou e destruiu o Castelo de Soure. Os Templários que conseguiram escapar, reuniram-se, na Primavera de 1147, às forças de D. Afonso Henriques (1112-1185) que se preparavam para a conquista de Santarém. Como recompensa pelo auxílio nesta campanha, receberam do soberano os rendimentos eclesiásticos da terra conquistada; mas meses depois, integrada também Lisboa na posse cristã, o sacerdote inglês Gilberto, primeiro bispo da restaurada diocese lisbonense, contestou a validade daquela doação, travando-se demorado litígio, que só terminou mais de dez anos depois, quando o próprio D. Afonso Henriques harmonizou os desavindos, cedendo àquele prelado o benefício que disputava e doando aos Templários, na pessoa do seu Mestre no reino, então D. Gualdim Pais, o Castelo de Cera (Castrum Caesaris), hoje Ceras, com seu vasto termo, junto à actual ribeira de Ceras, a cerca de duas léguas a Nor-Nordeste do lugar de Alviobeira. Era imperativa a operação de uma fortificação na região, destinada a complementar a linha defensiva do acesso por Santarém à então capital, Coimbra. Ao fim de um ano no Castelo de Cera, que se encontrava arruinado, Gualdim Pais decidiu-se pela construção de um novo castelo, em local mais adequado. Por isso se escreveu a história do Castelo de Tomar, que ainda hoje vigia imponentemente uma cidade de heróis, de mistério e de futuro.
Fonte: Wikipedia
(Foto)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

35. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (XV)

(Costa Cabral)

D. Maria II, ao elevar Tomar a cidade, deu-a em título honorífico de conde de Tomar ao seu protegido, o ministro Costa Cabral. Silva Magalhães, primeiro fotógrafo tomarense, abriu em 1862 a “Typographia & Photographia”, deixando fabulosa colecção de vistas, retratos e trajes, profissões e cenas da vida diária; o cinema surgiu seis anos após a sua invenção, em 17 de Novembro de 1901, no Teatro Nabantino, que daria lugar, em 1923, a novo edifício, o Cine-Teatro Paraíso. A imprensa nasceu em 1879 com o semanário “A Emancipação”, dirigido por Angelina Vidal; e em 1901, após Lisboa, Porto, Elvas e Vila Real, Tomar foi servida com energia eléctrica a partir da Central instalada no complexo dos antigos Moinhos da Vila. Manuel Mendes Godinho foi nome incontornável no crescimento económico de Tomar do século XX, já que, após 1912, veio a criar um núcleo industrial (moagem, cerâmicas, alimentos para gado, extracção de óleos e “Platex”) de tal importância que atravessou o século XX e possibilitou a criação de uma Casa Bancária.
Fonte: ANAFRE, CMT

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

11. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (I)

(Paleolítico)

A história de Tomar remonta a épocas bastante recuadas, sendo que o vale do Nabão, apresenta vestígios de povoamento que remontam ao período Paleolítico, a idade da pedra lascada. A fixação humana na região, há mais de 30 mil anos, deveu-se certamente ao excelente clima, a água abundante, fácil comunicação fluvial e excelentes solos. Das sucessivas marcas civilizacionais pré-históricas restam utensílios, grutas, antas, povoados, algumas lápides, moedas, poucas esculturas, peças utilitárias, a lenda de Santa Iria, a toponímia, as rodas de rega e os açudes de estacaria. Durante a época de ocupação romana, o território que constitui o actual concelho pertencia ao núcleo originário de Sellium, cidade que se situava na margem esquerda do rio Nabão e onde se agruparam, mais tarde, as populações romano-godas e muçulmanas. Por Sellium, passava a via que ligava Olisipo a Bracara, que se constituía no mais importante itinerário de ligação entre o Norte e o Sul do país. Já a presença muçulmana em Tomar é atestada pela existência de numerosos topónimos espalhados um pouco por todo o concelho e pelos engenhos hidráulicos introduzidos na agricultura, como açudes de estacaria, roda e nora.
Fontes: CMT, Portugal

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

1616. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (5)


De todos os factos históricos da actual freguesia de Paialvo, sem dúvida que os anos em que se formou concelho próprio, cujas estruturas são ainda visíveis, pelo menos em parte, foram os mais brilhantes de quantos já viveu esta população. Amorim Rosa, em 1965, referia na sua “História de Tomar” que “se é verdade o aforismo que os povos felizes não têm história, a vila de Paialvo deve ter sido feliz, pois dela nada encontramos na Torre do Tombo; nem sobre este nome (com melhor ou pior ortografia) nem sob o de Paio Alves ou de Igreja Nova”. Se nenhum outro mérito esta pequena notícia tiver, ao menos que sirva para desmentir o consagrado autor tomarense. Com efeito, Nossa Senhora da Conceição de Paialvo foi importante ao ponto de ter sido sede de um concelho de relativa nomeada. Desse poder municipal que a freguesia já teve, resta o pelourinho, imóvel de interesse público constituído por uma coluna de pedra que assenta sobre um escadeado de três degraus. Acima dos quatro ferros, ergue-se um corpo piramidal, coroado por uma bola (está actualmente classificado como imóvel de interesse público pelo IPPAR, desde 1993: http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=74612). A coluna tem, a meio do fuste, um anel. A existência da cadeia municipal e a câmara concelhia revela-se ainda hoje através de alguns (poucos) vestígios.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

31. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (XIII)

(D. Maria II)

No período da dominação filipina, os reis espanhóis investiram bastante em Tomar, cidade que aclamou Filipe I nas Cortes de 1581. Realizaram-se obras no claustro principal do Convento, constrói-se o Aqueduto dos Pegões e é criada a ainda existente Feira de Santa Iria. Entre os meados do século XVII e finais do século XIX, verifica-se um grande desenvolvimento industrial: Fábrica de Balas do Prado, de Vidros da Matrena, Chapéus e diversas fábricas de papel. Mais tarde, na sequência da visita da Rainha D. Maria II, Tomar foi elevada à categoria de Cidade em 1844, a primeira do Distrito de Santarém. Durante o século XVIII Tomar tornou-se numa das cidades industrialmente mais vibrantes de Portugal. O Marquês de Pombal abre em 1789 a Real Fábrica com um mecanismo hidráulico inovador. No reinado de D. Maria I foi fundada outra Fábrica de Fiação por Jácome Ratton. O fluxo do rio era usado para produzir trabalho nesta e em muitas outras indústrias, com as do papel, vidro, sabões, sedas, metalurgicas e outras.
Fonte: CMT, Wikipedia

sábado, 15 de agosto de 2009

1584. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (2)

Paialvo situa-se a sudoeste do concelho e confina com as freguesias de Assentis, Paço e Olaia, do concelho de Torres Novas, Atalaia, do concelho da Barquinha, Madalena e Asseiceira, do concelho de Tomar. O seu brasão é representado por um escudo vermelho, um pelourinho de prata, entre duas palmas de ouro, postas em pala. Uma coroa mural de prata de quatro torres e listel branco, com a legenda a negro: “Paialvo”. A simbologia do brasão é a seguinte: a coroa mural de prata de quatro torres significa que Paialvo já foi concelho; o pelourinho de prata, representa um monumento histórico existente na vila de Paialvo; as duas palmas de ouro representam os Santos Mártires da cidade de Concórdia. A bandeira da freguesia é amarela com cordão e borlas de ouro, em haste e lança, também de ouro. O seu selo está nos termos da lei e contém a legenda: “Junta de Freguesia de Paialvo - Tomar”.

domingo, 2 de dezembro de 2007

13. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (II)

Sobre a origem do topónimo principal do concelho, "Tomar", muitos autores são unânimes em afirmar que este não terá sido o nome inicial da povoação mas a designação arábica do rio, alusiva à doçura das águas. Uma outra hipótese, a que parece mais aceitável, remete uma origem germânica para o topónimo, tratando-se do genitivo de "Tehodemari", ou seja "villa de Theodemarus", pouco de surpreender dada a localização da cidade, junto a uma povoação romana (Sellium) e germânica (Sélio Nabantia). Sendo assim a tal "villa" pode ter origem romana e recebido nova denominação suévico-visigótica. O primeiro documento escrito conhecido onde consta o topónimo actual é a Chronica Gothorum (Crónica dos Godos), em que consta que "infortunium super christiannos in Thomar", de onde se parece poder inferir que o topónimo não se aplica ao rio, pois a derrota dos cristãos não aconteceu nas suas águas, mas em terra, num local forçosamente já conhecido como Tomar. Os romanos fundaram a cidade de Sellium cuja planta ortogonal decorre da perpendicularidade dos característicos eixos cardus e decumanus que determinavam a organização urbanística das cidades romanas. Para além das ruínas do Forum de Sellium, as escavações efectuadas (c. 1980) na zona da actual Alameda 1 de Março deram conta de vestígios das habitações da época. Pelos meados do século VII, aqui houve conventos de freiras e frades, datando dessa época o episódio visigótico e lendário do martírio de Santa Iria. Quanto aos árabes (após 712) pouco se sabe, mas imagina-se muito, como a sensitiva origem do nome Tomar: “Tamaramá”, doces águas.

Fontes: CMT, Portugal

sábado, 20 de dezembro de 2008

697. HISTÓRIA CONCISA DO AQUEDUTO (10)

Termina aqui a História Concisa do aqueduto de Pegões. Bibliografia e fontes utilizadas: "Tomar", 1994, José Augusto França; "Convento de Cristo", 1991, Luís Maria Pedrosa dos Antos Graça; "O Convento de Cristo em Tomar e as obras durante o período filipino", Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Letras de Lisboa, 1990, Ernesto Jana; "História de Tomar", 1982, Amorim Rosa. E o sítio Rotas do património.

Quem quiser regalar a vista, perceber uma dimensão essencial da obra humana, apreciar inocentemente uma paisagem única, terá necessariamente de visitar o silencioso, mas comunicativo, imponente, mas simples Aqueduto.

domingo, 9 de dezembro de 2007

21. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (VII)

(Castelo de Tomar)

Thomar nasce com o castelo (1 de Março de 1160), cuja construção, pela Ordem dos Templários, bem como a da Vila de Baixo, se prolongou por 44 anos. Ao programa urbanístico do templo, vai suceder-lhe a Ordem de Cristo e o arranque urbanístico da cidade, cuja população se espalha já para fora dos seus muros torrejados. Sob a administração do infante D. Henrique, começa o período das obras grandiosas, que torna Tomar num autêntico “museu de arquitectura”, no dizer de Gustavo Matos Sequeira. No século XIV, com a permanência do Infante D. Henrique enquanto Administrador da Ordem de Cristo, a Vila beneficia de grande desenvolvimento, sendo urbanizada a zona da Várzea Pequena em arrojada organização ortogonal, correndo em paralelo à Corredoura e perpendicularmente ao rio.

Fontes: ANAFRE, CMT

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

860. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (11)

A história da leitura pública em Tomar encontra as suas raízes no espírito da lei de 2 de Agosto de 1870 de autoria de D. António da Costa. Esta lei criou as bibliotecas populares. No seu Preâmbulo lia-se que: “a parte da população que já conseguiu a vitória do aprender, tem sede da leitura, e é necessário que os poderes públicos, de acordo com a acção municipal e com a iniciativa particular, lhe mitiguem essa sede”. Neste sentido, a Câmara Municipal de Tomar, na sua sessão de 21 de Janeiro de 1876, pede a concessão de livros para a Biblioteca Popular de Tomar que se propõe instalar numa das dependências dos Paços do Concelho.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

183. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (7)


Escasseiam, a partir de então, as informações sobre on Castelo de Tomar: em 1618, demoliu-se a torre Noroeste para se ampliar a entrada no recinto do Castelo, que chegou aos nossos dias relativamente bem conservado. A vila de Tomar foi elevada à categoria de cidade por alvará de D. Maria II (1826-1828 e 1834-1853), em 13 de Fevereiro de 1844. O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1918, e como Património da Humanidade, pela pela Assembleia Geral da UNESCO de 27 a 30 de Junho de 1983. Em 1973 procedeu-se a trabalhos de restauro no piso do adarve no troço de muralha entre a Porta do Sol e a Torre da Rainha e, mais recentemente, em 1986, trabalhos de consolidação das muralhas junto à Porta do Sangue.

Fonte: Wikipedia

sábado, 22 de agosto de 2009

1623. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (6)

O concelho de Paialvo foi considerado extinto em 1836 mas, a 23 de Fevereiro de 1837 ainda não tinha entregue o seu cartório. A documentação relativa ao cartório do concelho foi depositada na Câmara de Torres Novas, tendo posteriormente desaparecido num incêndio. Com a extinção legal do concelho de Paialvo, a Freguesia de Paialvo passou a ficar ligada ao concelho de Tomar. Apesar da sua extinção como Concelho só se ter efectuado em 1836, há indicações de que a Vila de Paialvo já não funcionava como tal. Pela leitura do Alvará de D. Henrique se percebe facilmente as divergências entre Tomar e Paialvo, o que terá levado a que o povo de Paialvo passasse para o concelho de Torres Novas. Em 1757 tinha 361 fogos com 1019 habitantes. Em 1774, foi construída a Igreja Nova em Carrazede, que ainda hoje existe. As relíquias do velho concelho, como o Pelourinho e o edifício onde funcionou a sede do concelho, podem ser apreciados na sua plenitude, visto encontrarem-se em bom estado de conservação.