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quinta-feira, 8 de maio de 2008

219. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR

Chegou ao fim a série Nabantia sobre a História Concisa do Castelo de Tomar. A colecção completa pode ser consultada aqui. Em breve chegará outra série. Assim o tempo o permita.

terça-feira, 6 de maio de 2008

217. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (CONCLUSÃO)


E terminamos pelo princípio. Antes de Tomar e desta história única houve o Castelo de Ceras. Nos idos de 1144, uma ofensiva Muçulmana conquistou e destruiu o Castelo de Soure. Os Templários que conseguiram escapar, reuniram-se, na Primavera de 1147, às forças de D. Afonso Henriques (1112-1185) que se preparavam para a conquista de Santarém. Como recompensa pelo auxílio nesta campanha, receberam do soberano os rendimentos eclesiásticos da terra conquistada; mas meses depois, integrada também Lisboa na posse cristã, o sacerdote inglês Gilberto, primeiro bispo da restaurada diocese lisbonense, contestou a validade daquela doação, travando-se demorado litígio, que só terminou mais de dez anos depois, quando o próprio D. Afonso Henriques harmonizou os desavindos, cedendo àquele prelado o benefício que disputava e doando aos Templários, na pessoa do seu Mestre no reino, então D. Gualdim Pais, o Castelo de Cera (Castrum Caesaris), hoje Ceras, com seu vasto termo, junto à actual ribeira de Ceras, a cerca de duas léguas a Nor-Nordeste do lugar de Alviobeira. Era imperativa a operação de uma fortificação na região, destinada a complementar a linha defensiva do acesso por Santarém à então capital, Coimbra. Ao fim de um ano no Castelo de Cera, que se encontrava arruinado, Gualdim Pais decidiu-se pela construção de um novo castelo, em local mais adequado. Por isso se escreveu a história do Castelo de Tomar, que ainda hoje vigia imponentemente uma cidade de heróis, de mistério e de futuro.
Fonte: Wikipedia
(Foto)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

216. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (12)


Apesar das múltiplas alterações que tiveram lugar no recinto fortificado ao longo dos séculos, a maior parte delas relacionada com as sucessivas campanhas de alargamento do Convento de Cristo no sector Oeste, são ainda numerosos e significativos os elementos românicos do castelo. Entre eles destaca-se a Torre de Menagem, com planta no formato rectangular, dividida internamente em três pavimentos. No segundo pavimento encontra-se uma inscrição em latim, repetida na lápide comemorativa do cerco muçulmano de 13 de Julho de 1190 na escadaria que leva ao terreiro da Charola, informando ao visitante: Na era de 1198 (1160 da era de Cristo), reinando Afonso, ilustríssimo rei de Portugal, D. Gualdim, mestre dos cavaleiros portugueses do Templo, com os seus freires, começou no primeiro dia de Março a edificar este castelo, chamado de Tomar, que, acabado, o rei ofereceu a Deus e aos cavaleiros do Templo.

Fonte: Wikipedia

quinta-feira, 1 de maio de 2008

212. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (11)

Essas muralhas eram reforçadas a espaços regulares por cubelos de plantas semi-circular e quadrangular, em tipologia importada pelos Templários do Oriente, que a ele recorreram na Terra Santa na fortificação de Saphyum, que seguia o risco do Krak dos Cavaleiros Hospitalários, em Hom. Ingressando pela Porta de Santiago e ultrapassando-se a Porta do Sol surgem, à direita, a Alcáçova e a Torre de Menagem. Abre-se então o terreiro que vai dar à Charola. Para Sudoeste, outro terreiro, rematado pela Torre de Dona Catarina. A muralha prossegue, amparada em torreões, até à Porta do Sangue e à Torre da Condessa. Para o Norte, observam-se outras torres com plantas em diversos feitios. Ultrapassada a Charola, abre-se a Porta de São Martinho, inflectindo a muralha, sempre amparada por torres e cubelos, de novo em direcção à alcáçova.

Fonte: Wikipedia

quarta-feira, 23 de abril de 2008

200. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (10)

É composto por uma dupla cintura de muralhas, que delimitavam o primitivo burgo intramuros e a praça de armas:
- uma em plano superior, de planta poligonal irregular, com algumas faces curvas, nascendo junto à entrada da Casa do Capítulo e terminando na Torre de Dona Catarina. Delimita a Alcáçova e mantém apenas a cisterna e a Torre de Menagem em seu interior, figura defensiva introduzida em Portugal pelos Templários e que tem, aqui, o seu testemunho mais antigo;
- outra em plano inferior, ligando a fachada Leste da Charola à zona Sul da Alcáçova, que correspondia à vila fortificada da Baixa Idade Média. Também apresenta planta poligonal irregular, desenvolvendo-se em cunha no sentido Leste, rematada numa grande torre de planta quadrangular, denominada Torre da Rainha.
Esta cintura incorpora um outro elemento defensivo também introduzido pelos Templários no país: o alambor. Este consiste no embasamento dos muros em rampas, destinadas a impedir a aproximação das torres de assalto e a dificultar os trabalhos de sapa e mina, bem como a eliminar ângulos mortos na base das muralhas, tendo sido empregado em Tomar circundando toda a muralha.

Fonte: Wikipedia

sábado, 19 de abril de 2008

190. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (9)

É ao Templo e ao mestre Gualdim Pais (1158-1195), que se deve a renovação da arquitectura militar em Portugal, prova de que estava "na posse das melhores técnicas militares da época" (BARROCA, 1990/91, p.122).Apesar das múltiplas alterações verificadas no recinto fortificado, a maior parte delas relacionada com as sucessivas campanhas de alargamento do Convento de Cristo, são ainda numerosos e significativos os elementos românicos da fortaleza. O mais importante é, com certeza, a torre de menagem. Trata-se de um dispositivo introduzido no nosso país pelos Templários e que tem em Tomar o seu testemunho mais antigo (BARROCA, 2001, p.107). De planta rectangular, eleva-se em três andares, bem acima das muralhas que delimitam a alcáçova. Esta é de planta genericamente poligonal, com algumas faces curvas e mantém apenas a torre de menagem no seu interior. Abaixo deste recinto superior, existe um mais vasto espaço que correspondeu, inicialmente, à vila fortificada da Baixa Idade Média. A planta é igualmente irregular e desenvolve-se em cunha no sentido nascente, rematando numa poderosa torre quadrangular, conhecida como torre da rainha. Esta secção da muralha integra outro elemento vincadamente românico e introduzido na arquitectura militar pelos Templários - o alambor, sistema de "embasamento rampeado dos muros", destinado a "dificultar os trabalhos de sapa e de mina, a impedir a aproximação de torres de assalto e a eliminar ângulos mortos na base das muralhas" (IDEM, p.110). Em Tomar, como salientou Mário Barroca, o alambor foi empregue "numa dimensão nunca mais vista entre nós", circundando toda a muralha e determinando mesmo a inclinação das próprias seteiras.

Fonte: IPPAR

sexta-feira, 18 de abril de 2008

189. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (8)

O Castelo apresenta elementos de arquitectura militar nos estilos românico, gótico e renascentista. Alguns autores apontam a presença de vestígios indicativos de uma estrutura militar anterior, que poderia remontar à época romana e que teria perdurado até à época islâmica, referindo a presença, no aparelho dos muros, de algumas placas decorativas, de cronologia visigótica ou moçárabe, provavelmente oriundas do sítio de Santa Maria dos Olivais, à margem esquerda do rio Nabão.

Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 14 de abril de 2008

183. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (7)


Escasseiam, a partir de então, as informações sobre on Castelo de Tomar: em 1618, demoliu-se a torre Noroeste para se ampliar a entrada no recinto do Castelo, que chegou aos nossos dias relativamente bem conservado. A vila de Tomar foi elevada à categoria de cidade por alvará de D. Maria II (1826-1828 e 1834-1853), em 13 de Fevereiro de 1844. O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1918, e como Património da Humanidade, pela pela Assembleia Geral da UNESCO de 27 a 30 de Junho de 1983. Em 1973 procedeu-se a trabalhos de restauro no piso do adarve no troço de muralha entre a Porta do Sol e a Torre da Rainha e, mais recentemente, em 1986, trabalhos de consolidação das muralhas junto à Porta do Sangue.

Fonte: Wikipedia

domingo, 13 de abril de 2008

182. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (6)

Com a extinção da Ordem pelo Papa Clemente V (1312), o rei D. Dinis (1279-1325) acautelou a posse dos seus bens e criou a Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo (1321), inicialmente com sede em Castro Marim, no Algarve, transferindo-lhe o património da antiga Ordem. Poucos anos mais tarde, entretanto, a sede da nova Ordem foi transferida para Tomar (1338). O Infante D. Henrique, na qualidade de Governador da Ordem de Cristo, teve residência no Castelo de Tomar. Posteriormente, o Castelo foi objecto da atenção de D. Manuel I (1495-1521) e de D. João III (1521-1557), através de obras de restauração e reforço, tendo sido ampliado o Convento de Cristo. Por ordem do primeiro, a população intra-muros foi obrigada a transferir-se para a vila, junto ao rio (1499). Posteriormente, na primeira metade do século XVI, os Paços da Rainha foram ampliados, desenvolvendo-se as obras no sentido setentrional, entre a Charola e a Alcáçova.

sábado, 12 de abril de 2008

180. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (5)


Duas décadas mais tarde, já sob o reinado de D. Sancho I (1185-1211) a contra-ofensiva almóada de 1190, sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, após reconquistar o Castelo de Silves e o Algarve, avançou para o Norte conquistando, sucessivamente, os castelos de Alcácer do Sal, Palmela e Almada (1190-1191). Transpôs em seguida a Linha do Tejo, cercando Santarém, destruindo Torres Novas e Abrantes, até alcançar Tomar, que, sob sucessivos assaltos, resistiu durante seis dias, defendida pelos Templários, quebrando o ímpeto do invasor. Nesta ocasião, os mouros forçaram a porta do Sul e penetraram na cerca exterior. A defesa dos Templários foi de tal forma encarniçada que a porta de assalto ficou conhecida como Porta do Sangue.

Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 11 de abril de 2008

176. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (4)

Em 1162, o mestre da Ordem passou carta de foral aos moradores, o que revela que, em escassos três anos, houve uma preocupação efectiva por parte dos novos senhores em dotar o local de condições mínimas de defesa, povoamento e dinâmica sócio-económica. Diante do compromisso de promover o povoamento da região, D. Gualdim Pais confirma o foral com novo documento em 1174. Em 1165, a Ordem recebeu ainda os domínios de Idanha e de Monsanto, sendo-lhe prometido, em 1169, um terço das terras que viessem a conquistar ao Sul do rio Tejo. No ano seguinte (1170), a chamada Linha do Tejo era reforçada com a construção do Castelo de Almourol.

Fonte: Wikipedia

quinta-feira, 10 de abril de 2008

175. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (3)

Não se sabe ao certo qual a razão que levou à opção por Tomar, em lugar da reforma do castelo de Cera. Alguns estudiosos afirmam que o novo sítio, num outeiro na margem direita do rio Nabão, dominando uma planície, era estrategicamente mais vantajoso. Outros argumentam que o sítio foi escolhido considerando a sua posição na linha que, em relação ao Meridiano de Paris, forma um ângulo de 34°, comum nos projectos arquitetónicos da Ordem, correspondente à diagonal da relação de 2/3 observada na constelação de Gêmeos, um dos símbolos Templários. De qualquer modo, a construção do Castelo de Tomar iniciou-se em 1 de Março de 1160, conforme inscrição epigráfica nos seus muros. Na mesma época, iniciou-se a construção da Charola, posteriormente adaptada a Capela-mor, uma das edificações templárias mais importantes no Ocidente.
Fonte: Wikipedia

quarta-feira, 9 de abril de 2008

174. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (2)

D. Afonso Henriques concedeu aos Templários a defesa das linhas que conduziam a Coimbra, a capital do reino durante o século XII. Nesse processo, a Ordem do Templo entrou na posse de um vasto território entre-Tejo-e-Mondego, que teve por objectivo controlar o acesso meridional a Coimbra e cujo centro nevrálgico era, precisamente, Tomar. A carta régia de doação data de 1159 e o Castelo começou a ser edificado um ano depois, de acordo com uma inscrição que se conserva na torre de menagem.

Fonte: IPPAR

segunda-feira, 7 de abril de 2008

171. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (1)

O castelo de Tomar é um castelo templário, situado na margem direita do rio Nabão, que integrou, à época da Reconquista, a chamada Linha do Tejo, juntamente com outros na região que lhe acompanham o estilo: os castelos de Almourol, Idanha, Monsanto, Pombal e Zêzere. Sendo imperativa a operação de uma fortificação destinada a complementar a linha defensiva do acesso por Santarém à então capital, Coimbra, ao fim de um ano no arruinado Castelo de Cera, o Mestre da Ordem dos Templários em Portugal, D. Gualdim Pais, decidiu-se pela construção de um novo castelo, em local mais adequado, e que viria a tornar-se a sede da Ordem no país.

Fonte: Wikipedia