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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

1771. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (14)

Há, nesta freguesia, uma quinta plena de história, da qual ainda hoje existem as ruínas. A Quinta do Alfeijoal, cujo nome deriva do ribeiro de Alfeijoal, pelo qual é banhada. É também conhecida por Quinta do Almotácer-mor. A quinta tem tido vários proprietários e mais recentemente, foi até dividida e vendida a vários proprietários.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

1706. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (13)

Existe na freguesia de Paialvo uma quinta plena de história, da qual ainda hoje existem as ruínas. A Quinta do Alfeijoal, cujo nome deriva do ribeiro de Alfeijoal, pelo qual é banhada. É também conhecida por Quinta do Almotácer-mor. A quinta tem tido vários proprietários e mais recentemente, foi até dividida e vendida a vários proprietários.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

1679. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (12)

No âmbito da defesa militar, foram criadas pelo Conde D. Henrique as Ordenanças. Estes eram corpos irregulares, precedentes do tempo dos Godos, povo que anteriormente habitava a Península Hispânica. O Conde deu-lhes uma forma regular e duraram até 1834, com algumas alterações. Estas Ordenanças só combatiam em guerra de guerrilhas e algumas vezes prestavam bons serviços à Pátria, com destaque para a Guerra Peninsular, tendo funcionado de acordo com a lei até 1812. A partir daí chegaram mesmo a tornar-se perigosas para a ordem pública, tendo sido extintas a 20 de Julho de 1834. A Capitania-mor das Ordenanças do Concelho de Torres Novas, era composta por 11 companhias, conforme o alvará de sua Majestade de 24 de Fevereiro de 1764. Era assim constituída a 5ª companhia da freguesia de Igreja Nova:

Capitão: Manuel Pedro Nunes Ferreira
Alferes: Joaquim Manuel da Fonseca
Sargento do número: Manuel Rodrigues Barbosa
Escrivão: António Antunes
Meirinho: José Franco Almeida

Esta companhia era, por sua vez, constituída por 10 esquadras:

Nº1 – Carrascal e Carrazede
Nº2 – Vila Nova
Nº3 e 4 – Paialvo
Nº5 – Curvaceiras Pequenas
Nº6 – Curvaceiras Grandes
Nº7 – A-De-Longo
Nº8 – Bexiga
Nº9 – Peralva
Nº10 – Charneca da Peralva.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

1675. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (11)

Nesta freguesia existiram duas confrarias, criadas para ajuda mútua e para o bem da vida em sociedade, a Confraria de Paialvo foi constituída a 15 de Maio de 1502 e a Confraria de Bexiga, a 21 de Maio do mesmo ano. Para pertencer a estas confrarias, os confrades tinham que obedecer, sob juramento, às seguintes ordens: que todos se ajudassem uns aos outros mutuamente; que o confrade com dificuldades por doença, ou outra fatalidade, fosse ajudado, se necessário, com os bens dos outros Confrades; e quee, nas tarefas do campo e outras, os Confrades se ajudassem mutuamente. Em Paialvo, ainda hoje, grande parte dos seus habitantes se ajudam em certos casos, como estabelecia a sua Confraria há 495 anos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

1667. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (10)

A freguesia de Paialvo foi território senhorial de 1798 a 1857. A 16 de Janeiro de 1798, o Príncipe Regente D. João, criou o título de Conde de Linhares, a favor de D. Rodrigo Domingos de Sousa Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa, e concedeu-lhe o Senhorio do Termo de Paialvo. O primeiro Conde de Linhares faleceu a 16 de Janeiro de 1812, no Rio de Janeiro. O último Donatário de Paialvo foi o segundo Conde de Linhares, D. Vitório Maria Francisco de Sousa Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa, nascido em Turim (Itália) a 25 de Julho de 1790 a 29 de Julho de 1857.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

1646. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (9)

A ermida de Santa Luzia, no lugar de Peralva, é um pequeno templo, com altar-mor e dois altares colaterais. Estes têm nos retábulos uma pintura a óleo sobre madeira, do século XVII, representando os quatro Evangelistas. Há nesta ermida uma escultura de S. Brás, quinhentista, que mede 0,635 metros.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

1633. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (8)

A igreja paroquial de Nossa Senhora da Conceição é outra das razões que nos permite discorrer sobre a história de Paialvo. É um templo que já tem mais de quatrocentos anos, embora já tenha sofrido modificações posteriores. A frontaria tem empena de bico, ladeada por uma torre sineira, com uma janela de coro e um óculo na parte superior. Ladeiam a porta dois nichos de pedra lavrada, com ornatos renascentistas de origem. Cada um abriga a sua imagem: de um lado, Nossa Senhora Mãe dos Homens; do outro, a Santíssima Trindade. São ambas de pedra e do mesmo período. Ainda na fachada, duas pilastras dão a ideia de não terem sido acabadas. Interiormente, na nave, há dois altares laterais, dois colaterais e o altar-mor. Têm todos retábulos com talha dourada oitocentista e um silhar de azulejos azuis e amarelos do tipo “padrão”, do século XVIII, que revestem também toda a capela-mor. O tecto da igreja ainda é o inicial, de esteira, pintado com motivos ornamentais.As portas que dão passagem para as sacristias são em madeira, mas as vergas e as ombreiras são de cantaria lavrada. No altar colateral do lado da Epístola, está uma imagem de Santa Marta, escultura de madeira, pintada e estofada. Constitui um curioso exemplar de imaginária, é do século XVI e mede 0,685 metros.

domingo, 23 de agosto de 2009

1628. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (7)

A paróquia de Paialvo foi um priorado da apresentação real. Pertenceu ao arciprestado de Torres Novas, tal como a Asseiceira, até à extinção do Isento de Tomar. Foram seus donatários o 1.º e o 2.º Conde de Linhares, de 1789, curiosamente o ano da eclosão da Revolução Francesa, até 1836, ano da grande reforma administrativa do País encetada por D. Maria II. Nesse ano, o concelho foi extinto e a freguesia anexada a Tomar definitivamente.

sábado, 22 de agosto de 2009

1623. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (6)

O concelho de Paialvo foi considerado extinto em 1836 mas, a 23 de Fevereiro de 1837 ainda não tinha entregue o seu cartório. A documentação relativa ao cartório do concelho foi depositada na Câmara de Torres Novas, tendo posteriormente desaparecido num incêndio. Com a extinção legal do concelho de Paialvo, a Freguesia de Paialvo passou a ficar ligada ao concelho de Tomar. Apesar da sua extinção como Concelho só se ter efectuado em 1836, há indicações de que a Vila de Paialvo já não funcionava como tal. Pela leitura do Alvará de D. Henrique se percebe facilmente as divergências entre Tomar e Paialvo, o que terá levado a que o povo de Paialvo passasse para o concelho de Torres Novas. Em 1757 tinha 361 fogos com 1019 habitantes. Em 1774, foi construída a Igreja Nova em Carrazede, que ainda hoje existe. As relíquias do velho concelho, como o Pelourinho e o edifício onde funcionou a sede do concelho, podem ser apreciados na sua plenitude, visto encontrarem-se em bom estado de conservação.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

1616. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (5)


De todos os factos históricos da actual freguesia de Paialvo, sem dúvida que os anos em que se formou concelho próprio, cujas estruturas são ainda visíveis, pelo menos em parte, foram os mais brilhantes de quantos já viveu esta população. Amorim Rosa, em 1965, referia na sua “História de Tomar” que “se é verdade o aforismo que os povos felizes não têm história, a vila de Paialvo deve ter sido feliz, pois dela nada encontramos na Torre do Tombo; nem sobre este nome (com melhor ou pior ortografia) nem sob o de Paio Alves ou de Igreja Nova”. Se nenhum outro mérito esta pequena notícia tiver, ao menos que sirva para desmentir o consagrado autor tomarense. Com efeito, Nossa Senhora da Conceição de Paialvo foi importante ao ponto de ter sido sede de um concelho de relativa nomeada. Desse poder municipal que a freguesia já teve, resta o pelourinho, imóvel de interesse público constituído por uma coluna de pedra que assenta sobre um escadeado de três degraus. Acima dos quatro ferros, ergue-se um corpo piramidal, coroado por uma bola (está actualmente classificado como imóvel de interesse público pelo IPPAR, desde 1993: http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=74612). A coluna tem, a meio do fuste, um anel. A existência da cadeia municipal e a câmara concelhia revela-se ainda hoje através de alguns (poucos) vestígios.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

1607. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (4)


Em 1764, a área ocupada pela Freguesia era a mesma de hoje. Nessa altura o seu nome era Freguesia de Igreja Nova, Nossa Senhora da Conceição ou Santa Maria era o orago da freguesia, cujo cura, o prior da Matriz de Santiago de Torres Novas, da qual era filial, anualmente apresentava o seu rendimento que rondava os 100.000 réis, pagos pelos Fregueses. Não se sabe a data em que o concelho de Paialvo deixou de funcionar como tal, mas sabemos que quando terminou a função passou para o concelho de Torres Novas até 1836, passando depois a pertencer ao concelho de Tomar como Freguesia de Paialvo.

domingo, 16 de agosto de 2009

1591. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (3)

Diz a lenda que o nome de Payalvo teve origem no nome de uma personagem histórica, de sua mercê Paio Alves. Há registo de um alvará em favor de Paialvo, de 1454, passado em Tancos pelo Infante D. Henrique. Os habitantes desta vila solicitaram a sua intervenção, para que pudessem pagar as primícias em Santarém, visto ser lá que vendiam os seus produtos e não em Tomar. O despacho do Infante foi favorável aos homens da vila de Paialvo. A vila de Paialvo teve o seu foral alguns anos depois deste alvará em 1500. Teve Câmara, Cadeia e Pelourinho, ou seja, autonomia e justiça própria.

sábado, 15 de agosto de 2009

1584. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (2)

Paialvo situa-se a sudoeste do concelho e confina com as freguesias de Assentis, Paço e Olaia, do concelho de Torres Novas, Atalaia, do concelho da Barquinha, Madalena e Asseiceira, do concelho de Tomar. O seu brasão é representado por um escudo vermelho, um pelourinho de prata, entre duas palmas de ouro, postas em pala. Uma coroa mural de prata de quatro torres e listel branco, com a legenda a negro: “Paialvo”. A simbologia do brasão é a seguinte: a coroa mural de prata de quatro torres significa que Paialvo já foi concelho; o pelourinho de prata, representa um monumento histórico existente na vila de Paialvo; as duas palmas de ouro representam os Santos Mártires da cidade de Concórdia. A bandeira da freguesia é amarela com cordão e borlas de ouro, em haste e lança, também de ouro. O seu selo está nos termos da lei e contém a legenda: “Junta de Freguesia de Paialvo - Tomar”.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

1565. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (1)

Há mais história em Tomar para além do Castelo e do Convento. O Nabantia retoma hoje as suas histórias concisas e começa por uma freguesia com mais patine. Paialvo é uma freguesia do concelho de Tomar, com 22,26 km² de área e 2850 habitantes, segundo o censo de 2001, com uma densidade de 128,0 hab/km². A freguesia de Paialvo é constituída por treze lugares: Bexiga, Carrascal, Carrazede, Casal Barreleiro, Charneca da Peralva, Curvaceiras, Delongo, Fontaínhas, Mouchões, Paialvo, Peralva, Soudos e Vila Nova. Foi vila e sede de concelho, constituído por uma freguesia, até 1836. Tinha, em 1801, 1407 habitantes. A freguesia possui ainda sete capelas e a Igreja Matriz. Pela grafia arcaica, Paialvo escrevia-se Payalvo. A letra Y foi oficialmente suprimida do alfabeto português pelo Formulário Ortográfico de 1943.