
Parte do espólio está empacotado. Quatro quadros estão expostos no Salão Nobre da autarquia. Quadros que se encontravam na Região de Turismo já foram resgatados. O Museu Municipal João de Castilho abriu ao público em 1936, encerrou em 1979 e, até agora, 29 anos depois, os sucessivos executivos nunca encontraram um espaço para repor o museu, dedicado a essa figura de transcendente importância histórica que foi João de Castilho, o arquitecto a quem se devem importantes obras no Convento de Cristo e noutros monumentos da cidade, assim como nos Mosteiros dos Jerónimos, Batalha e Alcobaça”, lamentou-se uma personalidade ligada à história de Tomar. Acrescentou que “a situação revela o desleixo dos sucessivos executivos pelo património museológico e por reporem o museu dedicado a João Castilho, ficando mesmo dúvidas sobre a existência de um catálogo e ainda da existência da totalidade do espólio que o museu continha”. Isto é o que diz a notícia.
Isto agora digo eu: bem lamento que Portugal não cuide de si, porque não cuida do seu património, que constitui a sua identidade e que reflecte o seu passado. Em Tomar, terra de património mundial da humanidade, não tem havido nos executivos municipais dos últimos anos gente com cultura, com visão, com sensibilidade, que esteja à altura de governar a terra templária. É gente sem marca, que não deixará rasto, senão nas carcomidas páginas dos registos burocráticos da administração e dos arquivos esquecidos dos inúteis. Tomar merece muito, mas muito melhor. Alguém para quem o mundo não se resuma ao asfalto e às rotundas, às canalizações e ao espalhafato barato das farturas e dos carrosseis.
Fonte: Cidade de Tomar
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