quarta-feira, 21 de outubro de 2009

1864. IMPERDÍVEL

Tudo sobre as eleições autárquicas de Tomar, num trabalho de Virgílio Alves.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

1863. BALANÇO (6): A "BRIGADA DO REUMÁTICO"

Os velhos independentes obtiveram desta vez 4552 votos, isto é, 19,99% dos votos. Contra 4889, ou seja, 21,2%, em 2005. Perderam porque perderam 337 votos. Perderam porque queriam ser os primeiros e foram terceiros. Perderam porque pediram a gula da maioria absoluta (descomunal delírio...) e tiveram uma dieta de minoria relativa. E perderam com um mau resultado porque tiveram menos votos e menos percentagem. Nem Mozart lobrigrou inspirar com o fulgor das suas partituras ou a misteriosa prodigalidade financeira da propaganda couché 90 gramas o que já todos perceberam não passar de uma ópera bufa. Para quem não sabe, desde já se esclarece (que mui penadas e sensíveis almas vagueiam por estas noites frias da lenda da Santa pelas ruas do burgo...) que o título deste post não pretende ofender. Ficou conhecida por "brigada do reumático" a corte de patentes militares que poucos dias antes do 25 de Abil foi garantir lealdade eterna ao Governo de Marcello Caetano, antes deste ir de boleia de Chaimite revisitar o Quartel do Carmo rumando daí à Portela. Estes velhos independentes não passam hoje de um mero partido caudilhista, representante de um pssado de decadencia e frustrações. Daqui não passarão até que o cansaço inexorável dos tempos o declare com a pouca pompa e a nenhuma circunstância que o momento merecerá. Apenas um voto sincero: que desta vez, quando cometerem a ousadia legal de apresentar as contas de campanha, e oh meu Deus, mas que enormes trabalheiras terá o mandatário financeiro para levar por diante tal empreitada... não mintam sobre donativos, não mintam sobre contas bancárias, e façam constar dos respectivos papéis justificativos todas as verbas efectivamente recebidas e pagas em actividades de campanha como manda a lei, ao contrário do vexame por que passaram em 2005. Quem, nem na pseudo-oposição sabe dar o exemplo como conseguiria convencer alguém que seria no poder que o faria, ali com tanto extracto à mão?...

1862. BALANÇO (5): O COSTUME

A CDU passou de 1396 votos, ou seja, 6% nas autárquicas de 2005 para 1667 votos, isto é, 7,2%. Eis uma bela ilustração prática do patético discurso de Jerónimo de Sousa na noite eleitoral. A CDU cresceu e aumentou a sua influência. 15 dias antes tinham dido 1359 votos, 3,75% dos votos. Bruno Graça valeu 271 votos. Como diria Lenine: "O que fazer?"... O costume, direi eu: continuar estes fulgurantes crescimentos e aumentos de influencia eleitoral até pelo menos às eleições de 2754. Confirmou-se a minha ideia sobre a campanha da CDU: os apontamentos bem passados a limpo no caderninho e é quanto basta. Prova-se outra coisa com Bruno Graça: a Gualdim Pais não chega para mais nada por si só do que para ser uma bela instituição cultural, recreativa, desportiva e social do nosso concelho. E já é muito bom.

1861. ANO VELHO, VIDA VELHA

Está marcada para dia 26, segunda-feira, às 17 horas a cerimónia de tomada de posse do novo executivo camarário de Tomar resultante das eleições autárquicas de 11 de Outubro.

1860. MACAU FELIZ

Os Quinta do Bill estão de partida para Macau onde vão actuar no Festival da Lusofonia. A actuação do grupo de Tomar será sábado, dia 24. Além dos Quinta do Bill e dos angolanos Mercado Negro, as bandas da Escola Portuguesa de Macau, o folclore de Goa, Damão e Diu, o sapateado, a percussão, a música de Macau e uma banda brasileira ajudam a animar as noites da festa entre 23 e 25 de Outubro, na zona das Casas Museu da ilha da Taipa. Participam dez expositores representativos de outras tantas comunidades de expressão portuguesa.

Fonte: O Templário.

1859. BALANÇO (4): O MINI BLOCO

O CDS passou de 777 votos, 3,4% dos votos em 2005, para 1210 votos , 5,35% dos votos em 2009. Sucedeu-lhe em relação às legislativas o mini-tornado político legislativas-autárquicas, que acossou também o Bloco. TV é TV, país é país. Sound byte é sound byte, votos é votos. Poderá ser lícito extrair a conclusão que Ivo Santos, o ex-JC, ex-CDS, ex-PSD e agora CDS outra vez angariou um pecúlio adicional de 433 votos, isto é quase a metade do independente sem partido José Lebre mostrou valer por si só! Lá sabia o importado santareno Herculano por que razão convidou José Lebre antes de receber instruções da capital para recrutar Ivo Santos. Apesar de tudo, 433 votos, não pode deixar de se considerar um feito para quem abriu o seu coração aos tomarenses a dois meses de eleições, confessando que será presidente da Camara, só não sabe é quando. Pois bem, ponha-se muitíssimo "quando" nesse desiderato... O resultado do CDS acaba ironicamente por ser um desaire colateral de Miguel Relvas, que contava com um dócil e colaborante vereador para disfarçar a maioria relativa mais que certa que estava na calha. Os cartazes de propaganda iniciais eram graficamente assustadores, a mensagem política era bem "dossierada" (não foi em vão que se serviu o PSD na Camara durantes tantos anos...), mas faltou também a chama que nem o plasticínico Portas lhe conseguiu transmitir por osmose em duas passeatas de rua. E atenção: Ivo não se pode queixar. Portas decidiu meter toda a carne no assador por ele, visto que até o programa de Governo para as legislativas veio oferecer a Ivo no hotel dos Templários! Ivo só tem de se queixar de si próprio. O seu percurso político não convence nem lhe gerou credibilidade. Confesso, por fim: o blogue, inicialmente primitivo foi melhorando substancialmente com o tempo..

1858. BALANÇO (3): O REGRESSO ÀS ORIGENS

O Bloco de Esquerda teve 829 votos, ou seja, 3,24%. Ou seja, deu enorme trambolhão dos 2.095 votos e 12,3% das legislativas apenas 15 dias antes. Mesmo assim subiu ligeiramente dos 666, 2,9% dos votos de 2005. António Carlos Godinho fez uma campanha modesta, sem rasgo, coleccionando tudo o que os outros candidatos diziam para um dia poder vir a reivindicar a paternidade da ideia. É fácil, é barato, mas como se viu não deu milhões. Propaganda fraca e graficamente confusa, discurso hermético sem conseguir tocar o eleitor, Tomar foi um dos inúmeos sítios onde ficou provado que nem todos os partidos que existem nas televisões existem no país real. Gostei da ideia das bicicletas. Foi saudável e original. E faz muito bem aos bíceps e às pernas.

1857. MADEIREIROS

Rápida viagem à indústria madeireira de Tomar, através do Diário de Notícias, cujo link desde já agradeço.

1856. PRÉMIO JUSTO

A Escola Básica 1 dos Templários, do Agrupamento de Escolas Santa Iria, foi distinguida, com data de 6 de Outubro do corrente ano, com o Selo Europeu de Qualidade pelo Projecto “Conhecer a Europa através dos seus Mitos e Lendas” que desenvolveu ao longo dos últimos três anos lectivos.

1855. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (156)


O Presidente da República, Cavaco Silva, vai inaugurar dia 11 de Novembro a exposição “Guerra Peninsular 1807-1814” que abre em Torres Vedras o programa das comemorações do bicentenário das Linhas de Torres, anunciou a autarquia. “Tivemos a confirmação do senhor Presidente da República na inauguração da exposição alusiva às invasões francesas no dia 11 de Novembro, feriado municipal”, anunciou o presidente da câmara, Carlos Miguel, na apresentação do programa das comemorações que decorrerão de 11 a 20 de Novembro. Comissariado pelo Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, natural de Torres Vedras, o programa tem previsto durante este ano duas centenas de actividades em áreas como artes plásticas, carnaval, cinema, fotografia, gastronomia, literatura, música, teatro e desporto, a maioria delas vão realizar-se entre 11 e 20 de Novembro. “É um programa vasto e ambicioso”, afirmou o autarca, que não deixou de sublinhar a escassa importância dada pelo Estado a este acontecimento histórico. Sentimos o facto de não haver uma iniciativa do Estado para este bicentenário. É uma data demasiado importante para o nosso futuro colectivo e para a promoção do produto turístico Linhas de Torres”, disse Carlos Miguel.

Do programa destacam-se um encontro internacional de aguarelas alusivo à temática das Linhas de Torres, exposições de artes plásticas, residências artísticas, um ciclo de cinema, bem como colóquios e conferências temáticas, um concurso fotográfico, mostras gastronómicas e jantares com ementas da época, publicações de livros e provas desportivas. No plano literário, estão previstas recitações, um concurso de leitura e encontros com escritores, estando já confirmadas as presenças de Vasco Graça Moura, Mário Cláudio e Ana Maria Magalhães. Espectáculos de música preenchem também os nove dias das comemorações, sendo de destacar o concerto “O ideal comum” de Nuno Côrte-Real. Como forma de transportar o público até há duzentos anos atrás, vão ser feitas recriações históricas ao longo das comemorações, procurando retratar o quotidiano da guerra e também dos cidadãos que viveram à época.

Dom Manuel Clemente, que encerra o programa do bicentenário ao presidir a uma “missa de requiem”, considerou que “as Linhas de Torres ganharam celebridade em toda a Europa e levaram a nossa terra além da sua geografia”, afirmou. Linhas de Torres Vedras foi nome dado ao sistema defensivo, do qual fazem parte os 152 fortes que há 200 anos permitiram defender a cidade de Lisboa das tropas francesas de Napoleão pelo exército luso-britânico comandado pelo General Wellington e que se encontram espalhados por diversos concelhos, de Torres Vedras a Loures e Vila Franca de Xira.

Fonte: Lusa.

1854. PEDIDO DE DESCULPAS

O Nabantia pede desculpa ao ilustre causídico João Henriques Simões, que involuntariamente confundiu com o comentador dos posts escritos sobre a nomeação de Carlos Trincão para as comemorações dos 850 anos da fundação da cidade de Tomar. Desde já reencaminha todas as considerações feitas ao efectivo comentador.

1853. O DIA DA SANTA


O dia é dedicado a Stª Iria, Mártir.

1852. PARABÉNS!

A Rádio Cidade de Tomar comemora hoje o eu 20º aniversário. O Nabantia felicita a Rádio e todos quantos nela trabalha. Trata-se de uma instituição de comunicação social referencia no concelho de Tomar e deseja-se que continue a cumprir a sua missão fe formar, entreter, divertir e informar por muitos e bons anos.

1851. RECOMENDAÇÃO DE LEITURA




"abril 27, 2006

Em Breve ...

Em Breve vamos ter aqui documentos e intervenções de interesse do nosso deputado municipal Carlos Trincão.

Publicado por carlos_miguel_faria em 09:46 AM Comentar (0)"

Resta esperar que não seja idêntico o balanço futuro a fazer da actuação de Carlos Trincão na comissão da comemoração dos 850 anos da fundação de Tomar...

(Foto)

1850. BALANÇO (2): APLAUSO CÍVICO

José Lebre, que foi a boa e inesperada novidade desta campanha, teve 736 votos, ou seja, 3,23 % dos votos para a Camara. Uma advertencia prévia: o Nabantia não participa da demencia política dos derrotados vencedores, daqueles que ganham quando perdem e que ganham quando ganham e que ganham quando empatam. Pode, claro, ganhar-se e perder-se com um bom ou um mau resultado. Ora, José Lebre perdeu e o movimento que representou na sua candidatura também. Mas perdeu com um bom resultado. Para ganhar teria de ter sido eleito vereador. Foi prejudicada esta candidatura pelo facto de não ter concorrido à Assembleia Municipal (contas de outro rosário a que talvez ainda aqui voltemos um dia, pelo que o episódio demonstra de como o sistema legal e judiciário português favorece promíscua e descaradamente a pouca vergonha). Sem poder dispor do misterioso bezerro de ouro que despudoradamente alimentou a faraónica campanha de Pedro Marques, com poucos recursos, sem máquina partidária ou aparelho de reformados todo-o-terreno disponível para acções de comandos, fez, a nosso ver, uma excelente campanha: dando-se a conhecer aos tomarenses, com genuinidade e com alma, com paixão, com projecto, com ideias, com capacidade política de combate com os demais concorrentes e, sobretudo, com a coragem de dizer o que muitos pensam mas por conveniencia omitem. O resultado obtido permite-lhe pensar, se assim estiverem os TPL pelos ajustes, no início da construção de um projecto para 2013. Muita água correrá até lá debaixo das pontes. Veremos o que acontece. Numa palavra: O Tomar Em Primeiro Lugar e José Lebre merecem um aplauso cívico, aliás, justificadamente estendível a Isabel Miliciano, entusiasta inquebrantável deste projecto.

1849. FEZ-SE LUZ

Belisquem-me por favor: "até em Tomar já há condomínios privados", acaba de revelar a um país atónito Fernando Nobre da AMI, no Prós & Sonecas de hoje. Que bom haver cidadãos destes tão atentos ao progresso do interior. Oh Dr. Corvelo, ... saia lá um apoiozinho para a AMI faxavor... Estranhamente ninguém parece ter reparado em tão retumbante Revelação no estúdio.

Jorge Ferreira
, no Facebook.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

1848. O FINÓRIO

Relvas respeita os eleitores que nele votaram para deputado municipal se outros eleitores que não votaram nele para deputado municipal fizerem dele presidente da Assembleia Municipal. Um finório de antologia.

1847. DA "NOJEIRA" E OUTROS CONTOS

O ilustre causídico João Henrique Simões classificou este meu post de "nojeira". É próprio dos meios paroquianos confundirem a crítica política com o acinte pessoal. Tenho tido oportunidade de explicar neste blogue que eu não faço essa confusão. Uma coisa é respeitar as pessoas, outras as suas decisões e actos públicos. Nada me move contra Carlos Trincão. Mas o ilustre causídico equivocou-se na leitura do post. Não era de Trincão que eu falava, mas de um acto político praticado nesta cidade, cujo significado é, a meu ver, o que descrevi. Não tenho propensão para a lamechice balofa. Não escondo nas mesas dos cafés as opiniões que emito em público. Não pratico o método da hipocrisia, tão do agrado dos sinecuras e dos calhambeques. Não digo uma coisa a um jornalista, para depois me desmentir quando sou apertado pelos chefes. Aliás, se há privilégio que tenho na vida é o de não ter chefes. Ao contrário de outros bravos e corajosos que gostam de armar ao pingarelho. Repito e mantenho tudo que disse no post. A aliança Relvas-Trincão, aliás, não surpreende verdadeiramente, para quem anda atento. É um negócio político típico dos que Relvas está habituado a fazer e dos que o Bloco, pese a retórica justicialista, adora celebrar. Como negócio político que é, é inteiramente criticável. Politicamente diz tudo sobre ambos. E o "que diz" é mau de mais. Continuo a desejar que não queira dizer também tudo sobre Tomar. Por que se quer, acho sinceramente, que deviam já convidar também o ilustre causídico para uma vice qualquer coisa da comissãozita. Que melhor maneira de contentar o penacheiro de toda a gente?... Quanto à substancia, aliás, muito mais importante, sempre deixo aqui uma sugestão. A empreitada dos 850 anos exige pompa, circunstancia, substância e projecção internacional. Julgo que poderíamos começar por convidar todos os professores de Tomar para participar activamente nas comemorações. As comemorações devem ser do povo, dos cidadãos, que fazem o dia-a-dia de Tomar. Não façam desta festa única outro desfile de facturas por pagar, de subsídios intermináveis, de auditorias por concluir, de acções judicias a marinar. Haja a grandeza de, ao menos, estar à altura do nosso passado.

1846. ARQUEOLOGIA BLOGUEIRA

Por amabilidade de Virgílio Alves julgamos, enfim, ter lobrigado com a misteriosa e difícil tarefa de detectar a presença da CDU de Tomar na internet nestas eleições autárquicas. Obrigado.

1845. BALANÇO (1): VAIA AO MAIOR PARTIDO DE TOMAR


Por contingencias de momento, que me afastaram da escrita, ainda não comentei o resultado das ultimas eleições autárquicas em Tomar. Fá-lo-ei. Como cidadão e eleitor, interessaram-me e disseram-me directamente respeito. Mas o tempo é sábio, faz assentar a poeira e ajuda à reflexão. Inicio a publicação do balanço com o qual pretendo encerrar também o tema. Não encerrar o comentário político local, que esse continuará, para tristeza de alguns, mas o resultado destas eleições, que marcam um virar de página. E quero mesmo começar com uma sonora vaia. Uma vaia ao maior partido de Tomar: o partido dos mais de 40% de cidadãos abstencionistas que decidiram que em sete pessoas não havia ninguém capaz de governar esta terra. Calem-se, doravante, por favor, durante pelo menos quatro anos. Não azucrinem. Não critiquem, não digam mal. Não chateiem. Vão dizer mal para o Entroncamento, para Ourém ou para Torres. Há que baste também por lá... Perderam o direito. É espantoso, depois de tudo o que se passou e de tudo o que se disse que ainda tenha aumentado o partido da abstenção e que ainda mais gente tenha desistido de decidir. Bem sei que em democrcacia o povo, diz-se, tem sempre razão e é soberano. Sê-lo-á, formalmente. Mas, substanciamente, o povo que se desinteressa e não vota, não tem, em meu entender, razão. Uma vaia, portanto, para o maior partido de Tomar, que fez com que Tomar passe a ter um presidente de Camara escolhido por pouco mais de vinte por cento dos cidadãos eleitores do concelho.