sexta-feira, 26 de junho de 2009

1395. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (108)


Apenas os cafés mais carismáticos resistem ao passar dos séculos nas principais cidades portuguesas, seja porque as gerações de cliente não se renovam seja porque o culto da “bica” e dois dedos de conversa tenha mudado de poiso. Nalguns casos, as caras dos estabelecimentos fizeram retoques de cosmética para actualizar a imagem mas outros a memória de outros tempos permanece inalterada. Em Março, a Brasileira de Braga reabriu ao público quando comemorava 102 anos de vida mas manteve o carisma de outros tempos, actualizado com obras de restauração e modernização, que incluíram a criação de duas novas salas no andar superior.
O estabelecimento continua com a frequência habitual. De manhã, reformados, turistas e profissionais liberais, uma clientela que à noite é substituída por intelectuais, professores, artistas, jornalistas, músicos e empresários.

O café havia fechado as portas em Setembro de 2008 para obras, no âmbito de um acordo com a ASAE (Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica), que exigia a renovação da copa e da cozinha. No Estado Novo, A Brasileira era frequentada por opositores de António Salazar, pelo que foi criado um novo estabelecimento, a Nova Brasileira, para satisfazer a procura de simpatizantes do regime. Mais a sul, em Lisboa, a História atribui o lugar de honra ao Café Restaurante Martinho da Arcada, no Terreiro do Paço, inaugurado em 1778 sob o nome “Café da Neve” (ganhou a actual denominação em 1845, quando foi comprado por Martinho Rodrigues) e ponto de encontro habitual de escritores dos séculos XIX e XX, como Fernando Pessoa.

Ainda hoje o poeta tem reservada a sua mesa, onde escreveu parte da sua obra, e os visitantes podem ver um poema escrito pelo próprio num menu. “O Fernando Pessoa é sempre uma referência e nós alimentamos esses espírito, fala-se sobre ele de manhã à noite, nem que seja em conversa…de café. Há muito turismo ligado a ele, aliás, hoje o Martinho sobrevive pelo turismo cultural, com muitos estrangeiros e escolas”, conta à Lusa António Sousa, proprietário do “resistente” estabelecimento há vinte anos. O responsável lamenta que a “aguda” crise económica sentida há anos no país e, em particular, na Baixa lisboeta, tenha atingido um pouco o histórico café: “Agora que a crise é internacional, também a sentimos. Em vinte anos nunca senti uma crise do turismo cultural, mas está muito latente”. Na Baixa de Coimbra, impõe-se pela sua arquitectura de estilo manuelino o café Santa Cruz, junto à igreja do mesmo nome, Panteão Nacional onde está resultado o rei fundador da nacionalidade, D. Afonso Henriques. Inaugurado em 1923, o café Santa Cruz é considerado o mais antigo da cidade, depois de terem desaparecido, nos últimos anos, históricos concorrentes como A Brasileira e Arcádia, também eles cafés do século XX, embora de criação mais tardia.

Segundo o gerente, Victor Marques, o primitivo café-restaurante Santa Cruz “fazia concorrência directa” a outros cafés luxuosos da época, como o Majestic, no Porto, e A Brasileira, em Lisboa. Durante décadas, o Santa Cruz teve colado o rótulo de “café dos unionistas”, os adeptos do popular clube de futebol União de Coimbra, enquanto os academistas frequentavam mais os cafés da zona do largo da Portagem, em especial o Arcádia. “Nos dias que correm, é o único café onde nos sentimos bem. Os empregados são muito simpáticos e o ambiente é esplêndido”, afirma Joaquim Santana, ferrenho “academista” que não se importa de frequentar território adversário.

A Lusa não se devia ter esquecido do mítico Paraíso de Tomar!

Fonte: Lusa.

1394. ILÓGICA

Recebi uma carta em casa. Tem um logotipo onde se lê LOGICA, Relasing your potencial. Fixe: tive umas aulitas de inglês, ainda José Sócrates não tinha fingido que tinha colocado a criançada toda a ter aulas de inglês. Safei-me. No texo da carta leio que se trata de uma empresa prestadora de serviços informáticos que disponibiliza (quererão dizer "vendem"?...) o sistema de gestão comercial aos Serviços Municipalizados de Tomar e que têm uma experiênca de 18 aos, etc...

Infomam-me depois que em Março (presumo que de 2009, visto que a carta é omissa) houve uma incompatibilidade (será "erro"?...) no tratamento de alguns pagamentos efectuados fora dos balcões dos SMAS e que algumas facturas ficaram em divida (terão querido dizer dívida"?...) indevidamente. Resultado: foram enviados avisos de corte de fornecimento a alguns clientes. O prestador de serviços pede desculpa e diz que a situação foi regularizada.

A carta não tem data. A carta não tem a morada da sede ou dos serviços da empresa. A carta não tem a identificação da empresa (NIF, telefones, email, número de registo na Conservatória do Registo Comercial, nadinha...), e, cereja em cima do bolo, não vem assinada. Será um carta falsa?... Uma coisa sei: vou mandar o meu curriculum vitae para lá (terei de investigar para descobrir a morada...) a candidatar-me à função de responsável pelo marketing da tal de LOGICA. Acho que devem estar a precisar.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

1393. PS JÁ DERROTADO

Luís Ferreira dá hoje uma entrevista a O Templário, onde fixa o objectivo eleitoral do PS nas próximas eleições autárquicas em obter três vereadores. Ou seja: o dirigente do PS está a dizer que não acredita na vitória do PS. Faz muito bem, porque ninguém acredita. Mas se são os próprios militantes, dirigentes e candidatos do PS a dizê-lo, então, todos os que não acreditam estão confortados no seu juízo. O PS não só não concorre para ganhr como confessa a derrota à partida. Pior, está a dizer aos eleitores para procurarem outras candidaturas, que ao menos acreditem em si próprias.

1392. BOA PERGUNTA


O jornal O Templário está a inquirir os leitores sobre se Tomar está a aproveitar bem a albufeira de Castelo do Bode. É uma boa pergunta... agora que passou o solstício de Verão calhava bem uma praiazita fluvial como deve ser no concelho. Calhava, mas não calha. Podiam até chamar-lhe uma praia de charme, assim o equivalente aos hotéis de charme, para quem não gosta de água e areia.

1391. A CAMINHO DE ALFERRAREDE


As actuais instalações da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes são consideradas pelo Instituto Politécnico de Tomar o principal ponto negativo. Pires da Silva referiu-se ao problema na sessão de encerramento do ano lectivo e aproveitou a ocasião para lembrar que brevemente a ESTA passará a funcionar nas novas instalações, que se encontram ainda em fase construção no Tecnopolo, em Alferrarede. O projecto tem sido apoiado pela Câmara Municipal de Abrantes que cedeu entretanto um espaço para a criação de uma nova residência para os estudantes. Pires da Silva sublinhou nessa sessão de encerramento, que decorreu no dia 4 de Junho, que a Câmara têm-se mostrado à disposição da ESTA, para que encontre cada vez melhores condições e num ”ambiente mais alegre e feliz”. Para Nelson Carvalho, presidente da Câmara de Abrantes, ”a ESTA está no bom caminho e detém um lugar estratégico para a afirmação da cidade. A tecnologia, o conhecimento e a inovação têm de ser os marcos da comunidade. É por isso importante reforçar a presença e a actividade do IPT na região”, vincou.

Fonte: O Torrejano.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

1390. A A23 VAI PARA OBRAS

O Nabantia sabe que a A23 vai entrar brevemente em obras. Bem precisa. Parece que existem umas passagens superiores e inferiores em tão bom estado de conservação que carecem de ser refeitas. Já as obras no troço de Torres Novas em virtude de um desabamento de terras estiveram paradas porque pura e simplesmento não havia dinheiro para a obra. Cá vamos, pois, cantando e rindo, levados, levados sim...

1389. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (107)

Sessenta anos depois, pela mão da Galeria Perve, Os Surrealistas "regressaram" à mesma sala, hoje com outras funções. Simbolicamente, a exposição - que é uma homenagem - abriu e vai fechar rigorosamente nos mesmos dias que em 1949: 18 de Junho- 02 de Julho. Lá estão algumas das pinturas e alguns dos desenhos então mostrados, alguns dos poemas então lidos em voz alta, alguns dos objectos. Adicionalmente, são exibidos um curto filme de ficção dos anos 60 realizado por Carlos Calvet, com Mário Cesariny no protagonista, e três documentários de Carlos Cabral Nunes, da Galeria Perve, sobre Cesariny, Cruzeiro Seixas e a última exposição que este último fez em vida. A homenagem completa-se com mais três pólos expositivos em Lisboa: na Perve Galeria, à Rua das Escolas Gerais, 17 e 19, e em duas salas da Rua dos Remédios, números 57, primeiro andar, e 98. Na Perve, a exposição tem por título "Surrealismo abrangente após 1950" e apresenta obras de surrealistas realizadas após a exposição de 1949 e de artistas em que "a influência do Surrealismo é forte", como nos casos de Mário Botas, António Quadros, Raul Perez, João Rodrigues, Gonçalo Duarte, Isabel Meyrelles, José Escada, entre outros. As exposições patentes nas duas salas da Rua dos Remédios - "Revisitação", com obras próximas do ideário surrealista (Liberdade, Amor, Poesia), e "In-situ", com obras realizadas no local - estão "correlacionadas", porque nelas participam basicamente os mesmos artistas. Entre outros, Manuel João Vieira, Inês Marcelo Curto, João Garcia Miguel, Fernando Aguiar, Chris Hales, Stanislav Miler, Ricardo Casimiro, Cabral Nunes, Nuno Espinho. A exposição na antiga sala Pathé Baby encerra a 2 de Julho. As restantes poderão ser vistas até 31 de Julho. Ainda em Lisboa, a 1 de Julho, o Centro Cultural de Belém acolherá o lançamento do livro-objecto artístico de Cruzeiro Seixas "Prosseguimos, cegos pela intensidade da luz", será inaugurada em Alcântara a Galeria Perve Ceutarte e, na Galeria São Bento, abrirá ao público a exposição "Objectos e formas surrealistas".

Mas a homenagem não se circunscreve a Lisboa e vai viajar para outros pontos do país: entre 30 de Junho e 30 de Julho, o Porto poderá ver "Os Surrealistas - ontem e amanhã" na Livraria Lello, que será cenário, no primeiro dia, do lançamento do livro-objecto artístico "Prosseguimos, cegos pela intensidade da luz". Entre 15 de Julho e 30 de Agosto ficará patente em Torres vedras, na Galeria Municipal, a exposição "Albergue da Liberdade", que inclui a estrutura com o mesmo nome levada pelo seu autor, o arquitecto Pancho Guedes, à Bienal de Veneza e entretanto doada para integrar o espólio da Casa da Liberdade Mário Cesariny.

Ler mais no Público.

1388. NOVO BLOGUE

E o Máquina do Tempo, que surge através do projecto Tomar Terra Templária.

(Via Tomar)

1387. NERVOSEIRA

Isabel Miliciano desfiliou-se do PSD. A média anda no miltante/mês a bater com a porta. Entretanto, parece que Miguel Relvas não terá ficado nada contente com a situação em que o PSD de Tomar se encontra e terá dado um valente puxão de orelhas a quem encontrou pela frente na passada segunda-feira. Carlos Carrão ainda espreita uma oportunidade de substituir Corvelo de Sousa como candidato. A situação política em Tomar está verdadeiramente agitada. Muita nervoseira.

1386. SÉTIMA ARTE

"O cinema em Tomar no cine-teatro Paraíso - que se mantém porque a Câmara de Tomar, depois de ter obrigado por concorrência desleal o cinema privado a fechar, sustenta agora este embora com pior serviço - brinda-nos esta semana com mais um filme que conseguiu chegar primeiro aos videoclubes nabantinos do que ao grande ecrã."

Hugo Cristovão, no Algures Aqui.

terça-feira, 23 de junho de 2009

1385. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (106)

O ÚLTIMO DOS REGEDORES

O antigo regedor de Durrães, no concelho de Barcelos, que era a pessoa mais idosa de Portugal, morreu segunda-feira, com 111 anos, e vai hoje a sepultar, disse à Lusa fonte familiar. Nascido a 06 de Janeiro de 1898 (século XIX), António Fernandes de Castro viveu mais de 40.800 dias, cumprindo todo o século XX e entrando pelo século XXI. A sua vida foi repartida entre o trabalho do campo, sobretudo no "ramo" das videiras, onde se revelou um negociante exímio, e o desempenho de vários cargos públicos, tendo sido regedor durante 33 anos. No fundo, era ele quem mandava na freguesia. Podia entrar na casa de qualquer pessoa, mas apenas antes de o sol se pôr. Podia até prender quem infringisse as regras da Nação. No entanto, como o próprio relata num livro que a Junta de Freguesia editou aquando do seu centenário, era "um regedor bom", que nunca prendeu ninguém. Durante dois ou três anos, foi também juiz de paz, com poderes para resolver os pequenos problemas que se passavam no seu território, mas também com autoridade para fazer conciliações em partilhas. Outro cargo que desempenhou foi o de presidente da Junta, tendo sido no seu tempo que nasceu a primeira escola em Durrães, para evitar que os meninos da freguesia tivessem que "emigrar" para outras terras para tirar a quarta classe. Integrou também a Comissão Fabriqueira de Durrães, ficando ligado ao processo de construção da nova Igreja Paroquial. António Castro criou 10 filhos, que lhe deram mais de duas dezenas de netos e quase trinta bisnetos, tendo ainda conhecido dois trinetos. O "senhor regedor", como era conhecido em Durrães, sempre comeu de tudo, e este poderá ter sido, porventura, um dos grandes segredos da sua longevidade. Nos últimos tempos, como contou à Lusa a nora que foi durante largos anos a sua ama, "a coisa ficou complicada", por causa da garganta, "que não deixava passar a comida".

Fonte: Lusa.

1384. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (106)

O Museu de Arte Pré-Histórica de Mação e a empresa Beneficts and Proficts inauguram, na próxima segunda-feira, a arqueomacao.tv no Brasil, com dois espaços museográficos virtuais instalados em rede com o museu português. À parceria público-privada junta-se o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) que, a convite do Governo do Estado do Piauí, inicia nas cidades de São Raimundo Nonato e Guaribas a criação de uma rede de pólos museológicos em todo o Brasil, especialmente vocacionados para o acesso das populações mais pobres ao conhecimento arqueológico. Luís Oosterbeek, director ciêntífico do Museu de Mação, disse à agência Lusa que a arqueomacao.tv “é um projecto de canal de televisão TVIP com o objectivo de, em conjunto com os parceiros aderentes, constituir uma rede de difusão de conteúdos totalmente dedicado à arqueologia e ao património cultural, incorporando um claro sinal de que o combate à fome e à miséria passa pela componente da cultura”. Segundo acrescentou, a criação da tv na internet e a implantação do Programa de Animação Ciêntífica e Artística Digital (PACAD), são “parte integrante” do Projecto de Intervenção Arque-Museográfica do Piauí e “permitirá consultas de arquivos de vídeos e artigos relacionados com os projectos de investigação e museologia arqueológica coordenados pelo Instituto Politécnico de Tomar (IPT), para além das emissões em directo”. O primeiro espaço virtual será instalado na Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), em S. Raimundo Nonato, que coordena o Parque Nacional da Serra da Capivara, reconhecido pela sua arte rupestre e por encerrar os mais antigos vestígios humanos na América, datados de há mais de 50.000 anos. O segundo espaço será instalado no Centro Cultural da cidade de Guaribas, onde o governo brasileiro lançou o programa Fome Zero, “com o intuito de inscrever na matriz do combate à pobreza a componente da arqueologia e da arte rupestre e, sobretudo, o contributo destas para a afirmação da diversidade das culturas num quadro geral de radical unidade”, explicou Oosterbeek. “Em oito anos, vinte milhões de pessoas foram retiradas da pobreza com este programa”, sublinhou. Este responsável acrescentou que o arqueomacao.tv “vai permitir um fácil acesso a todos os conteúdos a custo zero".
"As pessoas poderão, assim, a partir de suas casas e dos seus países, aceder às informações disponibilizadas neste canal de TV por internet”, disse. Os dois espaços serão inaugurados dia 29 de Junho, por ocasião do congresso mundial da IFRAO (Congresso de Arte Rupestre, em S. Raimundo Nonato) e “permitirão não apenas a fruição local, mas também a ligação permanente em vídeo-conferência com o Museu de Arte Pré-Histórica de Mação”. O responsável adiantou que o projecto arqueomacao.tv se estenderá “em breve” a Espanha e ao Senegal. “O trabalho de interacção com os agentes locais com vista ao desenvolvimento de regiões deprimidas é uma das premissas da Rede de Arqueologia Ibero-Americana, e este é um bom exemplo do tipo de parcerias que queremos apoiar, fomentar e desenvolver”, concluiu Oosterbeek.

Fonte: Lusa.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

1383. BLOGUE JÁ HÁ

A anunciada candidatura de independentes de que deu conta a Rádio Hertz pelo menos blogue já tem. É o Tomar em Primeiro Lugar. Mais um para a barra lateral. O Nabantia, que só conhece na política local a experiência blogosférica do PS de Tomar e o tal misterioso blogue do Bloco de Esquerda, onde em 2006 se anunciava muita coisa que não veio a acontecer, saúda mais esta chegada à blogoesfera da política tomarense, desta feita através de um grupo de cidadãos eleitores.

1382. NERVOSEIRA

Sim, parece que esta noite a nervoseira está toda na sede do PSD. Parece que não há cadeiras que cheguem para tanto assento. E com a nova candidatura de independentes as coisas parece terem ficado ainda um pouco mais negras do que já estavam. Miguel Relvas, o bombeiro de serviço, lá veio da capital tentar liderar o que resta de um mandato desastroso na Camara, com evidentes reflexos no partido. Será que ainda vai a tempo? Hum... Mais pormenores no Tomar a Dianteira.

1381. ELEIÇÕES

Definitivamente 2009 é um ano agitado em matéria eleitoral. Já tivémos as europeias, de que ainda se fala e de que ainda se lambem feridas abertas, vamos ter as legislativas, cada vez mais incertas e por isso emocionantes e vamos até ter autárquicas, cujo desenlace em Tomar parece também cada vez mais incerto. Só isto já era suficiente para pôr o cidadão à beira de um ataque de nervos. Mas não é tudo. Este ano é também ano de eleições no Instituto Politécnico de Tomar. Já estão publicados os cadernos eleitorais e diz-se por aí que o eterno candidato anunciado, Eugénio Almeida, vai ter oposição. Mais uma emoção para este ano tomarense...

1380. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (105)


O regresso do lince-ibérico às serras e montados de Moura-Barrancos, no Baixo Alentejo, pode estar mais próximo do que se julga. Em Espanha há registos recentes de animais que chegam bem perto da fronteira. Mas se por cá as condições ecológicas já são “bastante boas”, falta ainda aumentar um pouco mais a população de coelho-bravo, a sua principal presa, e conquistar as populações locais, considera a Liga para a Protecção da Natureza (LPN). Ler aqui, no Público.

1379. ACITOFEBA

Alberto Godinho é candidato à Direcção da ACITOFEBA. Parece estar a caminho de resolução a crise. Boa notícia para Tomar.

domingo, 21 de junho de 2009

1378. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (104)

Compensados ou salto agulha, o formato não importa desde que tenha mais de sete centímetros, regra cumprida pelas cerca de 300 mulheres que hoje participaram na primeira edição da corrida "Saltos Altos". A prova, que já é realizada em várias cidades do mundo, disputou-se pela primeira vez em Portugal no passeio marítimo de Alcântara, em Lisboa, e conseguiu reunir algumas centenas de mulheres, de acordo com a organização, na luta pelo prémio máximo de mil euros em compras. Ora aí está uma corrida que Corvelo de Sousa deve achar um desconforto para as senhoras, ou será que o pavimento do centro histórico ja foi instalado a pensar em mais uma actividade cultural deste género a realizar no futuro pela cultural Camara Municipal de Tomar?...
Fonte: Lusa.

1377. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (103)


O Museu do Caramulo, no concelho de Tondela, anseia por concretizar projectos pensados há já vários anos, mas o facto de ser privado e de escassearem os apoios dos mecenas não o permite. Fundado nos anos 50 pela vontade dos irmãos Abel e João Lacerda, o Museu do Caramulo conta com uma colecção de arte resultante da generosidade de coleccionadores e artistas contemporâneos de renome e outra de automóveis, todos em condições de circular. "Temos que sustentar este museu com a receita das entradas e com mecenato, quando ele existe. Temos de nos estar constantemente a adaptar a essa variação entre ter ou não mecenato, que pode ser uma variação grande", explicou à Lusa o director do Museu do Caramulo, Tiago Patrício Gouveia, acrescentando que as colecções recebem cerca de 30 mil visitantes por ano. Segundo o responsável, o museu tem "um número grande de projectos que gostaria de levar a cabo, mas é extremamente difícil conseguir garantir os fundos necessários para os pôr em prático".

Deu como exemplo a requalificação das salas onde se encontram alguns dos carros mas que servem também para exposições temporárias, que "deviam ser refeitas para suster pesos grandes e poder haver exposições de automóveis independentemente do seu peso". Melhorar a iluminação é também uma necessidade destas salas, bem como das salas de exposição permanente da colecção de arte, que têm ainda problemas no que toca ao revestimento das paredes e à climatização. Segundo Tiago Patrício Gouveia, outros projectos parados por falta de verbas são a construção de acessos para pessoas com dificuldades motoras (rampas e elevadores) e a criação de um centro de documentação pesquisável através da Internet. Pedidos directos ao Ministério da Cultura para estes projectos nem vale a pena, porque os que fizemos deram-nos a entender que não há a menor hipótese de pontualmente apoiar um museu num projecto", contou, dizendo entender a posição, porque "seria injusto para os outros museus".

O museu já teve ajuda dos fundos comunitários para algumas melhorias, nomeadamente restauro de obras, instalação de câmaras de vídeo-vigilância e renovação de imagem. No entanto, não tem tido a mesma sorte para estes projectos pendentes. "O centro de documentação e o acesso para deficientes foi aprovado numa fase final do quadro anterior de apoios comunitários, mas caímos numa situação de rateio e os fundos já não chegaram à nossa candidatura, que ficou em oitavo lugar. Os fundos acabaram na segunda", contou. No que respeita ao Quadro de Referência Estratégico Nacional, Tiago Patrício Gouveia disse não ter conhecimento de que estejam abertos programas para a cultura na Região Centro. Lamentou que em Portugal não exista a aposta no mecenato que considera ter havido noutros tempos, frisando que o Museu do Caramulo "foi inteiramente construído a partir desse espírito de mecenato, tanto o edifício como a colecção de arte, que foi totalmente doada". "Mas não temos sentido isso nos últimos anos", afirmou, dando como bom exemplo de funcionamento do mecenato os Estados Unidos da América.

Fonte: Lusa.

1376. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (102)

O Palácio Nacional de Mafra recriou hoje pela primeira vez a ocupação das tropas francesas para assinalar o bicentenário das invasões francesas, recorrendo a uma centena de voluntários que deram vida a várias encenações. “É a maior recriação histórica no palácio com 111 figurantes”, disse à Lusa Ana Catarina Sousa, arqueóloga e uma das coordenadoras da iniciativa, que teve uma assistência de cerca de duas mil pessoas. “Quisemos mostrar novos espaços do palácio que não estão abertos ao público, como o refeitório dos frades, e dar a conhecer através de animação histórica um período marcante da História de Portugal em que Mafra desempenhou um papel de destaque uma vez que o palácio foi o quartel-general do exército francês”, explicou. Uma centena de voluntários, dos 5 aos 80 anos e das mais variadas profissões, dão corpo às várias encenações, sempre trajados à época e adoptando o próprio estilo de vida e a linguagem de figuras. José Duarte, 46 anos, electricista, já não é a primeira vez que entra em encenações históricas, mas pela primeira vez se veste de soldado francês, tendo como função fazer a contagem dos bens saqueados aos portugueses. Entre 8 de Dezembro de 1807 e 31 de Agosto de 1808, “foram nove meses difíceis para o povo de Mafra, porque todos os mantimentos e colheitas foram confiscados e houve saques nomeadamente nas igrejas”, recorda Ana Catarina Sousa. Serralheiro de profissão, José Fernandes, 39 anos, está já habituado a desempenhar a personagem de Junot, a quem a todos devem subserviência e que se entretém com a esposa Laura Permont (Adelaide Santos, 31 anos, gerente comercial numa retrosaria) a receber elementos da nobreza e a ouvir música e beber. “Já participo nas recriações históricas há cinco anos e quando não faço de Laura faço de francesa detestada pelos portugueses”, conta Adelaide Santos. Outros soldados franceses treinam para o combate ou executam pessoas à morte, enquanto, ferradores e moços de estrebaria preparam os cavalos.

Na rua uma mulher do povo, “Maria das Dores” (Fátima Caracol, 53 anos, professora) grita: “Malvados dos franceses que me levaram o boi e tudo o que tinha”. Ao lado, a jovem Joana Azeiteiro, de 11 anos, faz de pedinte, com uma caneca vazia na mão, depois de os bens dos seus pais terem sido levados pelos franceses. Numa outra cena, Mafalda Jacinto, 21 anos e estudante de Enfermagem, é uma das mulheres de companhia nos momentos de lazer dos soldados franceses, servindo-lhes as refeições e jogando com eles, ao mesmo tempo que tentam escapar das tentações destes homens. Enquanto uns figurantes retratam a revolta do povo, outros trajam-se a frades, recriando cenas do quotidiano, como momentos de oração, preparação das refeições e de medicamentos e tratamento dos enfermos.

Fonte: Lusa.