Eis um Domingo alentejano em Tomar. Não se avista viv'alma nas ruas. As ruas parecem ter regressado por magia ao ritmo dos anos cinquenta, não fora a quantidade de carros estacionados junto aos passeios. Mas esta intensa estiagem, típica do Alentejo, em que se vive agora a hora da bela sesta, é enganadora. Há vida em Tomar para além do calor. António Paiva desce a Alameda com a família em demanda do almoço, depois da costumada corrida matinal dos Domingos. Isabel Miliciano e Jorge Ferreira almoçam pacatamente no Nabão. Vêem-se blocos de apontamentos na mesa e telemóveis a funcionar. O que tramarão eles? Será que a Rádio Hertz acertou? Por mim, recolho-me no fresco, entregue às leituras de fim de semana, já a atirar para a silly season.
domingo, 21 de junho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
1373. A ESTALAGEM
O Tomar a Dianteira divulga hoje alguma informação sobre uma matéria acerca da qual também o Nabantia já perguntou há algum tempo (embora com a preguiça de não requerer a consulta do processo nos termos da lei, expediente e trabalheira a que o autor do citado blogue, em boa hora, se deu...): a actual situação das relações entre a Camara Municipal de Tomar e a Estalagem de Sta. Iria. Creio, do que sei, que haverá mais que contar, mas louve-se o serviço público de informação prestado mais uma vez por este distinto blogue.
1372. DIÁRIO (18)
Proteger-me do calor nas sombras de casa. Beber muita água para não desidratar. Ler os jornais todos, em papel, isso mesmo, a sujar as mãos de tinta e a deixar os olhos descobrir as notícias pequenas que nenhum on line do mundo consegue trazer, coisas até sem importânci anenhuma mas que retemos exactamente por não terem importância nenhuma. Observar, divertido, os efeitos dos foguetes lançados esta semana por aí e como há gente sem saber o que fazer. Dar graças por ter um rumo, privilégio de que nem todos se podem gabar. Preparar-me para intensa semana de Frequências e de muitas conversas com muita gente. Trabalhar com estas temepraturas altas cansa mais. Há que criar, pois, reservas suficientes de energia.
1371. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (101)
O I Festival Erótico Medieval irá decorrer de 9 a 12 de Julho, em Carvalhos, Vila Nova de Gaia. O festival vai explorar a temática do erotismo na Idade Média. A iniciativa do The Lingerie Restaurant, o único restaurante erótico em Portugal, dirige-se apenas a homens e mulheres com mais de 18 anos. O festival vai estar dividido em quatro áreas distintas: a área de Espectáculos, com três palcos onde se poderá assistir a shows de striptease, lésbicos e de transformismo; o Picadeiro, onde vai haver torneios a cavalo, luta na lama e luta de gladiadores; a área Mercantil, que será animada pelo corrupio dos mercadores e pelo murmurinho dos artesãos a trabalhar ao vivo e a área Gastronómica, onde não faltará, o porco no espeto, o pão rústico, a sangria, os doces, as compotas e mel. O I Festival Erótico Medieval será ainda alegrado pelos pregões dos almocreves e dos jograis, pela melodia dos trovadores, pela vivacidade dos saltimbancos, malabaristas e cuspidores de fogo e pelas inesperadas lutas de varapaus. O Festival Medieval decorrerá de quinta-feira a sábado, das 16h às 02h, e no domingo encerra às 22h. O preço dos bilhetes varia entre os 15 euros (singles), 20 euros (casal) e 30 euros (passe de três dias).
Fonte: Sol.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
1370. AGUARDAMOS O BALANÇO
Agora que vamos ter eleições autárquicas aumenta o interesse pelo trabalho desenvolvido pelos eleitos nas anteriores eleições. O que disseram, o que prometeram, o que fizeram e o que não fizeram. Curioso este blogue do Bloco de Esquerda de Tomar. Ainda é pior do que o blogue do Convento de Cristo... A comunidade blogoesférica aguarda desde 27 de Abril de 2006, já lá vão mais de três pacientes anos, a publicação das certamente inúmeras e pertinentes intervenções do deputado municipal do Bloco!...
1369. NERVOSEIRA
Falta ouvir os visados na notícia da Rádio Hertz abaixo reproduzida, que ainda não se pronunciaram. Mas garanto-vos que quem não gostou nada da ideia foi o PSD e também os Independentes por Tomar. Alguém lhes estragou o fim de semana. Por que será que há tanta nervoseira com mais uma lista de independentes?
1368. ISABEL MILICIANO CANDIDATA
A Rádio Hertz avançou ontem em primeira mão, no jornal das 19h, que Isabel Miliciano será a número 1 de uma nova lista de Independentes por Tomar, tendo em vista as eleições autárquicas que se avizinham. Isabel Miliciano, foi vereadora no segundo mandato de António Paiva na Câmara Municipal de Tomar, enquanto Jorge Ferreira, que lecciona no Instituto Politécnico de Tomar, está indicado para a Assembleia Municipal.
Fonte: Radio Hertz.
1367. NERVOSEIRAS
Eu disse quatro listas, sem me referir a candidaturas. Este convite de candidatura muito me surpreende, visto ser suposto as listas do PS estarem fechadinhas... Sinceramente ser convidado via blogue nunca me tinha passado pela cabeça! Este delirio deve ter que ver com o calor...
1366. NERVOSEIRA
O Nabantia, o escriba que não o blogue, bem entendido, já foi abordado para 4 listas diferentes em vista das eleições autárquicas. Safa, que há falta de pessoal...
1365. "SHOW OFF"
"No nosso entendimento, trata-se mais uma daquelas acções de fachada, que em nada contribuirão para melhorar o que quer que seja por estas bandas. Basta ver o que acontece com o Convento, Património Mundial da UNESCO desde há mais de 25 anos. Que temos ganho nós com isso? Dá Deus nozes a quem não tem dentes? Há pois dá! Mas não adianta continuar à espera que apareça um D. Sebastião para nos salvar. Enquanto os tomarenses não decidirem abandonar a sua conhecida e confortável apatia, não conseguiremos levantar a cabeça, mesmo que os outros continuem a proclamar que nunca baixam os braços.", escreve avisadamente Sebastião Barros, no Tomaradianteira.
Alguém, ainda não percebi bem quem, vai propôr a Festa dos Tabuleiros para património imaterial da Humanidade. Acho muito bem. Apenas pergunto: se não se sabe tratar em Tomar de um, como acreditar que se saiba tratar de dois? Pés na terra e cabeça no sítio é a melhor política e deixem-se de "show off" para as eleições que o povo nao é estúpido!
Fonte: Cidade de Tomar.
1364. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (100)

Podia ter sido n' A Brasileira ou, mais abaixo, no café Chiado, mas a proximidade da Escola António Arroio, onde estudavam, foi decisiva: acabaram por "adoptar" o Café Herminius para as suas tertúlias de convívio e "descobertas". A descoberta do Surrealismo, por exemplo. Estava-se nos primeiros anos da década de 40 e era de jovens - poetas e pintores ainda "em formação", ainda em busca de caminho - o grupo que se sentava à mesa do Herminius. Entre outros, Mário Cesariny, Fernando José Francisco, Vespeira, Cruzeiro Seixas. "Não nos fixávamos num café - conta à Lusa Cruzeiro Seixas - Andava-se quilómetros a pé por Lisboa, ia-se da Baixa à Almirante Reis, ao Largo do Chile, com toda a facilidade a pé. Conversávamos, trocávamos as nossas descobertas, sensacionais sempre, e sempre sensíveis". Oitenta e nove anos, único sobrevivente do grupo, o pintor e poeta recorda um texto de Cesariny em que este, "em frases poéticas, lindíssimas, como fotografias poéticas de uma época", descreve cenas e figuras daquele café. "Era um teatro, um teatro amargo, aquilo era de loucura". Desfilavam "a velha dos ursinhos", caçadores "com os cães todos", enquanto, lá fora, caras achatadas contra o vidro, crianças esfomeadas olhavam para o café que os do grupo tomavam, para o bolo que comiam...Um quadro com toque neo-realista.
O Surrealismo estava a chegar. Pelo final dos anos 30, começara a falar-se dele em Portugal. O poeta, pintor e homem de teatro António Pedro é talvez o primeiro a dar-lhe voz. Mas a ideia era francesa, com paternidade - de André Breton - atestada num primeiro Manifesto em 1924. Um segundo manifesto, cinco anos depois, consagra e desenvolve as teses expostas no primeiro. Aí se lerá que o Surrealismo é "automatismo psíquico puro, por meio do qual se trata de expressar verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma, o funcionamento real do pensamento, com ausência de controlo da razão, e de toda a preocupção estética ou moral". Vai ser preciso esperar mais 11 anos para que uma primeira tentativa de dar expressão portuguesa às directivas do Manifesto ocorra: uma inconsequente exposição nos Salões Repe, em Lisboa. Dois anos depois, novo passo para o historial do movimento, António Pedro publica "Apenas uma narrativa", que os compêndios referenciam como a primeira colectânea de textos surrealistas-automáticos publicada em Portugal. Mas, se uma data é possível avançar como a da implantação do Surrealismo, como movimento, em Portugal, ela é 1947, 23 anos depois do primeiro Manifesto bretoniano.
"Uma coisa que é completamente injusta - pondera Cruzeiro Seixas - é dizer-se que, em Portugal, o Surrealismo começou atrasado. Muitos anos depois começaram a surgir grupos surrealistas em todo o mundo, inclusive um dos grupos mais importantes hoje, que é o de Chicago. Não chegámos atrasados de maneira nenhuma. Chegámos na altura em que a nossa idade o permitia, em que o permitia o governo fascista". Dados lançados, os jovens do grupo do Herminius juntam-se a outros, de outros cafés, de outras experiências, e articulam ideias, vão fixando objectivos, dando forma a projectos. Por essa altura, Cruzeiro Seixas faz uma incursão, breve, pelo neo-realismo. Não renega a experiência. "Quase todos nós - lembra - passámos por lá. Mas não ficámos presos. Ninguém ficou preso". Junta-se aos Surrealistas um ano depois de estes se terem apresentado como Voz a ser tida em conta na Praça cultural portuguesa. Além dele, fazem parte do grupo, entre outros, José Augusto França, Cesariny, Alexandre O'Neill, António Maria Lisboa, Henrique Risques Pereira, Carlos Eurico da Costa, Pedro Oom, Carlos Calvet. Não é fácil, o caminho, e as divergências, os choques de personalidade, as pressões externas acabam por determinar a ruptura. Ficam, de um lado, os fiéis à linha bretoniana, e, do outro, os que defendiam uma mais activa intervenção social, uma presença política mais empenhada, na linha de Aragon e Eluard.
Recorda Cruzeiro Seixas: "A nossa tese era mais próxima de Breton. O Breton foi procurado pelo António Pedro, procurado pelo Cesariny, procurado pelo Risques Pereira. Quase todos pediram uma entrevista, quase todos foram recebidos. Acho que devem ter dito qualquer coisa que não agradou nada ao Breton. Não achou graça nenhuma ao Grupo Surrealista de Lisboa, ao Surrealismo português". Separados daquele Grupo, Cesariny, Seixas, António Maria Lisboa, Pedro Oom, Henrique Risques Pereira, Mário Henrique Leiria, Carlos Eurico da Costa, Fernando Alves dos Santos, António Paulo Tomás, Carlos Calvet, Fernando José Francisco e João Artur da Silva reúnem-se num "anti-grupo surrealista". Ficarão para a história do movimento com este nome: Os Surrealistas. 1949, o ano seguinte ao da cisão, virá a ser determinante na história do Movimento: a par de proclamações, textos publicados e conferências em defesa das razões que os movem, os dois «antagonistas» querem mostrar obra feita. Para tanto, organizam, cada um por seu lado, exposições. A primeira, logo em Janeiro, é a do Grupo Surrealista de Lisboa. A outra, a de Os Surrealistas, acontece cinco meses mais tarde, entre 18 de Junho e 2 de Julho.
O testemunho de Cruzeiro Seixas sobre a exposição é concludente:" Para nós,era quase como dizer que representava a própria vida. Era uma questão quase de vida e de morte, de morte interior e de vida interior, também". "Era - desenvolve - uma opção quase heróica fazer qualquer coisa. Era tão heróico fazer qualquer coisa que resolvemos, de certa maneira para fugir às responsabilidades desse heroísmo, acabar com a palavra 'grupo' e pôr 'Os Surrealistas'. Isso era importantíssimo como definição. Quem passar por cima disso está a ter uma má visão das coisas".
O testemunho de Cruzeiro Seixas sobre a exposição é concludente:" Para nós,era quase como dizer que representava a própria vida. Era uma questão quase de vida e de morte, de morte interior e de vida interior, também". "Era - desenvolve - uma opção quase heróica fazer qualquer coisa. Era tão heróico fazer qualquer coisa que resolvemos, de certa maneira para fugir às responsabilidades desse heroísmo, acabar com a palavra 'grupo' e pôr 'Os Surrealistas'. Isso era importantíssimo como definição. Quem passar por cima disso está a ter uma má visão das coisas".
A exposição realizou-se na sala de projecções da Pathé-Baby, à Rua Augusto Rosa, "entre a Sé e o Aljube", como Cruzeiro Seixas gosta de anotar. Sessenta anos volvidos, a Perve Galeria recorda o momento organizando um Ciclo de Celebração que decorrerá em vários espaços expositivos e que, na sala onde a exposição aconteceu, dará a ver documentos e obras dos surrealistas «dissidentes» dos anos 40. Como está hoje o Surrealismo? Cruzeiro Seixas não tem dúvidas: "Está vivo". E ainda: "Um dos grandes surrealistas teve esta frase, que eu acho lindíssima, e estou absolutamente de acordo com ela: 'o Surrealismo é eterno'. É uma ideia que não morre, que vai ficar a gerar dentro dos homens e que vai, naturalmente, evoluir. Mas é eterna, como naturalmente o neo-realismo também. Tudo isto são fases. Um braço é surrealista, outro braço é neo-realista. Nós somos feitos desses pedaços todos de Cultura". Onde antes funcionava o Café Herminius, esse que terá sido um dos primeiros berços do Surrealismo em Portugal (o Café Gelo entra depois na História do Movimento), há hoje uma agência funerária. Simbolismo nenhum. Cruzeiro Seixas e outros o disseram: o Surrealismo é eterno, é uma ideia que não morre.
Fonte: Lusa.
(Foto)
quinta-feira, 18 de junho de 2009
1363. ACITOFEBA
Dia 26 de Junho realiza-se nova tentativa de eleição de uma nova Direcção da ACITOFEBA. Oxalá tenha sucesso, porque Tomar precisa de uma ACITOFEBA activa e dinâmica.
1362. OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO
A Comissão de Lojistas do Centro Comercial Templários, em Tomar, vai organizar, de 22 a 27 de Junho, a Feira de Stocks com produtos a preços incríveis, conforme faz questão de sublinhar a organização. Esta é uma oportunidade única para adquirir calçado, vestuário, bijutaria, artigos de decoração, artigos de artesanato, DVD ou videojogos.
Fonte: Rádio Hertz.
1361. AGRADECIMENTO
O Templário publica na sua edição de hoje a resposta do Nabantia a Nuno Garcia Lopes, ainda a propósito da polémica acerca das Conferencias sobre o Surrealismo. A casa agradece essa publicação.
1360. AQUECIMENTO LOCAL
Há o aquecimento global, ao que dizem resultante das alterações climáticas, da poluição e por aí fora e há também o aquecimento local. As autárquicas mexem, oh! se mexem em Tomar. Tenho por certo que este ano os tomarenses vão poder escolher entre independentes livres de dependencias comprometedoras e sem interesses que não os de Tomar e os desgastados independentes com interesses. Aumenta a nervoseira. E não é só nos nos desgastados independentes com interesses. Há mais interesses nervosos.
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Autárquicas 2009,
Coisas que o Nabantia sabe
1359. O PORTAL DE DORNES
"Dornes forma uma península banhada pela Albufeira de Castelo do Bode e teve origem numa igreja mandada construir pela rainha Santa Isabel, num penhasco onde existe uma torre templária. Esta torre pentagonal, de cunhais calcários enquadrando muros xistosos, traçado irregular e única no País, terá sido ou não, edificada sobre o que restava de uma outra atribuída a Sertório, general romano que nasceu pelos anos 122 (?) a.C. e morreu assassinado no ano de 72 a.C."
1358. BRUXARIA
"Com uma expectável vitória do PS, sem maioria, nas Legislativas de Setembro e a expectável vitória de Paulo Fonseca, pelo PS, na Câmara de Ourém, querem os tomarenses que a sua Câmara seja a única dos grandes Concelhos do Médio Tejo (Abrantes, Ourém, Tomar e Torres Novas) a ser governada por um Partido que não é poder em Lisboa? Não perderia Tomar imenso com tal facto?"
Luís Ferreira, n' O Templário.
Comentário: o conhecido socialista tomarense já dispensa eleições e revela dotes de bruxaria política. Para os socialistas nem era necessário perder tempo com maçadas eleitorais. Afinal, pelo menos em Ourém e no país o PS já ganhou... para quê fazer eleições?...
1357. MENÚ
Agenda para o fim de semana, na ressaca do Sto. António e do 10 de Junho:
Sábado, dia 20:
10h30: recital de poesia de Fernando Pessoa para crianças “Fernandinho e outros Pessoas”, pelo grupo O Contador de Histórias na Livraria Nova em Tomar.
10h30: apresentação e visita às obras do Centro de Dia de S. Pedro, Tomar.
13h00: festa de encerramento do ano lectivo no Centro Escolar da Beselga, Tomar.
20h00: 25.º Festival de Folclore da Pedreira, Tomar.
21h30: 14º Sarau de Aniversário do Ginásio Clube de Tomar no pavilhão Municipal de Tomar.
10h30: apresentação e visita às obras do Centro de Dia de S. Pedro, Tomar.
13h00: festa de encerramento do ano lectivo no Centro Escolar da Beselga, Tomar.
20h00: 25.º Festival de Folclore da Pedreira, Tomar.
21h30: 14º Sarau de Aniversário do Ginásio Clube de Tomar no pavilhão Municipal de Tomar.
Domingo, dia 21:
10.º aniversário do Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Conceição de Paialvo.
21h30: representação da peça de teatro “Técnica” pelo grupo da ESECS na sede da Canto Firme de Tomar.
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