Fonte: Lusa.
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O Cine Clube de Tomar vai homenagear Manoel de Oliveira no sábado, dia 13, pelas 16 horas, no Cine-Teatro. Além do cineasta, estarão presentes a actriz Teresa Meneses e o jornalista Sérgio Costa Andrade. No final será projectado o filme “Francisca”.Com 100 anos de idade Manoel de Oliveira é, a nível mundial, o realizador com mais tempo de actividade na sétima arte. Acho muito bem que se homenageie em vida, mas apiada é irresistível: se o pessoal de Tomar já anda todo a dormir, com esta homenagem vai começar a ressonar a ver os filmes de Manoel de Oliveira.
Reviravolta no futebol: o Riachense não vai, afinal, subir à 3ª Divisão Nacional, apesar de ter conquistado o campeonato distrital esta temporada. A AF Santarém já deu indicação à Federação Portuguesa de Futebol que a equipa de Riachos abdicou da promoção ao 'nacional', informava hoje no seu site o organismo que tutela o futebol distrital. Ao que "O Templário" apurou o U. Tomar já terá sido convidado para subir à 3ª Divisão Nacional. Esta terça-feira à noite a direcção do clube irá reunir para tomar posição em relação a esta matéria.
O centro interpretativo do Castro de Palheiros, em Murça, porta de entrada de um megamonumento calcolítico com cinco mil anos, será inaugurado hoje pelo ministro da Cultura. O centro interpretativo, que vai estar aberto durante todo o ano, vai proporcionar visitas guiadas através de roteiros turísticos pelo povoado, lugar fortificado que foi ocupado no Calcolítico (Idade do Cobre) e na Idade do Ferro. A construção do centro está inserida no projecto de estudo arqueológico, de valorização e de divulgação desta estação arqueológica que decorre, desde 1995, sob a orientação da arqueóloga Maria de Jesus Sanches. Foram investidos cerca de 650 mil euros no centro, no restauro de troços de muralhas e taludes, na desmatação da zona e na criação de circuitos de visita interna, assinalados por painéis explicativos e brochuras informativas. No asfaltamento do caminho de acesso e de zonas envolventes gastaram-se 200 mil euros. A comparticipação comunitária para as diversas obras foi de 75%. Classificado em 2006 como Imóvel de Interesse Público pelo IGESPAR, o Crasto de Palheiros, está também incluído nos roteiros dos crastos ibéricos. Há cinco mil anos, o Crasto de Palheiros era uma imponente fraga natural, que foi recebendo diferentes populações pré-históricas com uma grande importância a nível político, económico, social e religioso. O topo da colina sobranceira à localidade de Palheiros foi coberto por uma muralha e terraços de pedra visíveis a dezenas de quilómetros de distância, funcionando aparentemente como um espaço sagrado de concertação entre os inúmeros povos da região. Após um abandono de cerca de 1700 anos, provocado por um grande incêndio, outras populações indígenas já da Idade do Ferro, cerca de 300 a.C., fundaram um povoado que posteriormente rodearam de pedras fincadas e de duas linhas de muralhas. O seu colapso como povoado deve ter tido a ver com a efectiva colonização romana, por volta do ano 50 depois de Cristo.

Sexta-feira, dia 29 de Maio
12h00: criação da Agência Regional de Energia e Ambiente do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul – Médio Tejo 21. na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, em Tomar.
20h30: Assembleia geral do CIRE – Centro de Integração e Reabilitação de Tomar.
21h00: colóquio " Aproximar Portugal da Europa" pelo deputado europeu do PSD Carlos Coelho no Cine-Teatro Municipal em Constância.
21h30: debate sobre Europa - “Nós Europeus. E agora?” organizado pela Concelhia do PS de Abrantes na Escola Superior de Tecnologia.
21h30 – Eleições na ACITOFEBA – Associação de Comerciantes e Industriais dos Concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere e Vila Nova da Barquinha.18h30 – Concerto dos Laureados do concurso: “O Melhor Instrumentista” 2008/2009 na sede da Canto Firme em Tomar.
Sábado, dia 30 de Maio:
Dia da central aberta, na barragem de Castelo do Bode.Apresentação pública da história infantil de Nuno Garcia Lopes “A que sabem as maçãs”, na livraria Nova em Tomar.
15h30: apresentação do livro “A lenda contada de uma vida escondida” do escritor tomarense Luis Garcia na papelaria Raiz em Tomar.
21h30: noite cultural com Orquestra de Harmónicas de Ponte de Sôr e o Grupo Sons de Águas Belas, organizada pela Junta de Freguesia de Ferreira do Zêzere no Centro Cultural. 11º Festival de Folclore do Rancho Folclórico e Etnográfico “Os Moleiros da Póvoa”, Além da Ribeira, Tomar.16h00: apresentação do livro “Razão dos Avós”, de Daniel Sampaio na Biblioteca Municipal de Tomar.1º Encontro Nacional de Técnicos de Turismo Cultural organizado pela Associação Portuguesa de Turismo Cultural na Biblioteca Municipal de Tomar.Festa da Criança e Festival das Sopas do Campo no campo de futebol da Linhaceira, Tomar.
Final da Taça Ribatejo entre Riachense e Alcanenense no estádio dr. Alves Vieira em Torres Novas.
17h00: caminhada contra o cancro pelas ruas de Torres Novas.
21h00: 11.º Festival de Folclore do Rancho Folclórico e Etnográfico “Os Moleiros da Póvoa”, Além da Ribeira, Tomar.
Dias 30 e 31 de Maio:
Os leitores do Nabantia são os melhores do mundo! Aqui está a receita dos ditos fôfos de Tomar. Obrigado pelo link ao anónimo que o enviou.
O comércio do vinho do Porto e as ligações a Inglaterra estiveram na base da fundação do "The Boavista Footballers", em 1903, génese do agora agonizante Boavista Futebol Clube, “atirado” domingo para o terceiro escalão do futebol português. O Boavista nasceu de uma brincadeira de um grupo de ingleses e portugueses, mestres e técnicos da empresa exportadora de vinho do Porto "Graham", num terreno situado na Mazorra, hoje conhecido por Ciríaco Cardoso. Em 1905, dois anos após a sua fundação, o Boavista Footballers contava já com um grande número de sócios ingleses e portugueses, que se uniram em torno do objectivo comum de construir um campo de jogos na zona do Bessa. Já denominado por Boavista Futebol Clube, após cisão com os ingleses, que queriam jogar ao sábado, dia normal de trabalho em Portugal, a inauguração do campo de jogos ocorreu a 11 de Abril de 1911. O clube adoptou para símbolo um escudo rectangular, cujo campo é formado por 13 quadrados pretos e doze brancos, dispostos em xadrez, encimado por uma coroa dourada, como a do antigo brasão do Porto. Este não foi o primeiro emblema do Boavista, que registou algumas evoluções gráficas ao longo dos anos. Os quadrados visam representar a muralha contra a qual se quebra o ímpeto dos adversários. Ironicamente, 106 anos após a sua fundação, a arruinada muralha "axadrezada" está a desmoronar-se. Depois da descida de divisão no âmbito do processo "Apito Final", em 2008, o clube voltou agora a descer de divisão. A crise financeira profunda, com o amontoar de dívidas da gestão ruinosa da presidência de João Loureiro, reflectiu-se desportivamente no rendimento da equipa, que não conseguiu evitar a despromoção à II Divisão. O "xadrez" acabou por ser adoptado como a imagem de marca do Boavista, mas o historial dos equipamentos regista ainda camisa preta e calção branco, camisa às riscas pretas e brancas e calção preto e camisa azul, vermelha e branca e calção preto. O clube, que mais recentemente adoptou a pantera como símbolo, presente em duas esculturas em frente ao estádio, reclama para si o facto de ter sido pioneiro na profissionalização, ocorrida em Janeiro de 1933. A ideia dos actuais equipamentos é atribuída ao ex-presidente Artur Oliveira Valença, na altura também proprietário do jornal Sports, que a importou de uma ida a França e depois de observar uma equipa local ao "xadrez".
