terça-feira, 16 de junho de 2009

1346. OPORTUNO E JUSTO


Hoje, na Galeria Templários, a Federação Portuguesa de Futebol, a Câmara Municipal de Tomar, o Instituto Politécnico de Tomar e a Turismo de Lisboa e Vale do Tejo homenageiam na próxima terça-feira José Torres, velha glória do futebol português.

1345. AS CONFUSÕES DO COSTUME

Não deve existir maior confusão do que a da organização dos campeonatos de futebol pela Federação Portuguesa de Futebol, que se projecta para os distritais. Todos os anos se repetem as incertezas de quem desce e de quem sobe. Uma bagunçada. O Fazendense admite deixar a Divisão de Honra caso se confirme o cenário de um campeonato com 13 clubes, face à recusa do Riachense e ao cenário quase impossível de se concretizar em torno da subida do U. Tomar aos nacionais.

Fonte: Rádio Hertz.

1344. A DESPAIVIZAÇÃO

Vai demorar tempo e vai custar dinheiro. É a mais do que necessária despaivização de Tomar. Obras mal feitas, birras prenhes de prejuízo, ideias cheias de atraso económico. Qualquer lado é bom para começar. Oxalá venha a tempo.

1343. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (97)

Os peixes do rio são um petisco transmontano que há muito atrai forasteiros à Foz do Sabor, em Torre de Moncorvo, para provar uma especialidade que é motivo, pela primeira vez, de um festival gastronómico. Durante quatro dias, entre quinta-feira e domingo, vai ser possível apreciar as diferentes iguarias assadas ou fritas, em que se destacam os minúsculos peixinhos do rio ou as migas, uma espécie de açorda transmontana confeccionada com a calda do peixe cozido. A iniciativa, hoje anunciada, é das associações de desenvolvimento do Douro Superior e Comercial de Torre de Moncorvo, que pretendem com o primeiro festival de Migas e Peixes do Rio projectar um produto gastronómico que ganhou tradição entre as populações ribeirinhas do Douro, Sabor e Côa. A pesca foi durante gerações um complemento para os agricultores da zona, que iam de terra em terra vender os apreciados peixes do rio. A localidade de Foz do Sabor, com menos de 100 habitantes, ganhou destaque nesta actividade, transformando-se numa aldeia piscatória no interior do país e em destino dos apreciadores dos peixes do rio que ali se deslocam propositadamente para patuscadas à base destas iguarias. Aos três restaurantes da aldeia juntam-se outros que, durante os quatro dias do festival, servirão os diferentes pratos numa iniciativa que, além da gastronomia pretende também promover a paisagem, aproveitando o local de veraneio da praia fluvial do Sabor. Os visitantes podem também participar em concursos relacionados com a temática, nomeadamente, um concurso de pesca, sábado, ou o de pratos de peixe, domingo. O festival é animado com música popular e convida também os visitantes a fazerem um cruzeiro no rio Douro, com embarque no Pocinho até à Foz do Sabor e a participar em passeios de barco, gaivotas e bicicleta.

Fonte: Lusa.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

1342. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (96)

O projecto de ensino artístico de Belgais criado pela pianista Maria João Pires, "vai fechar devido a um arresto de bens e à falta de apoios", disse hoje à Agência Lusa uma das responsáveis. Segundo Joana Pires, filha da pianista e responsável pelo Centro de Estudo das Artes de Belgais, após o encerramento da escola do primeiro ciclo da Mata e do Coro Infantil, "não deve restar nada do projecto de Belgais iniciado pela minha mãe". Joana Pires revelou que os subsídios do Ministério da Educação (única fonte de financiamento) bem como o mobiliário e instrumentos da escola "estão arrestados".

Fonte: Público.

1341. UM FUNDO SEM POÇO?...

O Diário da República publica hoje o decreto-lei que cria o Fundo de Salvaguarda do Património Cultural, com um capital inicial de cinco milhões de euros, destinado a dar mais meios de intervenção ao Estado no património. O fundo destina-se a financiar medidas de protecção e valorização em relação a imóveis, conjuntos e sítios integrados na lista do património mundial e a bens culturais classificados ou em vias de classificação como de interesse nacional ou público em risco de destruição. Segundo o decreto-Lei, o fundo destina-se ainda a acudir a situações de emergência ou de calamidade pública em relação a bens culturais classificados ou em vias de classificação e a financiar obras de operações de reabilitação, conservação e restauro de imóveis classificados no âmbito do Programa de Gestão do Património Imobiliário do Estado. Financiar a aquisição de bens culturais classificados ou em vias de classificação, através do direito de preferência pelo Estado ou de expropriação, e prestar apoio financeiro a obras ou intervenções ordenadas pela Administração Pública em relação a bens culturais classificados são também objecto do fundo. Na altura da criação do Fundo, em Março último, o ministro da Cultura disse que a criação do fundo visou a intervenção e salvaguarda de forma mais eficaz o património cultural. "Este instrumento financeiro dá corpo desde já à resolução do Governo que estabelece em matéria de programa de gestão do património imobiliário do Estado a criação (que deveria ser feita até 30 de Junho) de um fundo que venha a receber essas receitas", indicou Pinto Ribeiro. Além destas receitas, integrarão também o novo fundo as doações, os donativos em obra ou em espécie no âmbito do programa 'Cheque Obra', que o Ministério da Cultura celebrou recentemente com um conjunto de associações empresariais, em particular com empresas dos sectores da construção civil e das obras públicas.

Fonte: Público.

1340. CONVOCA-SE SHERLOCK HOLMES A TOMAR (2)

1339. CONVOCA-SE SHERLOCK HOLMES A TOMAR (1)

1338. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (95)

A investigadora Salwa Castelo-Branco apelou hoje à necessidade de criação de um arquivo sonoro nacional, no âmbito de um colóquio sobre património imaterial, a decorrer na Assembleia da República, em Lisboa. Salwa Castelo-Branco, directora do Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança da Universidade Nova de Lisboa, afirmou que Portugal é "dos raros países na Europa que não tem um arquivo sonoro nacional".

Fonte: Lusa.

1337. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (94)


O presidente da Câmara de Tarouca, Mário Ferreira, disse hoje acreditar que o dormitório do mosteiro de S. João de Tarouca será transformado em unidade hoteleira, como reclama uma petição subscrita por perto de onze mil pessoas. Juntamente com o vice-presidente e vereadores da Câmara, o presidente da Assembleia Municipal e membros da Junta de Freguesia de S. João de Tarouca, Mário Ferreira (PS) esteve recentemente numa audição na Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional e mostrou-se satisfeito com os avanços do processo. "A comissão parlamentar considera que o projecto reúne todas as condições para ter viabilidade económica e que é de interesse para a região e para o país e vai encaminhar o relatório para o ministro da Economia, para que este se pronuncie", contou. Segundo Mário Ferreira, a comissão parlamentar entende que a reconversão do dormitório em unidade hoteleira deve ser reconhecido como Projecto de Interesse Nacional (PIN). "O ministro terá de dar parecer mas, independentemente de qual for, a reconversão do dormitório será discutida em plenário na Assembleia da República", acrescentou. O autarca frisou que a reconversão do dormitório, mantendo os traços da arquitectura original, é "uma grande mais valia para a região do Douro" e uma obra "muito necessária para Tarouca", concelho com pouca capacidade hoteleira. Desta forma, os milhares de turistas que anualmente percorrem os socalcos do Douro vinhateiro "poderiam dormir no lugar onde séculos antes os monges de Cister repousaram", gerando riqueza a nível local e regional. A petição enviada ao presidente da Assembleia da República a pedir que "reconheça como de interesse para Portugal" a reconversão do dormitório em unidade hoteleira e que "recomende aos órgãos de soberania competentes a adopção das medidas legislativas e regulamentares necessárias à concretização deste projecto" foi subscrita por 10895 pessoas. O Mosteiro de S. João de Tarouca - o primeiro da Ordem de Cister a ser construído em Portugal (século XII) - está sob a responsabilidade do Instituto de Gestão do Património e Arqueológico (IGESPAR), sendo o seu dormitório apenas constituído por quatro paredes. Na petição, é referido que o Mosteiro de S. João de Tarouca "foi objecto de obras de recuperação, suportadas pela administração central, proprietária do espaço, recebendo anualmente milhares de visitantes". "Pensamos, no entanto, que S. João de Tarouca tem mais para oferecer, pelas características do local, em termos paisagísticos e naturais", acrescenta, lembrando que foram essas "especiais características, de algum isolamento e silêncio, de proximidade ao rio e à montanha, que levaram os monges de Cister a escolher este lugar mágico para se fixarem em Portugal". O documento acrescenta que, à semelhança dos monges, muitas pessoas "valorizam a possibilidade de desfrutarem de momentos de contacto com a natureza e de recolhimento espiritual, fugindo ao ruído da vida moderna", mas que, no entanto, falta no Douro "um espaço de acolhimento desses potenciais visitantes, com condições de qualidade e conforto, que proporcione dias diferentes de lazer e de ocupação dos tempos livres".

Fonte: Lusa.

1336. IPT DISTINGUIDO

Quatro instituições de Ensino Superior portuguesas receberam na quinta-feira passada, rótulos europeus de qualidade especiais em reconhecimento dos seus esforços no sentido de facilitar aos estudantes a possibilidade de estudar no estrangeiro. As universidade de Aveiro, do Minho, Técnica de Lisboa e o Instituto Politécnico de Tomar estão entre as 65 instituições de Ensino Superior de 16 países europeus que demonstraram «excelência» na aplicação do Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos (ECTS) e do Suplemento ao Diploma (DS).

Fonte: TSF

1335. CANDIDATO, PROCURA-SE

Nos últimos dias tem sido possível ver o candidato socialista permanentemente na rua, já em campanha. Também os Independentes por Tomar abriram a sede de campanha na Corredoura para recolher as assinaturas necessárias. O candidato do PSD ou foi a banhos ou encontra-se em parte incerta...

1334. TOMARa NÓS!

Uma das coisas boas da feriadesca é descobrir locais que não conhecíamos antes. Aconteceu-me num desses feriados (já nem me recordo qual, tantos foram...). Fui jantar ao agradabilíssimo Calça Perra. Bom ambiente, boa comida, bom serviço. E uma descoberta. A revista de distribuição gratuita Tomara Nós!. Uma revista que vai no nº 2, editada pela Justo Realce - Comunicação e Eventos, uma agencia de comunicação, e que tem um blogue e tudo. Neste segundo número merecem destaque as memórias tomarenses de Rui Salvador e uma digressão por restaurantes e bares de Tomar.

1333. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (93)

Normalmente acontece no final das legislaturas. Portugal tem mais 22 novas vilas e cinco cidades, situadas nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Leiria, Santarém, Lisboa, Évora e Faro. No total foram aprovadas no Parlamento 27 alterações na classificação das cidades e vilas portuguesas. Foram elevadas a cidade as localidades de Valença (Viana do Castelo), Senhora da Hora (Matosinhos), S. Pedro do Sul (sede do concelho), Samora Correia (Benavente) e Borba (Évora). À categoria de vilas passaram as localidades de Castro Laboreiro (Melgaço) e Soajo (Arcos de Valdevez), ambas no distrito de Viana do Castelo, Arões de S. Romão (Fafe), no distrito de Braga, Lordelo, distrito de Vila Real, e Ancede (Baião), Guifões (Matosinhos), Vilarinho (Santo Tirso), Senhora Aparecida (Lousada) e Madalena (Vila Nova de Gaia), todas no distrito do Porto. No distrito de Aveiro passaram à categoria de vila as povoações de Soza (Vagos) e Valongo do Vouga (Águeda), enquanto o distrito de Coimbra viu subir a vila as localidades de S. Pedro, Marinha das Ondas, Lagos e Tarazede, todas no município da Figueira da Foz. O Parlamento aprovou também a elevação a vila das povoações de Foz do Arelho e À-dos-Francos, ambas nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria, e Olival (Ourém), distrito de Santarém. Passaram ainda a vila as localidades de Prior Velho (Loures), Casal de Cambra (Sintra) e Montelavar (Sintra), no distrito de Lisboa, e Bensafrim (Lagos), distrito de Faro. De acordo com a legislação, salvo "importantes razões de natureza histórica, cultural e arquitectónica", uma localidade pode ser elevada à categoria de cidade de tiver mais de oito mil eleitores e pelo menos metade dos seguintes equipamentos: instalações hospitalares, farmácias, corporação de bombeiros, casa de espectáculos e centro cultural, museus e biblioteca, instalações de hotelaria, estabelecimento de ensino preparatório e secundário, estabelecimento de ensino pré-primário e infantários, transportes públicos e parques ou jardins públicos. Já para ser elevada a vila uma localidade tem de ter mais de 3 mil eleitores em aglomerado populacional contínuo e pelo menos metade dos seguintes estabelecimentos: posto médico, farmácia, casa do povo, dos pescadores, de espectáculos, centro cultural ou outras colectividades, agência bancária, transportes públicos colectivos, estação dos correios, estabelecimentos comerciais ou de hotelaria e uma escola pública.

domingo, 14 de junho de 2009

1332. DIÁRIO (18)

Visitar o admirável mundo da fantasia que acabou hoje, o Tomarlego, e viagem de ida e volta a Lisboa, com uma auto-estrada só para mim no sentido Lisboa-Porto.

sábado, 13 de junho de 2009

1331. SURPRESA

O prometedor blogue Cidadão de Tomar foi desactivado?!...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

1330. 2º TOMARLEGO

(Foto)

1329. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (92)

As inaugurações da “Cidade Imaginária”, do escultor Charters de Almeida, e da exposição “Antevisão do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte”(MIAAA), assinalam domingo, em Abrantes, o Dia da Cidade. Elevada a cidade a 14 de Junho de 1906, as comemorações deste ano são “marcadas pela temática da cultura, com dois momentos que visam posicionar Abrantes na rota dos grandes destinos culturais, científicos e pedagógicos”, afirmou Nelson de Carvalho, o presidente da autarquia. Segundo o autarca, o escultor Charters de Almeida inaugura domingo a "Cidade Imaginária", uma escultura de grandes dimensões, com 27 metros de altura e orçada em 250 mil euros, erguida na zona do Aquapolis – Parque Urbano Ribeirinho, “junto a um dos locais onde a cidade de Abrantes tem o seu imaginário ligado: o rio Tejo”. “Abrantes entra na rota das cidades imaginárias de Charters de Almeida, esculturas de grandes dimensões que tem espalhadas um pouco por todo o mundo, e que, neste caso, significa a conquista do rio pela cidade, com a criação de um espaço ribeirinho há muito imaginado”, referiu o autarca. Para Nelson de Carvalho, “outro momento alto” será a inauguração da Exposição de Antevisão do MIAAA, uma exposição itinerante que representa o seu “primeiro grande acto promocional”.
Com um investimento estimado de 12,5 milhões de euros, o MIAAA vai acolher o espólio arqueológico da Fundação Ernesto Estrada, “uma colecção de objectos arqueológicos recolhidos em vários pontos da Península Ibérica ao longo de meio século” por João Estrada, com um centro de investigação, auditório e exposições temporárias e permanentes, “para além de albergar a colecção de arte contemporânea de Lucília Moita e a colecção legada pelo escultor Charters de Almeida”. “Trata-se de uma exposição que mostra uma pequena parte das peças que vão constituir as colecções do futuro Museu, nomeadamente as que incluem peças muito importantes no contexto histórico e patrimonial do antigo espaço que hoje conhecemos como Península Ibérica, mas também peças da história grega, romana, fenícia e egípcia”, sublinhou. “Nesta colecção encontramos muitas peças com a escrita tartéssica e que vamos querer decifrar no nosso centro de investigação, que será coordenado por Luís Oosterbeek”, director ciêntífico do Museu de Arte Pré-Histórica de Mação, referiu.

Com projecto do arquitecto Carrilho da Graça, já aprovado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, o futuro Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes ocupará o Convento de S. Domingos, no centro histórico da cidade, o que, segundo o autarca, “permitirá uma afirmação cultural muito forte no contexto regional, nacional e internacional, além da criação de um grande centro cultural que complementará as várias funções do centro histórico, como as residenciais, administrativas e comerciais”. Com inauguração prevista “até 2013”, Nelson de Carvalho afirma que o MIAAA será um Museu ”central” na região e que se “juntará a um conjunto de património edificado na orla da Grande Lisboa”. “O Museu Ibérico de Abrantes permitirá reforçar este ‘arco patrimonial’, que inclui Sintra, Alcobaça, Batalha, Mafra, Óbidos, Tomar e Almourol, para além de uma integração que pretendemos efectuar ao nível da Rede Europeia de Museus”, concluiu.

Fonte: Lusa.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

1328. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (91)

A Feira Agrícola dos Açores abriu hoje, na Quinta de S. Lourenço, na cidade da Horta, dispondo já do pavilhão multiusos que há muito era reivindicado pelos empresários da ilha açoriana do Faial. A feira, que decorre até domingo, conta pela primeira vez com esta infra-estrutura coberta, com cerca de 1.500 metros quadrados, onde vão decorrer os concursos e provas de gado, cavalos e cães que caracterizam este evento.

Fonte: Lusa.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

1327. RÉPLICA A NUNO GARCIA LOPES

Nuno Garcia Lopes em longo texto publicado na edição de ontem de O Templário responde a um post do Nabantia sobre as Conferencias sobre o Surrealismo promovidas pela Camara Municipal de Tomar na Casa dos Cubos. Este texto, que agradeço pela distinção pessoal que encerra e pela polémica sadia que propicia, merece-me os seguintes comentários:

1º Registo com satisfação que Nuno Garcia Lopes reconhece que o anonimato do Nabantia não é uma arma de difamação. Não é mesmo. Quando aqui se critica alguém faz-se exclusivamente do ponto de vista das suas atitudes públicas e essas são permanentemente escrutináveis, em toral liberdade de opinião. O anonimato, quando não serve para a porcaria, é legítimo. Se não teríamos também de ser contra os pseudónimos, o que seria anti-cultural... Foi uma opção que fiz e manterei, embora compreenda a curiosidade de todos quantos gostariam de conhecer a identidade do autor destas humildes linhas.

2º Nuno Garcia Lopes diz que eu me equivoquei e que não estavam três assistentes nas Conferencias, mas não diz quantos estavam. Esclarece que só funcionários da Camara eram mais, mas também não diz quantos. Assim é fácil contestar-se, assim a modos que "ah e tal isso não é verdade mas eu não sei dizer a verdade"... E eu, que não sei, pergunto: será que mandaram chamar funcionários da Camara à última da hora para compor a plateia? Se calhar ao princípio eram mesmo três ou não?... Enfim, sempre se reconhece que as presenças ficaram aquém das expectativas. Já é alguma coisa.

3º Registo que sobre o custo da iniciativa também Nuno Garcia Lopes não sabe responder. Sabe responder sobre o custo de outras iniciativas relativamente às quais nunca me pronunciei e agradeço essa informação. Mas compreenderá que num tempo de profunda crise social e económica como a que vivemos faça sentido saber onde se gasta o nosso dinheiro. Não é ofensa. Sobretudo quando se trata de uma Camara que habitualmente o desbarata em coisas mal feitas e em indemnizações judiciais resultantes de mera incompetência de gestão.

4º Agora um ponto mais importante: também concordo que seria uma desgraça se estivéssemos à espera das instituições públicas para promover iniciativas culturais. Até digo mais: eu acredito é na cultura feita por cidadãos e instituições civis. Questão bem diferente é a de saber se a Camara Municipal deve ou não ter uma estratégia de criação de condições para que as iniciativas privadas da cultura floresçam e aí mantenho que sim e que a Camara Municipal de Tomar não tem. Vai fazendo e apoiando coisas sem fio condutor, sem nexo entre si, numa política de eventos (horrível vocábulo...), como agora desgraçadamente se diz, muitas vezes aberrante, como foi o caso de comemorar o Dia Internacional dos Museus com uma largada de papagaios! E, caro Nuno Garcia Lopes, garanto-lhe que sei mais do que digo e que sei inclusivamente como foram tratadas e travadas pela Camara iniciativas empreendedoras de jovens tomarenses apenas pelo medo que quem decide tem de decidir e que é responsável pelo atraso de Tomar em várias frentes!

5º E digo mais, essa estratégia que defendo que a Camara deve ter não pode estar desligada da história de Tomar, dos seus símbolos e da sua identidade, que aliás se projecta como parte essencial da história e da identidade nacionais. Pena que os responsáveis da Camara desprezem essa história e até a destruam, como é o caso da trágica desfiguração do centro histórico de Tomar.

6º Sobre a sensibilidade cultural de Fernando Corvelo de Sousa não me pronuncio porque não o conheço pessoalmente. Das declarações que tem feito e só me interessa a sua actuação pública e não os seus gostos pessoais, concluo que que não está à altura da função que exerce porque nega precisamente a mais valia histórico-cultural de Tomar. Mas também digo que nestas coisas, sensibilidade não basta. Eu também tenho muita sensibilidade para o futebol e seguramente que não me passa pela cabeça ser contratado para jogar no Benfica, nem ser treinador da selecção nacional... Mas cada um avalia as suas próprias limitações. Por mim, reafirmo que a Camara Municipal de Tomar não tem visão nem estratégia que permita criar as condições para fazer de Tomar uma capital portuguesa da cultura, como tem todas as condições para ser e com as consequências sociais e económicas que adviriam dessa estratégia.

Post-Scriptum: agradeço, sensibilizado, as amáveis palavras solidárias de Sebastião Barros, no Tomar a Dianteira, sobre esta polémica.