terça-feira, 26 de maio de 2009

1266. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (88)

O ‘mistério’ da idade da ilha do Pico pode estar perto de ser esclarecido com amostras rochosas que atribuem a esta ilha açoriana cerca de 1,2 milhões de anos e não apenas 250 mil, como até agora se pensava. “A ilha do Pico é um mistério para os geólogos, que nunca perceberam muito bem como é que uma ilha jovem apareceu no meio de uma paisagem muito mais antiga”, salientou Vítor Hugo Forjaz, da Universidade dos Açores, em declarações à Lusa. O esclarecimento desta questão começou no ano passado, quando o geólogo alemão Christophe Beier, da Universidade de Nuremberga, na Alemanha, realizou um mergulho junto à ilha do Pico e recolheu algumas amostras. “As amostras foram datadas na Alemanha e, com surpresa, verificou-se que o extremo submarino da ilha tem cerca de 1,2 milhões de anos”, salientou o vulcanólogo português, que dirige o Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores (OVGA). Esta datação já está mais de acordo com o que pensavam os cientistas, atendendo a que as ilhas açorianas “são mais antigas à medida que se avança do Faial para Santa Maria”.

A ilha de Santa Maria é a mais antiga do arquipélago, com cerca de oito milhões de anos, seguindo-se S. Miguel (quatro milhões), Terceira (três milhões), S. Jorge (1,5 milhões) e Faial (800 mil anos). “No meio disto, aparecia o Pico com 250 mil anos, o que era muito estranho”, frisou Vítor Hugo Forjaz. Nesse sentido, a datação desta ilha com cerca de 1,2 milhões coloca-a correctamente entre as idades das várias ilhas do arquipélago, surgindo entre S. Jorge e o Faial. A questão da datação da ilha do Pico assume, segundo Vítor Hugo Forjaz, particular importância em termos de previsão sísmica. Isto porque as ilhas dos Açores “não apareceram onde estão actualmente, foram migrando lentamente para nascente”. “A estrutura da micro-placa dos Açores está a mover-se em direcção ao continente europeu a uma velocidade média de 2,5 centímetros por ano”, salientou o investigador, frisando que este movimento do fundo do oceano “é muito importante para a precisão sísmica”.

A questão da idade da ilha do Pico foi um dos assuntos analisados durante um encontro internacional, que reuniu durante 10 dias nas Lajes do Pico cerca de três dezenas de especialistas de todo o mundo. O encontro, enquadrado nas Conferências Penrose, realizou-se por iniciativa da Geological Society of América, centrado no estudo da origem dos magmas que se encontram sob a crosta sólida dos Açores, as denominadas plumas mantélicas que estarão na origem das ilhas. Durante os trabalhos, o geólogo alemão Christophe Beier revelou que está para breve a divulgação de trabalhos oceanográficos muito recentes que demonstram que o prolongamento submarino do Pico para nascente é o segmento mais antigo da ilha. Este prolongamento, segundo o especialista alemão, terá uma idade muito próxima da que foi indicada para a Fajã de S. João, na vizinha ilha de S. Jorge, que é de cerca de 1,3 milhões de anos. Até agora, a montanha do Pico está datada com cerca de 250 mil anos, segundo as teses de doutoramento de três investigadores portugueses.

Os novos dados apresentados pelo geólogo alemão indicam que a parte mais antiga do Pico terá surgido a mais de 50 quilómetros para poente, em direcção à Crista Média do Atlântico, uma longa falha que se dirige do Pólo Norte para o Pólo Sul e passa entre as ilhas açorianas do Faial e das Flores.

Fonte: Lusa.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

1265. A CRISE FOI A LISBOA

A crise de Tomar foi a Lisboa. Os trabalhadores da Platex-IFM (Indústria de Fibras de Madeira) de Tomar já receberam parte dos salários de Abril no final da semana passada, disse um delegado sindical da empresa, António Monteiro. Cerca de 120 trabalhadores da empresa foram hoje a Lisboa, na tentativa de serem recebidos no Ministério da Economia, para pedir a ajuda do Governo para viabilizar a actividade da unidade fabril, que o delegado do Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul defende ser viável.

Fonte: Público.

1264. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (87)

O comércio do vinho do Porto e as ligações a Inglaterra estiveram na base da fundação do "The Boavista Footballers", em 1903, génese do agora agonizante Boavista Futebol Clube, “atirado” domingo para o terceiro escalão do futebol português. O Boavista nasceu de uma brincadeira de um grupo de ingleses e portugueses, mestres e técnicos da empresa exportadora de vinho do Porto "Graham", num terreno situado na Mazorra, hoje conhecido por Ciríaco Cardoso. Em 1905, dois anos após a sua fundação, o Boavista Footballers contava já com um grande número de sócios ingleses e portugueses, que se uniram em torno do objectivo comum de construir um campo de jogos na zona do Bessa. Já denominado por Boavista Futebol Clube, após cisão com os ingleses, que queriam jogar ao sábado, dia normal de trabalho em Portugal, a inauguração do campo de jogos ocorreu a 11 de Abril de 1911. O clube adoptou para símbolo um escudo rectangular, cujo campo é formado por 13 quadrados pretos e doze brancos, dispostos em xadrez, encimado por uma coroa dourada, como a do antigo brasão do Porto. Este não foi o primeiro emblema do Boavista, que registou algumas evoluções gráficas ao longo dos anos. Os quadrados visam representar a muralha contra a qual se quebra o ímpeto dos adversários. Ironicamente, 106 anos após a sua fundação, a arruinada muralha "axadrezada" está a desmoronar-se. Depois da descida de divisão no âmbito do processo "Apito Final", em 2008, o clube voltou agora a descer de divisão. A crise financeira profunda, com o amontoar de dívidas da gestão ruinosa da presidência de João Loureiro, reflectiu-se desportivamente no rendimento da equipa, que não conseguiu evitar a despromoção à II Divisão. O "xadrez" acabou por ser adoptado como a imagem de marca do Boavista, mas o historial dos equipamentos regista ainda camisa preta e calção branco, camisa às riscas pretas e brancas e calção preto e camisa azul, vermelha e branca e calção preto. O clube, que mais recentemente adoptou a pantera como símbolo, presente em duas esculturas em frente ao estádio, reclama para si o facto de ter sido pioneiro na profissionalização, ocorrida em Janeiro de 1933. A ideia dos actuais equipamentos é atribuída ao ex-presidente Artur Oliveira Valença, na altura também proprietário do jornal Sports, que a importou de uma ida a França e depois de observar uma equipa local ao "xadrez".

Em 1972, o Estádio do Bessa sofreu profundas remodelações, com o arrelvamento do campo e construção de bancadas, entrando o clube, pela mão de, entre outros, Olímpio Magalhães e Valentim Loureiro, na era moderna. O Bessa, um dos palcos do Campeonato da Europa de 2004, voltou a sofrer profundas remodelações a partir de 1998, com a demolição de uma das bancadas, que possibilitou ao Boavista construir um novo estádio em cima do antigo. Sempre com o relvado em utilização para jogos, sujeito apenas a uma paragem entre Maio e Junho de 2002, para rebaixamento e colocação de novo tapete, o Boavista foi, faseadamente, deitando abaixo e construindo as bancadas. A casa "axadrezada" faz lembrar os míticos estádios ingleses, em que o público está muito chegado ao relvado, tendo as bancadas, nomeadamente ao seu nível superior, uma inclinação próxima dos 45 graus. O estádio, integrado na zona habitacional da Boavista, bem servida de acessos às principais vias de acesso ao Porto, apresenta uma capacidade de 28.263 lugares e inclui restaurantes, ginásios, salas para eventos e auditório. O clube, apesar da crise, mantém em actividade as secções de atletismo, andebol, boxe, ciclismo, desporto adaptado, futsal, esgrima, futebol feminino e veteranos, ginástica, judo, karaté, natação, ténis, voleibol, xadrez e ténis.

Fonte: Lusa.

1263. CONFERENCIAS SURREALISTAS

No âmbito da exposição “Surrealismo… Porquê?”, que decorre na Casa dos Cubos, até 13 de Setembro), os Serviços de Museologia da Câmara Municipal de Tomar criaram um ciclo de conferências que vai decorrer uma quinta-feira por mês, com a presença de vários especialistas que abordarão diversos aspectos deste movimento estético e literário. A primeira conferência será já nesta quinta-feira, dia 28 de Maio, com dois oradores. Às 18 horas, Rui Mário Gonçalves porá “Um ponto no i do Surrealismo”. Uma hora depois, será a vez de Adelaide Ginga Tchen, autora do livro “A Aventura Surrealista”, abordar o “Grupo Surrealista de Lisboa: a Liberdade pela consciência poética”. As conferências decorrem na Casa dos Cubos, com entrada livre.

1262. 3 MILHÕES PARA MUSEU DE MAÇÃO

A Comissão Europeia atribuiu ao Museu de Arte Pré-Histórica de Mação três milhões de euros para que organize um conjunto de intervenções ao nível da arqueologia, antropologia visual, museografia e arte contemporânea, anunciou fonte do Museu. Segundo disse à Lusa Luís Oosterbeek, director do Museu de Mação, o apoio financeiro concedido «visa a organização e realização», em parceria com o Politécnico de Tomar (IPT), «de três projectos diferentes entre si mas dentro da mesma linha, de um mesmo fio condutor, que é o de promover a articulação entre as artes performativas e a arqueologia no espaço europeu, no Brasil e também na República Popular da China».

1261. VIAJANTES DE OUTRORA

Como William Graham, um cidadão irlandês que entrou em Portugal, por Lisboa, em 17 de Novembro de 1812, em plena Guerra Pensinsular (1807 -1814), viajante de terras várias, descreveu Tomar e a Vila Nova da Barquinha. Aqui, no Atalaia-V. N. Barquinha.

1260. FIM DE ÉPOCA

O futebol de Santarém meteu férias. O balanço, o que fica para a história, são os resultados. E estes foram: o Riachense sagrou-se campeão distrital, garantindo o direito à promoção à III Divisão Nacional. O U. Tomar, foi o vice-campeão distrital, conseguindo a sua melhor classificação desde a época de 2000-01 (em que concluiu na 13ª posição a Série D do Campeonato Nacional da III Divisão). Mação e U. Almeirim mantêm-se no principal campeonato da A. F. Santarém, enquanto que At. Ouriense, Benavente, Ferroviários e Ferreira do Zêzere são despromovidos ao campeonato secundário. O Ouriquense sagrou-se campeão da I Divisão Distrital.Com o Pego e o Alferrarede são promovidos ao principal campeonato da A. F. Santarém.
Com as despromoções de Cartaxo e Torres Novas (da III Divisão Nacional), o principal campeonato distrital de Santarém terá, na próxima época, o seguinte grupo de clubes participantes: Cartaxo, Torres Novas, U. Tomar, Fazendense, Amiense, Alcanenense, Samora Correia, Mação, U. Almeirim, Ouriquense, Pego e Alferrarede.

(Via Tomar)

1259. SERÁ QUE FUNCIONA?!...

Hoje passei por . Já não havia fios a escorrer pelas paredes, já não havia a perigosa caixa de electricidade à mão de semear de uma criança ou de um adulto incauto. Só mesmo a envolvente estragava a essencialidade monumental da torre. Será que esta geringonça do protesto via blogues funciona mesmo?!...

1258. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (86)


O Museu do Douro apelou aos apoios mecenáticos para a concretização das comemorações dos 200 anos do nascimento do Barão de Forrester, entre os dias 27 e 07 de Junho, cujo programa será gratuito para todos os participantes. A unidade museológica dedica duas semanas de festa ao segundo centenário do nascimento do escocês Joseph James Forrester, com visitas guiadas à exposição permanente do museu, um jantar vínico, lançamento de um vinho e um concerto de piano. Porque todos os eventos serão gratuitos o museu apela ao apoio mecenático dos durienses e dos amigos do Douro. O objectivo do museu é garantir um envolvimento alargado de cidadãos, a favor da instituição que "enfrenta dificuldades de tesouraria que inviabilizam a concretização de projectos mais ambiciosos". Do programa de comemorações faz parte o lançamento do vinho "Barão de Forrester", da Offley e a colocação de placas de homenagem ao escocês na Régua e Vila Nova de Gaia. Será ainda realizado um jantar vínico com a participação de vários produtores da Região Demarcada do Douro. As comemorações culminam a 07 de Junho com um concerto a dois pianos, com Luís Magalhães e Nina Shumann, espectáculo que resulta na associação de duas regiões vinhateiras, o Douro e Stellenbosch, na Península do Cabo, na Africa do Sul, onde residem os dois pianistas. O repertório do concerto é contemporâneo a James Forrester. O escocês é o protagonista da exposição de abertura do Museu do Douro, cuja sede foi inaugurada em Dezembro, no Peso da Régua. Forrester foi um percursor no desenvolvimento de estudos científicos sobre viticultura, fotografia cartografia, tendo sido o autor do primeiro mapa sobre a Região Demarcada do Douro. A exposição "Razão e Sentimento. Uma História do Douro (1831-1861)" revela obras, algumas das quais expostas pela primeira vez, que integram acervos nacionais e estrangeiros, particulares e públicos, e aborda momentos significativos da vida do empresário na comunidade britânica no Porto, bem como a sua participação na vida social e política portuguesa do século XIX.

Fonte: Lusa.
(Barão de Forrester)

1257. CENTRAL ABERTA

A barragem de Castelo do Bode promove o «Dia da Central Aberta», no sábado, dia 30 de Maio. O objectivo é reforçar os laços de parceria com as populações e instituições vizinhas, dando a conhecer a realidade deste centro produtor ao público em geral.

domingo, 24 de maio de 2009

1256. NOTÍCIAS DA SECA

"Abril registou uma quebra de precipitação na ordem dos 20% face à média verificada nos últimos vinte anos. O resultado é uma redução do volume de água armazenado nas barragens em oito das 12 bacias hidrográficas, segundo divulgou o Instituto da Água. A falta de água determinou a duplicação para 16% do território classificado pelo Instituto de Meteorologia como em situação de seca severa. As situações mais complicadas ocorrem na zona do Oeste, com apenas 44% do volume de água máximo, na bacia do rio Sado, 43% do total, e no rio Arade, Algarve, com 49%. Das 56 albufeiras monitorizadas, 22 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do total e cinco têm disponibilidades inferiores a 40%. A barragem de Castelo de Bode (que abastece Lisboa) possui 85% do seu armazenamento. O Alqueva contraria esta tendência de redução e apresenta o segundo maior volume de sempre, atingindo a cota de 148,59 metros, tendo o máximo sido obtido em Março de 2007, com uma cota de 150,7 metros."

1255. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (85)


O espírito de vizinhança resiste em várias povoações historicamente ligadas a Vila Nova de Poiares, apesar de espartilhadas desde o século XIX por concelhos limítrofes devido a sucessivas imposições administrativas. No Carvalho, no limite dos concelhos de Coimbra e Poiares, há famílias que passam a noite num município, mas já estão noutro, na mesma casa, quando de manhã tomam a primeira refeição. “Alguns dormem em Coimbra, mas tomam o pequeno-almoço, o almoço e o jantar em Poiares. Isto, às vezes, dá vontade de rir”, segundo o autarca Jaime Soares. Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares há 33 anos consecutivos, Jaime Soares, que também já foi deputado do PSD, tem exigido, sem sucesso, uma correcção dos “erros cometidos no passado”.

Alveite Grande está no concelho de Poiares. Mas o seu vizinho Alveite Pequeno, na freguesia de Serpins, pertence ao concelho da Lousã. No imaginário popular, são dois lugares irmanados pela encarnada pedra de Alveite, com que os artesãos esculpiram mós para produzir farinha, pias para animais beberem água e cantarias que decoram igrejas, casas e monumentos. Os habitantes de Alveite Pequeno constituem-se todos os anos em comissão, com os vizinhos poiarenses do Olho Marinho, para organizar a festa comunitária. Jaime Soares sonha ver um dia repostos os primitivos limites de Poiares. Preconiza um regresso quase patriótico às fronteiras de 1836, quando este município foi criado. Ao longo do século XIX, o concelho foi extinto duas vezes, “devido a vários jogos de interesses” protagonizados por políticos da época. “Espoliaram Poiares de uma grande superfície”, disse Jaime Soares à agência Lusa, indicando que “o concelho vinha com muito espaço a menos” ao ser restaurado definitivamente, em 1898. Em 1855, por exemplo, foram retiradas ao concelho de Santo André de Poiares as freguesias de Friúmes, Semide e parte da freguesia de Serpins, territórios que passaram para os municípios de Penacova, Miranda do Corvo e Lousã, respectivamente.

Outrora, segundo Joaquim Lima, de Alveite Pequeno, havia aqui uma taberna que “estava metade em Poiares e metade na Lousã”. “Dávamos dois passos dentro da taberna e estávamos em Poiares. Estamos numa ponta, já nem sabemos se pertencemos a um concelho ou ao outro”, refere o empresário, bem-humorado. Jaime Soares reconhece que “não será fácil” recuperar o território que pertenceu a Poiares na época do liberalismo. “As pessoas afirmam os valores da boa vizinhança, apesar da fronteira que as divide”, confirma. Residente no Carvalho, Fátima Vitorino tem parentes que moram na parte de Coimbra, enquanto “outros vivem no lado de Poiares”. Para esta técnica de serviço social, “é possível trabalhar diariamente no concelho de Poiares”, como é o seu caso, “e votar depois em Ceira”, concelho de Coimbra. Júlio Lourenço, que trabalha como motorista em Coimbra, recorda que o Centro Cultural do Carvalho, onde a população organiza bailes, foi propositadamente construído na linha divisória dos dois concelhos.
“Costumamos dizer que bebemos um copo em Poiares e vamos dançar a Coimbra!”, graceja.

Fonte: Lusa.

sábado, 23 de maio de 2009

1254. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (84)

A nova Confraria da Punheta de Bacalhau pretende promover esta iguaria que, ao contrário de outras receitas como a do pastel de nata, é algo que "pertence ao povo, como prato gastronómico" tradicional, defendem os seus promotores. A criação desta nova irmandade vai ser formalizada hoje, em Cacilhas, tendo como meta principal "pugnar pela elevação da gastronomia portuguesa" e pelos pratos tradicionais, explicou à Lusa o fundador da Confraria da Punheta de Bacalhau Hernâni Magalhães. As expectativas para hoje são elevadas até porque os promotores desconhecem quantas pessoas pretendem aderir à Confraria da Punheta de Bacalhau mas, para já, está confirmada a presença de cerca de 30 pessoas para este primeiro acto solene, a realizar ao final da tarde na Casa da Juventude de Cacilhas. O prato tradicional, com base em bacalhau cru desfiado e azeite com muito tempero, é um petisco quase obrigatório em qualquer casa de pasto portuguesa. "Começou-se a falar muito de confrarias, como a do pastel de nata", recordou Hernâni Magalhães, que preferiu apostar numa irmandade “vocacionada para a gastronomia típica e popular portuguesa". O pastel de nata "é uma coisa focalizada em Lisboa, junto a Belém" e, apesar de se consumir um pouco por todo o mundo devido aos produtos congelados, "não compete com a Punheta de Bacalhau" porque esta iguaria tem uma "longa tradição e história cultural", reforçou. A Punheta de Bacalhau era "muito usual em qualquer aldeia portuguesa” até porque, noutros tempos, o bacalhau tinha preços mais acessíveis, recordou. A confraria não quer combater nada nem ninguém mas "apenas afirmar a Punheta de Bacalhau" como uma das marcas portuguesas, procurando preservar a gastronomia de "elevada qualidade, sem preocupações estéticas", concluiu.

Fonte: Lusa.

1253. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (83)

A Câmara de Caminha vai investir um milhão de euros na construção do Museu Sidónio Pais, que será criado na casa onde nasceu aquele antigo Presidente da República, anunciou ontem fonte municipal. Situada no Centro Histórico da vila, a casa, "totalmente ruínas", foi comprada, por 175 mil euros, pela Câmara de Caminha, em 2002. O projecto do futuro museu, ontem apresentado publicamente, foi elaborado pelo arquitecto Nuno Brandão Costa, com o acompanhamento da Câmara Municipal e do Museu da Presidência da República. Ontem, também, na Galeria da Câmara de Caminha, foi inaugurada a exposição "Sidónio Pais-Presidente da República Portuguesa", uma iniciativa do Museu da Presidência da República. A mostra, composta por fotografias e documentos inéditos, objectos pessoais e presentes de Estado, percorre a biografia pessoal e política de Sidónio Pais, a sua vida familiar, a evolução da carreira militar e política, o golpe de Estado que o levou ao poder, o atentado que o vitimou e as cerimónias fúnebres. Sidónio Pais, que viria a tornar-se no primeiro Presidente da República de Portugal eleito por sufrágio directo, nasceu em Caminha, a 01 de Maio de 1872. Foi ministro nos dois primeiros governos constitucionais (1911-1912) e Ministro de Portugal em Berlim (1916), cargo que exerceu até à declaração de guerra da Alemanha a Portugal (1916). Em Dezembro de 1917, liderou o golpe militar que o levou ao poder. Introduziu uma ruptura constitucional, em 1918, que lhe permitiu ser eleito Presidente da República por sufrágio directo. Seria assassinado em Dezembro desse ano.

Fonte: Lusa.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

1252. PESADA HERANÇA

"A recente e corajosa intervenção de José Lebre, aquando de uma sessão pública, marcou uma viragem importante na atitude dos tomarenses, conforme já aqui escrevemos. Os que não acreditaram, têm agora mais uma prova e de excelente qualidade. Está no TEMPLÁRIO desta semana e tem por título "O BLOQUEIO DAS AVESSADAS". Trata-se, sem dúvida, de uma das melhores, ou até a melhor peça de jornalismo publicada em Tomar nos últimos tempos. É uma entrevista longa, que todos os tomarenses devem ler e meditar, porque estão lá, ditas ou subentendidas, todas as causas da acentuada decadência tomarense." Este é um excerto de um excelente post de Sebastião Barros sobre a excelente entrevista de Luís Alvelos ao excelente O Templário, onde se percebe a pesada herança que Pedro Marques deixou aos tomarenses. Ao contrário do que pensa Corvelo de Sousa, não é a herança da Ordem de Cristo que faz de Tomar, hoje, uma terra penada. É a herança de alguns autarcas como ele próprio, como Pedro Marques e outros que empancaram esta terra no imobilismo, na suspeita, na falta de respeito pelos cidadãos, na incompetencia e, quiçá, nas negociatas que aproveitaram a alguns e prejudicaram todos.

1251. COMPARAÇÕES

Leio na Lusa que no II Encontro de Cultura e Património do Cadaval, o caso de Abrantes foi apontado como exemplo de um território apostar no seu centro histórico como marca de uma identidade territorial, capaz de atrair visitantes e gerar riqueza económica e emprego. Eis mais uma coisa em que Tomar fica a perder em comparação, desta vez para Abrantes.

1250. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (82)


Cerca de 200 mil pessoas são esperadas na maior exposição de esculturas de areia do Mundo, FIESA 2009, entre hoje e 22 de Outubro, em Algoz, no concelho algarvio de Silves. Este ano, a edição do Festival Internacional de Esculturas em Areia tem como tema as "Descobertas" e exibe trabalhos da autoria de 60 escultores de 14 países, entre os quais nove portugueses.

Fonte: Público.

1249. MENÚ

À escolha:

Sexta-feira, dia 22
16h00: cerimónias comemorativas do 133.º aniversário da PSP do Distrito de Santarém no Cine-Teatro em Tomar.
21h00: eleições no Sporting Clube de Tomar na sede da Junta de Freguesia de S. João Baptista.
21h00: concerto pela Banda Sinfónica da PSP no Cine-Teatro de Tomar no âmbito do 133.º aniversário da PSP do Distrito de Santarém.

Sábado e Domingo, dias 23 e 24
Campeonato Nacional de Ginástica Acrobática organizado pelo Ginásio Clube de Tomar e Federação Portuguesa de Trampolins e Desportos Acrobáticos no Pavilhão Municipal de Tomar.
Feira d' Época no Barquinha Parque em Vila Nova da Barquinha

Domingo, dia 24
5ª Travessia das 2 Pontes em Atletismo organizada pelo INATEL.
3º Passeio Turístico ACT Tomar - Praia da Vieira – Tomar, organizado pelo Automóvel Clube de Tomar.

1248. QUALIDADE E QUANTIDADE

O PS de Tomar, sempre atento ao que aqui se escreve, o que agradecemos e nos honra, esclarece que tem 17 propostas na área da cultura em Tomar. Óptimo! 10, 14, 17, 38, 9375, 127874, 385923, por amor de Deus! Tomar precisa é de um rumo, uma política, um caminho. Não precisa das medidas a peso. Os partidos já não entendem nada do que está em causa.

1247. O MISTÉRIO DOS 850 ANOS DE TOMAR

Além do PS, também os Independentes por Tomar e a CDU já iniciaram as suas actividades de pré-campanha autárquica. A CDU é o que é: é o PCP, igual ao que foi e igual ao que será. Os Independentes parecem andar a rapar o tacho alheio. Quem quiser sair dos outros partidos é certo e sabido que encontrará acolhimento certo e seguro algures numa das listas dos Independentes por Tomar. Melhor seria chamarem-lhe arco-iris do que IpT. O que acho misterioso é que até agora, além da Camara Municipal, também estas três forças políticas, sempre cheias de ideias antes das eleições, não tenham tido uma palavrinha para as comemorações dos 850 anos da fundação de Tomar que ocorrerão em 2010. Eles falam de cultura, muito bem, eles imaginam festivais de tudo e mais alguma coisa, muito bem, eles falam, mas quanto às lacunas fundamentais nem uma palavra. Ainda ninguém se deu conta que Tomar não tem um museu à altura da história da cidade e talvez por isso se comemora o Dia Internacional dos Museus com o lançamento de papagaios no estádio municipal. Ainda ninguém se deu conta da data que ocorre no ano que vem. Ou seja: no menú autárquico que nos é servido, continuamos apenas a ter para escolher muito circo e festarola (devem estar a trabalhar para a agenda do vereador-ex-futuro-candidato-futuro-presidente-da-Camara-não-eleito Carlos Carrão). Sobre o silêncio deste Executivo municipal nem se fala. Quem, nem uma montra sabe fazer em condições, como eloquentemente ilustra Sebastião Barros, não pode alcançar outros horizontes.