
(Barão de Forrester)
A História em Tomar. Tomar na História. Histórias de Tomar.


A Câmara de Caminha vai investir um milhão de euros na construção do Museu Sidónio Pais, que será criado na casa onde nasceu aquele antigo Presidente da República, anunciou ontem fonte municipal. Situada no Centro Histórico da vila, a casa, "totalmente ruínas", foi comprada, por 175 mil euros, pela Câmara de Caminha, em 2002. O projecto do futuro museu, ontem apresentado publicamente, foi elaborado pelo arquitecto Nuno Brandão Costa, com o acompanhamento da Câmara Municipal e do Museu da Presidência da República. Ontem, também, na Galeria da Câmara de Caminha, foi inaugurada a exposição "Sidónio Pais-Presidente da República Portuguesa", uma iniciativa do Museu da Presidência da República. A mostra, composta por fotografias e documentos inéditos, objectos pessoais e presentes de Estado, percorre a biografia pessoal e política de Sidónio Pais, a sua vida familiar, a evolução da carreira militar e política, o golpe de Estado que o levou ao poder, o atentado que o vitimou e as cerimónias fúnebres. Sidónio Pais, que viria a tornar-se no primeiro Presidente da República de Portugal eleito por sufrágio directo, nasceu em Caminha, a 01 de Maio de 1872. Foi ministro nos dois primeiros governos constitucionais (1911-1912) e Ministro de Portugal em Berlim (1916), cargo que exerceu até à declaração de guerra da Alemanha a Portugal (1916). Em Dezembro de 1917, liderou o golpe militar que o levou ao poder. Introduziu uma ruptura constitucional, em 1918, que lhe permitiu ser eleito Presidente da República por sufrágio directo. Seria assassinado em Dezembro desse ano.
Dois mosaicos dos séculos III e IV estão entre os achados arqueológicos das escavações efectuadas pelo Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS) no centro histórico da cidade. “São achados arqueológicos que comprovam a importância económica da cidade de Setúbal naquela época”, disse à Lusa Carlos Tavares da Silva, responsável pelas escavações do MAEDS, durante uma visita guiada a alguns dos locais onde foram encontrados vestígios arqueológicos da época romana e do período islâmico. “A autarquia está a dar apoio ao nível do estudo e da conservação dos mosaicos da Rua António Joaquim Granjo. Foi a autarquia que alugou a casa para as escavações, estando prevista a musealização daquele espaço”, acrescentou o arqueólogo do MAEDS. Além do mosaico da Rua António Joaquim Granjo, e de outro semelhante numa casa particular da rua Arronches Junqueiro, as escavações do MAEDS, perto do Miradouro de São Sebastião, permitiram também descobrir um reservatório de água do século X (d.C.) - que fornecia água a Cetóbriga (Setúbal na época romana)- e um cemitério do período islâmico. Segundo Carlos Tavares da Silva, trata-se de uma “zona sepulcral em que o morto era colocado com as pernas ligeiramente flectidas e com a cara virada para Meca. O morto, como era característico do ritual islâmico, não tinha caixão nem espólio”. “Até agora recuperámos cinco esqueletos”, disse o arqueólogo, adiantando que ainda só foi escavada uma pequena parte do antigo cemitério islâmico. Durante a vista guiada aos dois mosaicos em casas particulares das ruas António Joaquim Granjo e Arronches Junqueiro, a directora do MAEDS, Joaquina Soares, salientou a importância da preservação dos vestígios “in situ”, ou seja, nos locais onde foram encontrados. Uma ideia corroborada pelo arqueólogo Carlos Tavares da Silva, que também sublinhou a importância da nova atitude dos proprietários de edifícios onde são encontrados vestígios histórico da cidade de Setúbal, que mostraram interesse na preservação daquele património arqueológico. O percurso efectuado por dezenas de setubalenses interessados em conhecer o património histórico da cidade incluiu uma breve passagem pelas instalações musealizadas da antiga Região de Turismo Costa Azul, onde o chão de vidro permite observar um conjunto de tanques da época romana utilizados para a salga de peixe.
Trata-se de um exemplo dos muitos vestígios arqueológicos da baixa da cidade de Setúbal, que evidenciam a importância económica da antiga Cetóbriga, durante a ocupação romana, com base na produção e exportação de sal para outros países europeus.
Fonte: Lusa.
Abre a Escola Jacome Ratton.A Câmara de Tomar vai gastar 350 mil euros na recuperação de uma habitação devoluta na rua Sacadura Cabral, no centro histórico da cidade, junto às antigas instalações da PSP, para instalar a equipa do Médio Tejo da Direcção-Geral de Reinserção Social, entidade tutelada pelo Ministério da Justiça, para instalações mais adequadas. Finalmente uma Camara Municipal a financiar o Governo. É bonito. É uma autarquia rica com toda a certeza.
Fonte: O Mirante.
O CIRE está a relizar uma venda de pirilampos até dia 31 de Maio. Para ajudar o CIRE basta comprar 1 pirilampo por 2 euros ou um pin por 1 euro. O dinheiro é para ajudar o CIRE e as pessoas que lá andam. Este ano os pirilampos são roxinhos, são bem giros!


A partida de António Paiva para o QREN, em desrespeito do mandato que os eleitores, de boa fé, lhe confiaram, abriu uma crise sem precedentes no PSD de Tomar. Os votos não são hereditários, não saltitam de candidato em candidato por osmose e a bel-prazer dos donos do jogo e a promoção de Corvelo de Sousa a presidente da Camara e, posteriormente, a candidato, veio criar mais problemas do que resolver os que já existiam. Carlos Carrão, o vereador laranja dos comes e bebes percorreu o concelho a dizer publicamente que ou era o candidato do PSD ou concorria como independente. Fez campanha, fez jantaradas de angariação de fundos para a sua campanha e, subitamente, sem razão aparente ou qualquer explicação, aparece metido no bolso, em segundo lugar na lista do PSD. Miguel Relvas não deixou os seus créditos por mãos alheias e trataou de neutralizar a divisão que se adivinhava. Carrão não foi o primeiro e não será o último a cair no encantamento de Relvas. Não temos dúvidas de que foi feito um negócio político entre Corvelo, Relvas e Carrão. Esse negócio só pode ser um, dada a reconhecida, legítima, embora assustadora, ambição de Carrão: Corvelo de Sousa está quase a atingir a idade da reforma, coisa que sucederá sensivelmente a meio do próximo mandato e, nessa altura, retira-se, ficando Carrão como presidente da Camara. Para além do verdadeiro susto que é imaginar Carlos Carrão naquele lugar (a Camara de Tomar é muito, muito mais que um bailarico de fim de semana de uma sociedade recreativa...), um negócio político destes revelaria (mais) um profundíssimo desprezo do PSD pelo eleitorado, torpedeando mais uma vez as escolhas dos eleitores. Um pingo de seriedade dita que o PSD esclareça e se comprometa, antes das eleições, a respeitar a vontade popular no caso de ganhar as eleições. Um pingo de seriedade dita que Corvelo de Sousa diga, antes das eleições, se é um candidato a brincar para meio mandato (assim uma espécie de "deixa-me fazer só uma perninha"...) ou se é um candidato a sério para o mandato em disputa. Um pingo de seriedade dita que Carlos Carrão diga, antes das eleições, que não aceitará vir a ser presidente "pela porta dos fundos", como sucede presentemente com o presidente em exercício. Tudo isto pode ser evidentemente uma ficção. Se o fôr, os envolvidos não terão certamente qualquer dificuldade em esclarecer, sem meias palavras, a que é que se candidatam e por quanto tempo... Já basta de salganhadas!

O Presidente da República, General António de Spínola discursa na Praça da República, nas comemorações oficiais do 1º de Maio.