quinta-feira, 30 de abril de 2009

1170. 95 ANOS


O União de Tomar, primeiro e único clube do distrito de Santarém que marcou presença na primeira divisão do futebol português, vai homenagear amanhã, sexta-feira, os elementos da equipa de 1968/1969, que terminou o campeonato na 10ª posição. “Era uma equipa com muito valor, com grandes jogadores. Hoje era uma equipa para jogar para a Europa”, assegurou o guarda-redes Conhé, em declarações à Lusa, 40 anos depois da estreia do clube tomarense na primeira divisão. Após a época que “despertou as mentalidades”, segundo o defesa esquerdo João Barnabé, o União de Tomar repetiu a presença no escalão máximo do futebol nacional em outras cinco épocas (1969/70, 1971/72, 1972/73, 1974/75 e 1975/76). “Não somos saudosistas, mas é sempre bom ser reconhecido por algo de bom que fizemos”, disse à Lusa João Barnabé, realçando que nessa temporada apenas o Varzim e o Benfica bateram a equipa tomarense por duas vezes e antevendo um encontro, no Cine-Teatro Paraíso, em Tomar, “com bastante alegria e boa disposição”. A estreia do clube foi “abrilhantada” com a vitória sobre o Sporting (2-1), em Tomar, e os empates conquistados nos terrenos dos “leões” (2-2), FC Porto (1-1) e Belenenses (1-1), tornando os nomes dos jogadores “muito badalados”. “Até os Parodiantes de Lisboa faziam uma canção ao sábado com os nossos nomes: Conhé, Kiki, Caló, Barnabé... e por aí fora. Parecia uma orquestra, com a musicalidade dos nomes”, recordou João Barnabé, que, aos 61 anos, dirige a escola de formação de futebol “FootEscola” e nos últimos cinco anos foi seleccionador português de futebol de rua.

Quarenta anos depois, tal os resultados, os ex-jogadores do clube recordam as “muitas histórias que ficaram por contar”. “Se cada um contasse só uma que fosse tenho a certeza de que daria ‘best-seller’”, garantiu João Barnabé, que rumou ao União de Tomar após ter vestido durante três épocas a camisola do Sporting. Entre as muitas histórias, uma multa ao guarda-redes Conhé, por beber um copo de leite às 22:55 num café da cidade, quando estava a cinco minutos de casa, ou a presença de um gravador no balneário da equipa, após a derrota caseira com o Benfica (4-0) na última jornada do campeonato, que valeu o título nacional aos “encarnados”, numa tentativa dos dirigentes do clube descobrirem quem teria incentivado “com um cheque” os jogadores a ganharem aos “encarnados”. “Eu nem conto, mas garanto que é verdade”, atestou Conhé, de 63 anos, lamentando que entre as “histórias diabólicas” persista na memória o “castigo saloio” e “rigoroso” pelo suposto atraso na hora de recolher a casa, sob a atenção de treinador e dirigentes: “eles viram-me a beber um copo de leite, nem era uma cerveja, mas mesmo assim fizeram questão de me multar”.

Presente na memória do ex-treinador de guarda-redes do Vitória de Setúbal, que jogou em Tomar enquanto cumpriu serviço militar na Escola Prática de Cavalaria de Santarém, o empate nas Antas, que “tirou o título ao FC Porto”: “joguei meia hora com a mão partida e ninguém deu por isso, só eu”. Ao comando da equipa do União de Tomar, na “inesquecível” época de 1968/69, para Barnabé e Conhé, estava o argentino Óscar Tellechea. Actualmente, após sete jornadas, o clube tomarense, que completa 95 anos a 04 de Maio, ocupa a segunda posição na série 1 da divisão de honra do distrito de Santarém, com 34 pontos, menos nove de que o líder Riachense.

Fonte: Lusa.

1169. DIÁRIO (10)

Programa para hoje: gozar a cidade apenas, com nuvens ou sem nuvens, com chuva ou sem chuva, com Sol ou sem Sol, tirar partido. Lanchar nas Estrelas, percorrer a Corredoura, ver a paisagem desvirtuada com os cartazes da época (vai ser o ano todo, safa!...). Sem carro. Sem pressa. Sem prazo.

1168. A CIDADE DO CONTADOR

A Quinta do Contador vai dar lugar à cidade do Contador. Está neste momento em discussão pública e por um prazo de 15 dias o projecto de loteamento da Quinta do Contador. Prevêem-se zonas comerciais, residenciais e o prolongamento da avenida do Hospital. Quem quiser saber mais é só dirigir-se à Divisão de Planeamento Físico da Camara, na Av. Marquês de Tomar e ler.

1167. AGRADECIMENTO

A impropriamente chamada blogoesfera local é normalmente tida por uma blogoesfera de segunda ordem. Impropriamente porque não existem blogues locais, existem blogues. Global é global. Sabe bem, pois, ler preferencias qualificadas de blogues gerais por blogues locais. O Nabantia agradece as palavras de Tomás Vasques, do Hoje Há Conquilhas, um dos blogues gerais que o Nabantia gosta de ler e que desde o início consta na barra lateral direita.

1167. OS SALTOS DAS SENHORAS

A Câmara Municipal de Tomar está a violar o Plano de Salvaguarda do Núcleo Histórico de Tomar aprovado em 1998 pela Assembleia Municipal e ratificado superiormente. Quem o diz é o arquitecto José Lebre, num documento que entregou na reunião de Câmara de terça-feira, dia 28, no período reservado ao atendimento do público. O artigo 27.º do Regulamento do Plano de Salvaguarda e Recuperação do Centro Histórico obriga que os materiais usados no repavimento das ruas do Centro Histórico respeitem os materiais antigos de acordo com a salvaguarda do património e a imagem das ruas quinhentistas de Tomar.

Fonte: O Templário.

O actual presidente da Camara justificou na altura com a necessidade de que os saltos das senhoras não se travassem nas pedras roladas antigas o pavimento modernaço que tem vindo a ser instalado nas ruas do chamado centro histórico, que é cada vez menos centro e é cada vez menos histórico. Foi, sem dúvida uma bondade, uma amabilidade, um cavalheirismo camarário. Porém, uma ilegalidade.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

1166. PERDAS

O blogue dos Quinta do Bill foi removido e A Origem das Espécies, de Francisco José Viegas acabou. Duas perdas. Lamenta-se especialmente que os Quinta do Bill tenham abdicado do seu blogue.

1165. DÚVIDA DO DIA

Algum dia terei de alterar o Estatuto Editorial do Nabantia?... Ai...

1164. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (67)


A cultura do olival e a produção de azeite marcam a 26ª Ovibeja, o maior certame agro-pecuário do Sul do país que começou hoje com quase mil expositores, para mostrar "todo o Alentejo deste mundo". Organizada pela Associação de Criadores de Ovinos do Sul (ACOS), a feira, que este ano foi reduzida de nove para cinco dias, decorre até domingo, no Parque de Feiras e Exposições de Beja. Segundo o presidente da ACOS, Castro e Brito, a redução do número de dias da Ovibeja foi "uma decisão natural" e "racional" com o objectivo de "concentrar a feira, de tê-la em todos os dias a cem por cento". "Hoje já não há feiras com nove dias. É um grande esforço, sobretudo quando são feiras que acontecem em regiões do interior", acrescentou. "A palavra crise não consta do vocabulário da Ovibeja", que este ano, à semelhança de edições anteriores, espera receber cerca de 300 mil visitantes, disse Castro e Brito. O Pavilhão Azeite Alentejo, o destaque da 26ª Ovibeja, oferece aos visitantes uma "viagem dinâmica e interactiva" ao mundo da olivicultura e da produção de azeite, através de jogos didácticos e informativos, filmes, workshops, provas e demonstrações culinárias. Além de destino incontornável de uma "romaria" de políticos, entre líderes partidários, deputados e governantes, sobretudo este ano, marcado por três actos eleitorais, a Ovibeja é também palco habitual de vários colóquios sobre "assuntos na ordem do dia". A sustentabilidade económica do olival, a raça autóctone Porco Alentejano, o futuro da Política Agrícola Comum e como gerir o orçamento sem derrapar são os temas de alguns colóquios programados e promovidos por várias entidades e com a participação de especialistas. No sábado, a Praça de Touros Varela Crujo, em Beja, vai ser o palco da 13ª Grandiosa Corrida de Touros Ovibeja, com seis touros da Ganadaria Varela Crujo, que serão lidados pelos cavaleiros João Moura, Tito Semedo e António Brito Pais e pelos forcados amadores de Montemor e de Beja. Concursos, leilões e mostras de gado, garraiadas, demonstrações equestres, artesanato, gastronomia, comércio de produtos tradicionais, provas desportivas e exposições empresariais e institucionais preenchem a oferta do certame. Quanto à "banda sonora" para animar as "Ovinoites", os destaques deste ano vão para um espectáculo de tunas académicas hoje, a partir das 22:30, e para os concertos de Tony Carreira (quinta-feira), José Cid (sexta-feira) e dos X-Wife e de Rita Red Shoes (sábado). Actuações de grupos corais alentejanos são outros dos espectáculos musicais previstos, além de sessões de Dj's, como as do português Miguel Rendeiro (quinta-feira) e do francês Etienne De Crecy (sábado), a partir das 23:30 e que se vão prolongar madrugada fora.

Fonte: Lusa.

Blogue escolhido pelo Nabantia para acompanhamento da OVIBEJA: Praça da República em Beja, de João Espinho.

1163. COISAS DO TEMPO

É um tempo de vésperas em Tomar. Quando a fruta está madura ou cai de podre ou apanha-se. Alguém a vai apanhar?

1162. DIÁRIO (8)

Programa para hoje: trabalhar em casa. O tempo cinzento ajuda. Os feriados implicam sempre alterações na data de saída dos jornais e, consequentemente, nos prazos de envio dos artigos.

1161. AGRADECIMENTO

Ao Leonel Vicente, e à MP , as referencias amáveis à série do Nabantia "Um Santo em Tomar". É um estímulo para continuar...

terça-feira, 28 de abril de 2009

1160. O PROMETIDO É DEVIDO

1160. Post simbólico. Post da fundação. Dedicado ao Castelo.
Eu sei que o Rui Ferreira não se ia esquecer, mas eu também não...

1159. ÚLTIMAS

Parece que Corvelo de Sousa ouviu das boas na sessão de Camara de hoje. O Arq. José Lebre cantou-as todas. Corvelo de Sousa emudeceu.

1157. DIÁRIO (7)

Antes da evasão de um fim de semana prolongado, algures entre a serra e o mar, mais aulas, e não, ainda não é desta que vou para Abrantes pela estrada recomendada pelo Rui Ferreira e pela Ametista... Por aqui, no Nabantia, calcorreio caminhos de Portugal para sentir a alma de um povo e de um país cuja identidade e raízes são negligenciadas por quem manda e não sabe. Deixar de lado os pequenos mas simbólicos desmazelos urbanos de Tomar, deixar de lado a ignorância e a pequenez dos maiorais e sentir a terra, os cheiros, as cores que decoram um país tão velho, tão velho, que só pode ter um grande futuro.

1156. RECORDAR É VIVER


Torneio de Veteranos do U. Tomar, para assinalar os 95 anos do clube, no próximo dia 1 de Maio, sexta-feira, no Estádio Municipal.

09.00 horas – Abertura do Torneio com o encontro União de Tomar – Santa Clara (Açores) 10.30 horas S. L. Benfica – Sporting C. P.
12.30 horas Almoço no Bar do Pavilhão Municipal
14.00 horas Homenagem no Cine-Teatro Paraíso à equipa do U. Tomar que na época de 1968/69 se estreou na 1ª Divisão Nacional 16.00 horas Jogo 3º/4º classificados
17.30 horas Final do Torneio 20.00 horas Jantar de Encerramento no Hotel dos Templários

Fonte: Rádio Cidade de Tomar.

1155. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (66)

Até dia 22 de Maio ficará patente ao público, no Edifício da Arcada, junto aos Paços do Concelho, a exposição Construção de Memórias - Património Arqueológico e Pré-Histórico do Médio Tejo. O Município de Sobral de Monte Agraço recebe esta exposição, tendo em vista a promoção do contacto da população com o património cultural arqueológico, o estímulo e o despertar dos sentidos, através do manuseio de artefactos.Esta exposição, coordenada pelo Centro de Pré-história e promovida pelo Instituto Politécnico de Tomar, integra-se no projecto da Unidade Editorial e Didáctica do respectivo Centro, subordinado ao tema Formas de Comunicação, e tem como principal objectivo apresentar uma mostra de resultados da investigação arqueológica pré-histórica dos último 20 anos, na região do Alto Ribatejo. A exposição, com entrada gratuita, destina-se ao público em geral, sendo que o Município disponibiliza visitas guiadas, bem como actividades pedagógico-didácticas, acompanhadas por um arqueólogo, mediante marcação prévia, nomeadamente para estudantes e grupos.


HORÁRIO DE VISITA PARA O PÚBLICO EM GERAL:

2.ªs e 3.ª das 09h- 12h30 e das 14h-17h30

1154. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (65)

A Assembleia Municipal de Miranda do Corvo aprovou o regulamento do Prémio Literário Miguel Torga, que será atribuído anualmente entre os alunos do 3.º ciclo e ensino secundário, disse hoje à Lusa fonte autárquica. O autor da proposta do concurso, José Manuel Simões, presidente daquele órgão, justifica a sua criação com "a ponte cultural que une os concelhos de Miranda do Corvo e Sabrosa, traduzida no processo de geminação entre as freguesias de Vila Nova e S. Martinho de Anta", concretizado em Novembro de 2007. O médico Adolfo Correia da Rocha, que adoptou o alterónimo de Miguel Torga, nasceu em São Martinho de Anta, distrito de Vila Real, e deu os primeiros passos da profissão em Vila Nova, concelho de Miranda do Corvo, entre 1934-1937, após concluir a formatura em Medicina na Universidade de Coimbra, cidade onde produziu praticamente toda a sua obra e faleceu a 17 de Janeiro de 1995.

Fonte: Lusa.

1153. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (64)


A Praça de Touros Pedro Louceiro, em Sousel, no distrito de Portalegre, é considerada por um sector de aficcionados como o tauródromo mais antigo do país e um dos mais remotos da Península Ibérica. Uma antiguidade que é contestada por um outro sector de aficcionados, que apontam, por seu turno, a Praça de Touros de Abiul (Pombal) como o tauródromo mais antigo de Portugal. Desta tradição na vila de Abiul, apenas se sabe que se correm touros desde 1561. “Diz-se que a Praça de Sousel é a mais antiga de Portugal e a segunda mais antiga da Península Ibérica”, defende o presidente do município local, Armando Varela, em declarações à Lusa. Os vestígios mais antigos sobre a praça de touros alentejana remontam ao ano de 1860, embora a população local defenda que aquela arena foi construída em 1725. Os populares alegam que a Praça de Touros Pedro Louceiro data de 1725, uma vez que se trata do ano de construção de uma igreja, a poucos metros da praça, que ainda hoje alberga as bilheteiras do tauródromo. Situada no alto da Serra de São Miguel, com uma lotação para 1400 pessoas, a praça é considerada pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) como uma praça de terceira categoria. A arena de Sousel acolhe normalmente por ano um espectáculo tauromáquico, na segunda-feira de Páscoa, data em que se realiza a tradicional corrida de touros em honra de Nossa Senhora do Carmo. Esta data é alvo de uma enorme disputa entre os empresários tauromáquicos portugueses, que oferecem verbas consideradas “avultadas” para promoverem o espectáculo. Com uma arena de dimensões consideradas “muito reduzidas”, o presidente do município local considera que “não é para todos” conseguir tourear naquele espaço.
“Quando os toureiros estão a tourear nesta praça gera-se aqui uma adrenalina especial, porque não é para todos”, relata. Numa altura em que vários municípios, principalmente no Alentejo, estão a adaptar as suas praças de touros a pavilhões multiusos, para poderem albergar também outro tipo de espectáculos, a Câmara de Sousel considera que essa intervenção naquele espaço está “fora de questão”. “Qualquer intervenção que seja feita nesta praça e lhe tirem as suas características particulares vai deixar de ser a Praça de Touros Pedro Louceiro”, observou.
“Porventura, poderá acolher outro tipo de espectáculos, mas eu sou apologista que esta praça deverá ser conservada no estado em que está”, defendeu. Após uma vistoria em 2008, por parte da IGAC, a Praça de Touros de Sousel foi alvo de um conjunto de intervenções ao nível da segurança e condições de acesso. “Está uma praça mais segura e com mais condições para continuar a receber durante mais umas centenas de anos, na segunda-feira de Páscoa, as suas tradicionais corridas de touros”, concluiu.


Fonte: Lusa.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

1152. UM SANTO EM TOMAR (9)

Tomar, mais uma vez, ficou à margem da História. À margem da História de Portugal, onde tem escritas páginas brilhantes e inapagáveis, por muito que se esforcem os tecnocratas medíocres que transitoriamente comandam. E da sua própria história, parte de uma História maior. Nem uma palavra, nem um acto, nem uma iniciativa, para assinalar a canonização de D. Nuno Álvares Pereira, que por estas terras passou a caminho da defesa da independencia nacional. Da mesma independencia que ditou a fundação de Tomar, quando D. Afonso decidiu encarregar os Templários de construir um sistema de defesa de Coimbra, com a construção de vários castelos, entre eles, o de Tomar. Portugal não o seria hoje, sem Tomar. Nem a Camara, nem a Assembleia Municipal, nem a Junta, nem ninguém mexeram ontem uma palha que fosse para assinalar mais um dia maior. Zero. Ontem, foi um dia de alegria para Portugal, mas foi um dia triste em Tomar. Mais uma prova de que as elites locais não estão à altura dos pergaminhos desta terra mágica. Também, não sei por que raio hei-de estar surpreendido! Parece que para o actual, improvável e acidental Presidente da Camara, além da Ordem de Cristo ser a culpada do atraso destas terras, também ainda não se encontra provado que aqui se tenha dado o encontro das tropas de D. Nuno e D. João a caminho de Aljubarrota. Talvez seja boa ideia enviar os próximos candidatos a autarcas (e serão tantos este ano...) a cursos rápidos de História. Não é por eles, entenda-se. Cada um que trate da sua formação... e nos direitos de cada um inscreve-se certamente o direito à ignorância e à pequenez. É por Tomar, que não merece tanta pobreza de espírito, tanta ignorância, tanto adormecimento.

1151. UM SANTO EM TOMAR (8)

A capela de S. Lourenço foi edificada no primeiro quartel de quinhentos por Aires Quental, fidalgo de ferrarias da zona. Tem alpendre, galilé e altar-mor de azulejos hispano-árabes da época, azulejos tipo "enxaquetado" e "mudéjares", do séc. XVI. Está localizada na Estrada Nacional 110, à entrada de Tomar, na freguesia de Santa Maria dos Olivais e é Monumento Nacional, classificado pelos Decretos de 16.06.1910 e Decreto Nº 7621 de 29.07.1921. Foi no dia de S. Lourenço que D. Nuno e D. João uniram neste local as suas tropas para irem garantir a independencia de Portugal nos campos de Aljubarrota.