segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

22. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (VIII)

(Castelo de Tomar)

No que diz respeito a elementos românicos existentes no castelo, a Torre de Menagem é sem duvida um elemento a destacar. A Torre de Menagem foi introduzida no nosso país pelos Templários. Ao longo dos séculos, o recinto do Castelo foi ocupado com outras construções, nomeadamente pelo conjunto do Convento de Cristo, que esta classificado como Património Mundial. O Castelo dos Templários apresenta uma arquitectura militar com uma junção dos estilos românico, gótico e renascentista, é composto também por uma dupla cintura de muralhas. Estas muralhas, uma encontra-se em plano superior apresentando uma planta poligonal irregular com algumas faces curvas nascendo junto á entrada da Casa do Capítulo e terminando na Torre de Dona Catarina, outra destas muralhas encontra-se num plano inferior ligando a fachada leste da Charola à zona Sul da Alcáçova que correspondia à vila fortificada da Baixa Idade Média. O Castelo dos Templários tendo como tipologia uma arquitectura militar encontra-se classificado como Monumento Nacional."

domingo, 9 de dezembro de 2007

21. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (VII)

(Castelo de Tomar)

Thomar nasce com o castelo (1 de Março de 1160), cuja construção, pela Ordem dos Templários, bem como a da Vila de Baixo, se prolongou por 44 anos. Ao programa urbanístico do templo, vai suceder-lhe a Ordem de Cristo e o arranque urbanístico da cidade, cuja população se espalha já para fora dos seus muros torrejados. Sob a administração do infante D. Henrique, começa o período das obras grandiosas, que torna Tomar num autêntico “museu de arquitectura”, no dizer de Gustavo Matos Sequeira. No século XIV, com a permanência do Infante D. Henrique enquanto Administrador da Ordem de Cristo, a Vila beneficia de grande desenvolvimento, sendo urbanizada a zona da Várzea Pequena em arrojada organização ortogonal, correndo em paralelo à Corredoura e perpendicularmente ao rio.

Fontes: ANAFRE, CMT

sábado, 8 de dezembro de 2007

20. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (VI)

(Santa Maria do Olival)

A instalação dos Templários na futura Thomar começou pela edificação de Santa Maria, mais tarde Olival. Ali tiveram os freires cavaleiros o seu primeiro assentamento. Os colonos fixaram-se e aqueles começaram a construír a fortaleza e o templo, a desbravar terrenos e a cobri-los com grandes manchas de olival. Com os Templários, é um programa urbanístico que tenuemente se inicia. Nascem alguns arruamentos, cresce o casario e a população. Constroem-se hospitais, albergarias e capelas. Em Junho de 1174, D. Gualdim Pais concede a segunda carta de foral à vila de Tomar, o primeiro fora em 1162. Mesmo com o fim da Ordem, por razões internacionais, a sua presença é notada ainda hoje, até porque condicionou todo o futuro da povoação.
Fonte: ANAFRE

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

19. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (V)

Gualdim Pais é o fundador de Thomar. É uma personalidade decisiva na criação da cidade e que para sempre ficará ligado a etsa terra. A sua obra, a sua história merecem ser conhecidas. Gualdim Pais, nasceu, ao que se diz, em Amares, nos arredores de Braga, em 1118 e morreu em Tomar, em 1195. Foi um cruzado português, Freire, Templário e Cavaleiro de D. Afonso Henriques. Filho de Paio Ramires e de Gontrode Soares, combateu ao lado de D. Afonso Henriques contra os mouros, tendo sido ordenado Cavaleiro pelo soberano no campo de Ourique, em 1139. Partiu depois para a Palestina, onde combateu durante 5 anos como Cavaleiro da Ordem dos Templários, tendo participado no cerco à cidade de Gaza. No regresso desta campanha foi ordenado como quarto Grão-Mestre da Ordem em Portugal, em 1157, então sediada em Soure, onde tinham castelo desde 1128 por doacção de D. Teresa. Fundou o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo (1160), que se tornou o quartel-general dos Templários em Portugal, dando foral à nova vila no ano de 1162. Também fundou o Castelo de Almourol, o da Idanha, o de Ceras, o de Monsanto e o de Pombal. Deu foral a Pombal em 1174. Cercado em 1190 em Tomar pelas forças Almóadas, sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, conseguiu defender o Castelo contra a maior quantidade de inimigos, detendo assim a invasão do norte do Reino. Faleceu em Tomar no ano de 1195, e ali se encontra sepultado, na Igreja de Santa Maria do Olival.


Fonte: Wikipedia

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

18. COISAS QUE O NABANTIA SABE

Que em Tomar há muita gente preocupada com a falta de rentabilização turística, cultural e económica do património do concelho e que há iniciativas em projecto que prometem revolucionar esta dimensão adormecida da cidade.

17. TORGA EM TOMAR

(Miguel Torga)

Maratona de contos de manhã e de tarde na Biblioteca e recital de poesia na Casa dos Cubos. Histórias Correntes (Bioblioteca Municipal - das 10 às 13 e das 14 às 18 horas)Outorga (Casa dos Cubos - às 21.30 horas). É no dia 8 de Dezembro, numa iniciativa da Camara Municipal de Tomar.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

16. AGRADECIMENTO

O Nabantia agradece a Tomás Vasques, que mantém com qualidade assinalável o Hoje Há Conquilhas, a retribuição do link.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

15. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (IV)

(D. Gualdim Pais)

Em 1147 a terra é conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, que em 1159 doa como feudo aos Templários, na pessoa de Gualdim Pais, o castelo de Ceras, com seu vasto termo, a fim de que estes o povoassem. Proíbe, no entanto, que para esse povoamento viessem gentes que já habitavam entre Mondego e Tejo. Após um ano de estadia no castelo de Cera, situado naquela que é hoje a freguesia de Alviobeira, reconheceu Gualdim Pais que ele não reunia as condições apropriadas a servir de sede da Ordem, resolvendo dessa forma edificar um castelo em lugar que lhe pareceu mais adequado, e esse foi um outeiro na margem direita do Nabão e em cujo sopé se estendia viçosa planície apropriada a profícuo povoamento humano. Começou a construção no dia 1 de Março de 1160 conforme consta de inscrições que perduram no castelo, de cujo conjunto, embora mutilado pela invasão de outras edificações e afectado pelas habituais causas de ruína, ainda resta o suficiente para bem se conhecerem as peças componentes. Foi então construída uma muralha de forma irregular e angulosa, guarnecida de torreões, de acesso ao terreiro geral e dentro do qual se ergue, quase encostada à respectiva muralha circundante, a torre de menagem. Dessa altura também é a construção da célebre charola, mais tarde adaptada a capela-mor de um mais vasto templo. Em Novembro de 1162, o mestre Gualdim Pais dá carta foral aos futuros povoadores de Tomar. As principais disposições são relativas ao direito que devia regular as duas classes populares a estabelecer em Tomar: a dos cavaleiros vilãos e a dos peões herdadores. A partir de Tomar os Templários governavam vastas possessões do centro de Portugal, que estavam obrigados a defender dos ataques vindos dos estados islâmicos a sul. Como muitos senhores das então pouco povoadas regiões da fronteira, aos vilões foram concedidos muitos direitos que não tinham os habitantes do norte do país. Aqueles que podiam sustentar um cavalo estavam obrigados ao serviço militar em troca de privilégios. As mulheres também podiam ingressar na Ordem, mas não combatiam. Em 1190 a cidade foi cercada pelo Rei Almóada Yakub de Marrocos, mas os Monges Cavaleiros tiveram sucesso em defendê-la sob o comando de Gualdim Pais.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

14. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (III)

(Forum)

A antiga cidade romana Seilium/Sellium, foi fundada pelo imperador Augusto, provavelmente entre 16-13 a. C., ascendendo à categoria de Município, sob o reinado dos Flávios. Ocupando uma área privilegiada em relação a outras tantas civitates do convento escalabitano, assumia as funções de caput viarium do sistema viário, que atravessava a região. A descoberta do Forum, além de outros vestígios urbanos (bairros residenciais, mercado, arruamentos, saneamento básico), evidenciam o plano fundacional desta capital da civitas. O estudo das pré-existências e dos materiais exumados, foram revelando a área aproximada da cidade, de proporções médias, organizada no modelo ortogonal de ruas e quarteirões, e com os edifícios públicos e os núcleos habitacionais, distribuídos, segundo princípios de racionalidade, de grandeza e funcionalidade. O modelo urbanístico e arquitectónico da capital da civitas, define-se pela localização do Forum, onde hoje se ergue, grosso modo, o edifício dos Bombeiros Municipais, na margem esquerda do Nabão. O que se conserva do Forum (basílica, cúria, praça pública e tabernae), adjacente a duas ruas perpendiculares entre si - o cardus e o decumanus – permite-nos potenciar a área ocupada pelo Monumento do poder público e religioso, para além da detecção de outros potenciais equipamentos urbanos (termas, templos).
Fonte: ESTA, IPT (Profª. Maria de La Salete da Ponte)

domingo, 2 de dezembro de 2007

13. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (II)

Sobre a origem do topónimo principal do concelho, "Tomar", muitos autores são unânimes em afirmar que este não terá sido o nome inicial da povoação mas a designação arábica do rio, alusiva à doçura das águas. Uma outra hipótese, a que parece mais aceitável, remete uma origem germânica para o topónimo, tratando-se do genitivo de "Tehodemari", ou seja "villa de Theodemarus", pouco de surpreender dada a localização da cidade, junto a uma povoação romana (Sellium) e germânica (Sélio Nabantia). Sendo assim a tal "villa" pode ter origem romana e recebido nova denominação suévico-visigótica. O primeiro documento escrito conhecido onde consta o topónimo actual é a Chronica Gothorum (Crónica dos Godos), em que consta que "infortunium super christiannos in Thomar", de onde se parece poder inferir que o topónimo não se aplica ao rio, pois a derrota dos cristãos não aconteceu nas suas águas, mas em terra, num local forçosamente já conhecido como Tomar. Os romanos fundaram a cidade de Sellium cuja planta ortogonal decorre da perpendicularidade dos característicos eixos cardus e decumanus que determinavam a organização urbanística das cidades romanas. Para além das ruínas do Forum de Sellium, as escavações efectuadas (c. 1980) na zona da actual Alameda 1 de Março deram conta de vestígios das habitações da época. Pelos meados do século VII, aqui houve conventos de freiras e frades, datando dessa época o episódio visigótico e lendário do martírio de Santa Iria. Quanto aos árabes (após 712) pouco se sabe, mas imagina-se muito, como a sensitiva origem do nome Tomar: “Tamaramá”, doces águas.

Fontes: CMT, Portugal

12. ANIVERSÁRO

Os Cavaleiros Guardiões comemoram o aniversário do blogue no próximo dia 8 e dão jantarada.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

11. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (I)

(Paleolítico)

A história de Tomar remonta a épocas bastante recuadas, sendo que o vale do Nabão, apresenta vestígios de povoamento que remontam ao período Paleolítico, a idade da pedra lascada. A fixação humana na região, há mais de 30 mil anos, deveu-se certamente ao excelente clima, a água abundante, fácil comunicação fluvial e excelentes solos. Das sucessivas marcas civilizacionais pré-históricas restam utensílios, grutas, antas, povoados, algumas lápides, moedas, poucas esculturas, peças utilitárias, a lenda de Santa Iria, a toponímia, as rodas de rega e os açudes de estacaria. Durante a época de ocupação romana, o território que constitui o actual concelho pertencia ao núcleo originário de Sellium, cidade que se situava na margem esquerda do rio Nabão e onde se agruparam, mais tarde, as populações romano-godas e muçulmanas. Por Sellium, passava a via que ligava Olisipo a Bracara, que se constituía no mais importante itinerário de ligação entre o Norte e o Sul do país. Já a presença muçulmana em Tomar é atestada pela existência de numerosos topónimos espalhados um pouco por todo o concelho e pelos engenhos hidráulicos introduzidos na agricultura, como açudes de estacaria, roda e nora.
Fontes: CMT, Portugal

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

10. AGRADECIMENTO

O Notas anotou o Nabantia. A casa agradece.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

9. DIA 1 DE DEZEMBRO

O 76º aniversário do Colégio Nun'Álvares. O programa das comemorações, aqui.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

8. A FRASE

(José Hermano Saraiva)

Tomar " é um grande estaleiro que a História nos legou, e que espera de nós a instalação de um museu, como a bela moldura espera o quadro", afirmou José Hermano Saraiva, que dedicou um dos seus programas "A Alma e a Gente" de Novembro a Tomar. Pois espera. Há tempo demais. Tomar precisa de iniciativa, de dinâmica, de investimento para pôr o quadro na moldura.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

7. EXPEDIENTE BLOGOSFÉRICO

O Nabantia agradece a Leonel Vicente, o Papa dos blogues nabantios, pelas boas vindas com que assinalou o nascimento do Nabantia. E agradece a retribuição do link pelo excelente blogue de ideias e actualidade O Insurgente.

6. OLIVENÇA

Muitos não sabem, mas Tomar tem na sua toponímia uma Praceta de Olivença. Fica ao fim da Corredoura, no enfiamento da ponte velha.

domingo, 25 de novembro de 2007

5. SETE SÉCULOS

Setecentos anos do mandado de prisão dos Templários, a 13 de Outubro passado, por Leonel Vicente, no Memória Virtual.

sábado, 24 de novembro de 2007

4. CLIMA

Está um frio de rachar na Nabantia. Deve ser por isso que não existem neste momento eventos agendados para o Convento de Cristo...

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

3. A NABANTIA

(A origem dos Túrdulos)

O povoamento da zona de Tomar por povos primitivos vem de há trinta mil anos, dada a fertilidade das suas terras, desde o vale do Nabão até ao Zêzere. Admite-se que Nabantia foi fundada em 480 a. C., por decisiva acção dos Túrdulos, em migração e conquista conjuntas com tribos Celtas, desde as suas terras mediterrânicas de origem em direcção à Galiza. Esta expedição foi descrita por Estrabão e após inúmeras desventuras (entre as quais a morte de um chefe) dispersou-se, fixando-se os Túrdulos entre o rio Douro e o Vouga, e os Celtas com a Galiza. A maior entidade étnica que habitava a região de Entre-Tejo-e-Douro era a lusitana.