O Nabantia agradece a Tomás Vasques, que mantém com qualidade assinalável o Hoje Há Conquilhas, a retribuição do link.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
15. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (IV)
(D. Gualdim Pais)Em 1147 a terra é conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, que em 1159 doa como feudo aos Templários, na pessoa de Gualdim Pais, o castelo de Ceras, com seu vasto termo, a fim de que estes o povoassem. Proíbe, no entanto, que para esse povoamento viessem gentes que já habitavam entre Mondego e Tejo. Após um ano de estadia no castelo de Cera, situado naquela que é hoje a freguesia de Alviobeira, reconheceu Gualdim Pais que ele não reunia as condições apropriadas a servir de sede da Ordem, resolvendo dessa forma edificar um castelo em lugar que lhe pareceu mais adequado, e esse foi um outeiro na margem direita do Nabão e em cujo sopé se estendia viçosa planície apropriada a profícuo povoamento humano. Começou a construção no dia 1 de Março de 1160 conforme consta de inscrições que perduram no castelo, de cujo conjunto, embora mutilado pela invasão de outras edificações e afectado pelas habituais causas de ruína, ainda resta o suficiente para bem se conhecerem as peças componentes. Foi então construída uma muralha de forma irregular e angulosa, guarnecida de torreões, de acesso ao terreiro geral e dentro do qual se ergue, quase encostada à respectiva muralha circundante, a torre de menagem. Dessa altura também é a construção da célebre charola, mais tarde adaptada a capela-mor de um mais vasto templo. Em Novembro de 1162, o mestre Gualdim Pais dá carta foral aos futuros povoadores de Tomar. As principais disposições são relativas ao direito que devia regular as duas classes populares a estabelecer em Tomar: a dos cavaleiros vilãos e a dos peões herdadores. A partir de Tomar os Templários governavam vastas possessões do centro de Portugal, que estavam obrigados a defender dos ataques vindos dos estados islâmicos a sul. Como muitos senhores das então pouco povoadas regiões da fronteira, aos vilões foram concedidos muitos direitos que não tinham os habitantes do norte do país. Aqueles que podiam sustentar um cavalo estavam obrigados ao serviço militar em troca de privilégios. As mulheres também podiam ingressar na Ordem, mas não combatiam. Em 1190 a cidade foi cercada pelo Rei Almóada Yakub de Marrocos, mas os Monges Cavaleiros tiveram sucesso em defendê-la sob o comando de Gualdim Pais.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
14. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (III)
(Forum)A antiga cidade romana Seilium/Sellium, foi fundada pelo imperador Augusto, provavelmente entre 16-13 a. C., ascendendo à categoria de Município, sob o reinado dos Flávios. Ocupando uma área privilegiada em relação a outras tantas civitates do convento escalabitano, assumia as funções de caput viarium do sistema viário, que atravessava a região. A descoberta do Forum, além de outros vestígios urbanos (bairros residenciais, mercado, arruamentos, saneamento básico), evidenciam o plano fundacional desta capital da civitas. O estudo das pré-existências e dos materiais exumados, foram revelando a área aproximada da cidade, de proporções médias, organizada no modelo ortogonal de ruas e quarteirões, e com os edifícios públicos e os núcleos habitacionais, distribuídos, segundo princípios de racionalidade, de grandeza e funcionalidade. O modelo urbanístico e arquitectónico da capital da civitas, define-se pela localização do Forum, onde hoje se ergue, grosso modo, o edifício dos Bombeiros Municipais, na margem esquerda do Nabão. O que se conserva do Forum (basílica, cúria, praça pública e tabernae), adjacente a duas ruas perpendiculares entre si - o cardus e o decumanus – permite-nos potenciar a área ocupada pelo Monumento do poder público e religioso, para além da detecção de outros potenciais equipamentos urbanos (termas, templos).
Fonte: ESTA, IPT (Profª. Maria de La Salete da Ponte)
domingo, 2 de dezembro de 2007
13. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (II)
Sobre a origem do topónimo principal do concelho, "Tomar", muitos autores são unânimes em afirmar que este não terá sido o nome inicial da povoação mas a designação arábica do rio, alusiva à doçura das águas. Uma outra hipótese, a que parece mais aceitável, remete uma origem germânica para o topónimo, tratando-se do genitivo de "Tehodemari", ou seja "villa de Theodemarus", pouco de surpreender dada a localização da cidade, junto a uma povoação romana (Sellium) e germânica (Sélio Nabantia). Sendo assim a tal "villa" pode ter origem romana e recebido nova denominação suévico-visigótica. O primeiro documento escrito conhecido onde consta o topónimo actual é a Chronica Gothorum (Crónica dos Godos), em que consta que "infortunium super christiannos in Thomar", de onde se parece poder inferir que o topónimo não se aplica ao rio, pois a derrota dos cristãos não aconteceu nas suas águas, mas em terra, num local forçosamente já conhecido como Tomar. Os romanos fundaram a cidade de Sellium cuja planta ortogonal decorre da perpendicularidade dos característicos eixos cardus e decumanus que determinavam a organização urbanística das cidades romanas. Para além das ruínas do Forum de Sellium, as escavações efectuadas (c. 1980) na zona da actual Alameda 1 de Março deram conta de vestígios das habitações da época. Pelos meados do século VII, aqui houve conventos de freiras e frades, datando dessa época o episódio visigótico e lendário do martírio de Santa Iria. Quanto aos árabes (após 712) pouco se sabe, mas imagina-se muito, como a sensitiva origem do nome Tomar: “Tamaramá”, doces águas.
Fontes: CMT, Portugal
12. ANIVERSÁRO
Os Cavaleiros Guardiões comemoram o aniversário do blogue no próximo dia 8 e dão jantarada.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
11. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (I)
(Paleolítico)A história de Tomar remonta a épocas bastante recuadas, sendo que o vale do Nabão, apresenta vestígios de povoamento que remontam ao período Paleolítico, a idade da pedra lascada. A fixação humana na região, há mais de 30 mil anos, deveu-se certamente ao excelente clima, a água abundante, fácil comunicação fluvial e excelentes solos. Das sucessivas marcas civilizacionais pré-históricas restam utensílios, grutas, antas, povoados, algumas lápides, moedas, poucas esculturas, peças utilitárias, a lenda de Santa Iria, a toponímia, as rodas de rega e os açudes de estacaria. Durante a época de ocupação romana, o território que constitui o actual concelho pertencia ao núcleo originário de Sellium, cidade que se situava na margem esquerda do rio Nabão e onde se agruparam, mais tarde, as populações romano-godas e muçulmanas. Por Sellium, passava a via que ligava Olisipo a Bracara, que se constituía no mais importante itinerário de ligação entre o Norte e o Sul do país. Já a presença muçulmana em Tomar é atestada pela existência de numerosos topónimos espalhados um pouco por todo o concelho e pelos engenhos hidráulicos introduzidos na agricultura, como açudes de estacaria, roda e nora.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
terça-feira, 27 de novembro de 2007
8. A FRASE
(José Hermano Saraiva)Tomar " é um grande estaleiro que a História nos legou, e que espera de nós a instalação de um museu, como a bela moldura espera o quadro", afirmou José Hermano Saraiva, que dedicou um dos seus programas "A Alma e a Gente" de Novembro a Tomar. Pois espera. Há tempo demais. Tomar precisa de iniciativa, de dinâmica, de investimento para pôr o quadro na moldura.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
7. EXPEDIENTE BLOGOSFÉRICO
O Nabantia agradece a Leonel Vicente, o Papa dos blogues nabantios, pelas boas vindas com que assinalou o nascimento do Nabantia. E agradece a retribuição do link pelo excelente blogue de ideias e actualidade O Insurgente.
6. OLIVENÇA
Muitos não sabem, mas Tomar tem na sua toponímia uma Praceta de Olivença. Fica ao fim da Corredoura, no enfiamento da ponte velha.
domingo, 25 de novembro de 2007
5. SETE SÉCULOS
Setecentos anos do mandado de prisão dos Templários, a 13 de Outubro passado, por Leonel Vicente, no Memória Virtual.
sábado, 24 de novembro de 2007
4. CLIMA
Está um frio de rachar na Nabantia. Deve ser por isso que não existem neste momento eventos agendados para o Convento de Cristo...
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
3. A NABANTIA
O povoamento da zona de Tomar por povos primitivos vem de há trinta mil anos, dada a fertilidade das suas terras, desde o vale do Nabão até ao Zêzere. Admite-se que Nabantia foi fundada em 480 a. C., por decisiva acção dos Túrdulos, em migração e conquista conjuntas com tribos Celtas, desde as suas terras mediterrânicas de origem em direcção à Galiza. Esta expedição foi descrita por Estrabão e após inúmeras desventuras (entre as quais a morte de um chefe) dispersou-se, fixando-se os Túrdulos entre o rio Douro e o Vouga, e os Celtas com a Galiza. A maior entidade étnica que habitava a região de Entre-Tejo-e-Douro era a lusitana.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
2. CONSULTA AOS LEITORES
Corre, desde já, na barra lateral, uma consulta aos leitores detes blogue. A pergunta é: "Tomar valoriza adequadamente o seu património?". Outras consultas se seguirão. Para já, importa colher a sensibilidade de quem visitar o Nabantia sobre o assunto.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
1. NASCIMENTO
O Nabantia é um blogue que nasce hoje e que tem o propósito de divulgar e debater a História em Tomar, Tomar na História e histórias de Tomar. Tomar tem um património histórico-cultural único. É nossa convicção de que o mesmo não é suficientemente preservado, divulgado e fruído pelos cidadãos. Economicamente, Tomar podia ser uma referencia mundial do turismo histórico-cultural, como o são outros locais que albergam monumentos classificados pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade. Infelizmente, não é, devido à inépcia dos responsáveis. Pretendemos ajudar, modestamente, a contribuir para mudar esta situação. E fá-lo-emos anomimamente. Não por cobardia, que aqui não se insultará, não se difamará, nem se fugirá às responsabilidades. Mas, apenas, porque o nome não interessa. Apenas interessa o objectivo. Deste blogue não sairão candidatos a Presidentes de Camara, a ministros da Cultura, a Presidentes do IPPAR, nem a outra função qualquer. Sairão tão só texto e imagem, críticas construtivas e divulgação pedagógica. Por amor a Tomar, por amor a Portugal, de cuja História Tomar é uma página dourada.
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