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sábado, 26 de janeiro de 2008

75. HISTÓRIA CONCISA DOS TEMPLÁRIOS (IX)

Tomada a cidade, o poder foi entregue a Godofredo de Bolhão. Depois de recusar o título de rei, dizendo que jamais usaria uma coroa de ouro na cidade onde Nosso Senhor usara uma coroa de espinhos, viria a aceitar apenas o título de Protector do Santo Sepulcro. Infelizmente, porém, o “reinado” de Godofredo durou pouco. Uma estranha doença, que muitos consideraram consequência de um envenenamento, matá-lo-ia em 1100. Desta forma, foi o seu irmão Balduíno a assumir o poder. Sem os pruridos de Godofredo, aceitou a coroa e o trono de Jerusalém como Balduíno I.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

74. HISTÓRIA CONCISA DOS TEMPLÁRIOS (VIII)

(A tomada de Jerusalem)

A tomada de Jerusalém foi extremamente sangrenta. A quase totalidade dos habitantes - muçulmanos, judeus e, até, cristãos orientais – foi massacrada. Segundo a Gesta Francorum, um livro de autor anónimo que se crê ter sido escrito por um cruzado, diz que “a carnificina foi tão grande que os nossos homens caminhavam em sangue até aos tornozelos”.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

71. HISTÓRIA CONCISA DOS TEMPLÁRIOS (VII)

Encontrando pela frente um inimigo dividido e pouco organizado, a cruzada transformou-se num autêntico passeio para os nobres europeus. Ainda por cima armaduras revelavam-se virtualmente incapazes contra as armaduras e cotas de malha dos cavaleiros, que menos de três anos após a partida estavam já a organizar o cerco à cidade santa. Em clara superioridade numérica e tecnológica, os cruzados conseguiriam tomar Jerusalém em Julho de 1099.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

70. HISTÓRIA CONCISA DOS TEMPLÁRIOS (VI)

Naquele que é considerado um dos mais importantes discursos da História da Europa, o Papa logrou reunir um continente inteiro sob a mesma bandeira e com idêntico objectivo (ainda que com diversidade de razões). E assim, a 15 de Agosto de 1096, tinha início a Primeira Cruzada (embora meses antes tivessem já partido milhares de peregrinos de escassas posses, que viriam a morrer na sua quase totalidade vítimas da doença, da fome e dos ataques de saqueadores).

domingo, 20 de janeiro de 2008

66. HISTÓRIA CONCISA DOS TEMPLÁRIOS (V)

Oito meses são necessários para que o Vaticano defina a sua estratégia. Em Novembro do mesmo ano, no concílio de Clermont, Urbano profere um discurso apaixonado para nobres e sacerdotes, no qual exige o envolvimento de todos para libertar a cidade santa de Jerusalém das mãos dos infiéis turcos. Para além dos propósitos religiosos, esta operação teria, ainda, as vantagens de reduzir a densidade populacional em França (considerada à época um grave problema) e de dar à nobreza algo com que se ocupar (as questões intestinas entre nobres eram cada vez mais frequentes e não raramente tomavam-se crimes). “Permiti que os ladrões se tomem cavaleiros! “, afirmou o sumo pontífice.

sábado, 19 de janeiro de 2008

64. HISTÓRIA CONCISA DOS TEMPLÁRIOS (IV)

(Papa Urbano II)

Para contar a história da Ordem do Templo é necessário recuar até Março de 1095, quando Alexius 1, imperador do sacro império romano do Oriente, enviou ao Papa Urbano II um pedido de auxílio contra a ofensiva turca. Surpreendido pela missiva em pleno concílio de Piacenza, Urbano vê nele uma rara oportunidade de fazer sarar as feridas deixadas pelo grande cisma de quatro décadas antes de voltai a colocar todos os cristãos sob a alçada do papado.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

63. HISTÓRIA CONCISA DOS TEMPLÁRIOS (III)

Uma das questões que mais interesse suscita na história dos Templários diz respeito à fulgurante ascensão da Ordem do Templo. De pequeno grupo com apenas nove membros em 1118, transformou-se, em menos de dois séculos, na mais poderosa organização da Europa, com propriedades em vários países e com uma capacidade financeira que lhe permitiu, até, emprestar dinheiro aos monarcas. Independente das hierarquias religiosas da época, na dependência directa do Papa, a Ordem do Templo gerou tantas invejas que não admira que, quando Filipe, o Belo, rei de França, resolveu persegui-la, tenham sido muitos os que a ele se aliaram.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

62. HISTÓRIA CONCISA DOS TEMPLÁRIOS (II)

Extinta há quase 700 anos, a Ordem do Templo é quase um mito urbano, que ultimamente voltou à ribalta através do polémico Código Da Vinci, de Dan Brown. Entre as centenas de romances pseudo-históricos publicados nos anos mais recentes, tanto nos que contêm uma vertente fortemente esotérica, como naqueles que se pretendem mais realistas, há uma presença quase constante da famigerada Ordem do Templo, cujos membros, os célebres cavaleiros templários, deram origem aos mais diversos mitos. De autênticos santos, que deram a vida para salvar de um maquiavélico Papa o Santo Graal, até membros de uma sociedade secreta, capazes dos actos mais bárbaros para angariar poder e dinheiro, já tudo se disse a respeito dos membros desta ordem.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

61. HISTÓRIA CONCISA DOS TEMPLÁRIOS (I)

A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, mais conhecida como Ordem dos Templários, é uma Ordem de Cavalaria criada em 1118, na cidade de Jerusalém, por nove cavaleiros de origem francesa, entre os quais Hugo de Payens e Geoffroy de Saint-Omer, com o objectivo de defender os interesses e proteger os peregrinos cristãos na Terra Santa. Sob a divisa Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam (Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai a glória), tornou-se nos séculos seguintes numa instituição de enorme poder político, militar e económico. Inicialmente, as suas funções limitavam-se à proteção dos peregrinos que se deslocavam aos locais sagrados, nos territórios cristãos conquistados na Terra Santa, durante o movimento das Cruzadas.
Fonte: Wikipedia.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

59. PRÓXIMA SÉRIE 'NABANTIA'

Depois da História Concisa de Tomar, a segunda série 'Nabantia' será a História Concisa dos Templários. Tomar é uma cidade templária, que à Ordem deve o seu código genético e a sua identidade histórico-cultural.

(Cavaleiro Templário)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

22. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (VIII)

(Castelo de Tomar)

No que diz respeito a elementos românicos existentes no castelo, a Torre de Menagem é sem duvida um elemento a destacar. A Torre de Menagem foi introduzida no nosso país pelos Templários. Ao longo dos séculos, o recinto do Castelo foi ocupado com outras construções, nomeadamente pelo conjunto do Convento de Cristo, que esta classificado como Património Mundial. O Castelo dos Templários apresenta uma arquitectura militar com uma junção dos estilos românico, gótico e renascentista, é composto também por uma dupla cintura de muralhas. Estas muralhas, uma encontra-se em plano superior apresentando uma planta poligonal irregular com algumas faces curvas nascendo junto á entrada da Casa do Capítulo e terminando na Torre de Dona Catarina, outra destas muralhas encontra-se num plano inferior ligando a fachada leste da Charola à zona Sul da Alcáçova que correspondia à vila fortificada da Baixa Idade Média. O Castelo dos Templários tendo como tipologia uma arquitectura militar encontra-se classificado como Monumento Nacional."

domingo, 9 de dezembro de 2007

21. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (VII)

(Castelo de Tomar)

Thomar nasce com o castelo (1 de Março de 1160), cuja construção, pela Ordem dos Templários, bem como a da Vila de Baixo, se prolongou por 44 anos. Ao programa urbanístico do templo, vai suceder-lhe a Ordem de Cristo e o arranque urbanístico da cidade, cuja população se espalha já para fora dos seus muros torrejados. Sob a administração do infante D. Henrique, começa o período das obras grandiosas, que torna Tomar num autêntico “museu de arquitectura”, no dizer de Gustavo Matos Sequeira. No século XIV, com a permanência do Infante D. Henrique enquanto Administrador da Ordem de Cristo, a Vila beneficia de grande desenvolvimento, sendo urbanizada a zona da Várzea Pequena em arrojada organização ortogonal, correndo em paralelo à Corredoura e perpendicularmente ao rio.

Fontes: ANAFRE, CMT

sábado, 8 de dezembro de 2007

20. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (VI)

(Santa Maria do Olival)

A instalação dos Templários na futura Thomar começou pela edificação de Santa Maria, mais tarde Olival. Ali tiveram os freires cavaleiros o seu primeiro assentamento. Os colonos fixaram-se e aqueles começaram a construír a fortaleza e o templo, a desbravar terrenos e a cobri-los com grandes manchas de olival. Com os Templários, é um programa urbanístico que tenuemente se inicia. Nascem alguns arruamentos, cresce o casario e a população. Constroem-se hospitais, albergarias e capelas. Em Junho de 1174, D. Gualdim Pais concede a segunda carta de foral à vila de Tomar, o primeiro fora em 1162. Mesmo com o fim da Ordem, por razões internacionais, a sua presença é notada ainda hoje, até porque condicionou todo o futuro da povoação.
Fonte: ANAFRE

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

19. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (V)

Gualdim Pais é o fundador de Thomar. É uma personalidade decisiva na criação da cidade e que para sempre ficará ligado a etsa terra. A sua obra, a sua história merecem ser conhecidas. Gualdim Pais, nasceu, ao que se diz, em Amares, nos arredores de Braga, em 1118 e morreu em Tomar, em 1195. Foi um cruzado português, Freire, Templário e Cavaleiro de D. Afonso Henriques. Filho de Paio Ramires e de Gontrode Soares, combateu ao lado de D. Afonso Henriques contra os mouros, tendo sido ordenado Cavaleiro pelo soberano no campo de Ourique, em 1139. Partiu depois para a Palestina, onde combateu durante 5 anos como Cavaleiro da Ordem dos Templários, tendo participado no cerco à cidade de Gaza. No regresso desta campanha foi ordenado como quarto Grão-Mestre da Ordem em Portugal, em 1157, então sediada em Soure, onde tinham castelo desde 1128 por doacção de D. Teresa. Fundou o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo (1160), que se tornou o quartel-general dos Templários em Portugal, dando foral à nova vila no ano de 1162. Também fundou o Castelo de Almourol, o da Idanha, o de Ceras, o de Monsanto e o de Pombal. Deu foral a Pombal em 1174. Cercado em 1190 em Tomar pelas forças Almóadas, sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, conseguiu defender o Castelo contra a maior quantidade de inimigos, detendo assim a invasão do norte do Reino. Faleceu em Tomar no ano de 1195, e ali se encontra sepultado, na Igreja de Santa Maria do Olival.


Fonte: Wikipedia

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

15. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (IV)

(D. Gualdim Pais)

Em 1147 a terra é conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, que em 1159 doa como feudo aos Templários, na pessoa de Gualdim Pais, o castelo de Ceras, com seu vasto termo, a fim de que estes o povoassem. Proíbe, no entanto, que para esse povoamento viessem gentes que já habitavam entre Mondego e Tejo. Após um ano de estadia no castelo de Cera, situado naquela que é hoje a freguesia de Alviobeira, reconheceu Gualdim Pais que ele não reunia as condições apropriadas a servir de sede da Ordem, resolvendo dessa forma edificar um castelo em lugar que lhe pareceu mais adequado, e esse foi um outeiro na margem direita do Nabão e em cujo sopé se estendia viçosa planície apropriada a profícuo povoamento humano. Começou a construção no dia 1 de Março de 1160 conforme consta de inscrições que perduram no castelo, de cujo conjunto, embora mutilado pela invasão de outras edificações e afectado pelas habituais causas de ruína, ainda resta o suficiente para bem se conhecerem as peças componentes. Foi então construída uma muralha de forma irregular e angulosa, guarnecida de torreões, de acesso ao terreiro geral e dentro do qual se ergue, quase encostada à respectiva muralha circundante, a torre de menagem. Dessa altura também é a construção da célebre charola, mais tarde adaptada a capela-mor de um mais vasto templo. Em Novembro de 1162, o mestre Gualdim Pais dá carta foral aos futuros povoadores de Tomar. As principais disposições são relativas ao direito que devia regular as duas classes populares a estabelecer em Tomar: a dos cavaleiros vilãos e a dos peões herdadores. A partir de Tomar os Templários governavam vastas possessões do centro de Portugal, que estavam obrigados a defender dos ataques vindos dos estados islâmicos a sul. Como muitos senhores das então pouco povoadas regiões da fronteira, aos vilões foram concedidos muitos direitos que não tinham os habitantes do norte do país. Aqueles que podiam sustentar um cavalo estavam obrigados ao serviço militar em troca de privilégios. As mulheres também podiam ingressar na Ordem, mas não combatiam. Em 1190 a cidade foi cercada pelo Rei Almóada Yakub de Marrocos, mas os Monges Cavaleiros tiveram sucesso em defendê-la sob o comando de Gualdim Pais.