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sábado, 22 de agosto de 2009

1623. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (6)

O concelho de Paialvo foi considerado extinto em 1836 mas, a 23 de Fevereiro de 1837 ainda não tinha entregue o seu cartório. A documentação relativa ao cartório do concelho foi depositada na Câmara de Torres Novas, tendo posteriormente desaparecido num incêndio. Com a extinção legal do concelho de Paialvo, a Freguesia de Paialvo passou a ficar ligada ao concelho de Tomar. Apesar da sua extinção como Concelho só se ter efectuado em 1836, há indicações de que a Vila de Paialvo já não funcionava como tal. Pela leitura do Alvará de D. Henrique se percebe facilmente as divergências entre Tomar e Paialvo, o que terá levado a que o povo de Paialvo passasse para o concelho de Torres Novas. Em 1757 tinha 361 fogos com 1019 habitantes. Em 1774, foi construída a Igreja Nova em Carrazede, que ainda hoje existe. As relíquias do velho concelho, como o Pelourinho e o edifício onde funcionou a sede do concelho, podem ser apreciados na sua plenitude, visto encontrarem-se em bom estado de conservação.

sábado, 19 de abril de 2008

190. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (9)

É ao Templo e ao mestre Gualdim Pais (1158-1195), que se deve a renovação da arquitectura militar em Portugal, prova de que estava "na posse das melhores técnicas militares da época" (BARROCA, 1990/91, p.122).Apesar das múltiplas alterações verificadas no recinto fortificado, a maior parte delas relacionada com as sucessivas campanhas de alargamento do Convento de Cristo, são ainda numerosos e significativos os elementos românicos da fortaleza. O mais importante é, com certeza, a torre de menagem. Trata-se de um dispositivo introduzido no nosso país pelos Templários e que tem em Tomar o seu testemunho mais antigo (BARROCA, 2001, p.107). De planta rectangular, eleva-se em três andares, bem acima das muralhas que delimitam a alcáçova. Esta é de planta genericamente poligonal, com algumas faces curvas e mantém apenas a torre de menagem no seu interior. Abaixo deste recinto superior, existe um mais vasto espaço que correspondeu, inicialmente, à vila fortificada da Baixa Idade Média. A planta é igualmente irregular e desenvolve-se em cunha no sentido nascente, rematando numa poderosa torre quadrangular, conhecida como torre da rainha. Esta secção da muralha integra outro elemento vincadamente românico e introduzido na arquitectura militar pelos Templários - o alambor, sistema de "embasamento rampeado dos muros", destinado a "dificultar os trabalhos de sapa e de mina, a impedir a aproximação de torres de assalto e a eliminar ângulos mortos na base das muralhas" (IDEM, p.110). Em Tomar, como salientou Mário Barroca, o alambor foi empregue "numa dimensão nunca mais vista entre nós", circundando toda a muralha e determinando mesmo a inclinação das próprias seteiras.

Fonte: IPPAR

domingo, 13 de abril de 2008

182. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (6)

Com a extinção da Ordem pelo Papa Clemente V (1312), o rei D. Dinis (1279-1325) acautelou a posse dos seus bens e criou a Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo (1321), inicialmente com sede em Castro Marim, no Algarve, transferindo-lhe o património da antiga Ordem. Poucos anos mais tarde, entretanto, a sede da nova Ordem foi transferida para Tomar (1338). O Infante D. Henrique, na qualidade de Governador da Ordem de Cristo, teve residência no Castelo de Tomar. Posteriormente, o Castelo foi objecto da atenção de D. Manuel I (1495-1521) e de D. João III (1521-1557), através de obras de restauração e reforço, tendo sido ampliado o Convento de Cristo. Por ordem do primeiro, a população intra-muros foi obrigada a transferir-se para a vila, junto ao rio (1499). Posteriormente, na primeira metade do século XVI, os Paços da Rainha foram ampliados, desenvolvendo-se as obras no sentido setentrional, entre a Charola e a Alcáçova.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

32. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (XIV)

(Foto)

O Aqueduto dos Pegões foi construído com a finalidade de abastecer de água o Convento de Cristo em Tomar. Tem cerca 6 quilómetros de extensão. A sua construcção foi iniciada em 1593, no reinado de Filipe I de Portugal, sob a direcção de Filipe Terzio, (arquitecto-mor do reino) e foi concluída em 1614 por Pedro Fernando de Torres. O aqueduto tem 58 arcos de volta inteira, na sua parte mais elevada, sobre 16 arcos ogivais apoiados em pilares. A sua altura máxima é de 30 metros. Nos extremos apresenta casas abobadadas, que têm no centro, uma larga pia destinada à decantação da água.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

1565. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (1)

Há mais história em Tomar para além do Castelo e do Convento. O Nabantia retoma hoje as suas histórias concisas e começa por uma freguesia com mais patine. Paialvo é uma freguesia do concelho de Tomar, com 22,26 km² de área e 2850 habitantes, segundo o censo de 2001, com uma densidade de 128,0 hab/km². A freguesia de Paialvo é constituída por treze lugares: Bexiga, Carrascal, Carrazede, Casal Barreleiro, Charneca da Peralva, Curvaceiras, Delongo, Fontaínhas, Mouchões, Paialvo, Peralva, Soudos e Vila Nova. Foi vila e sede de concelho, constituído por uma freguesia, até 1836. Tinha, em 1801, 1407 habitantes. A freguesia possui ainda sete capelas e a Igreja Matriz. Pela grafia arcaica, Paialvo escrevia-se Payalvo. A letra Y foi oficialmente suprimida do alfabeto português pelo Formulário Ortográfico de 1943.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

865. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (12)

Apesar de extremamente avançada para a época e talvez por isso mesmo, a lei de D. António da Costa não se revelou de fácil execução, não apenas em Tomar como em muitos outros municípios. A sua aplicação foi lenta e progressiva, esbarrando em muitos obstáculos de natureza ora financeira, ora política. A I República, muito sensível às matérias da educação e da sua democratização, não ficou indiferente perante a inoperância que revelaram as bibliotecas públicas. Em Tomar, através da Deliberação de 5 de Maio de 1913, a Câmara decide a “reorganização” da Biblioteca, em execução do Decreto com força de Lei de 18 de Março de 1911, onde se lia: “o franco acesso à Biblioteca, a ampla leitura domiciliária, as colecções móveis, as salas para crianças, a leitura no caminho de ferro, nos hospitais e nas prisões - esse conjunto de meios que, além de facilitar o livro, solicitam o leitor, offerecendo-lh’o em todas as condições, enviando-lh’o para todos os pontos, tem sido completamente posto à margem neste país”.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

175. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (3)

Não se sabe ao certo qual a razão que levou à opção por Tomar, em lugar da reforma do castelo de Cera. Alguns estudiosos afirmam que o novo sítio, num outeiro na margem direita do rio Nabão, dominando uma planície, era estrategicamente mais vantajoso. Outros argumentam que o sítio foi escolhido considerando a sua posição na linha que, em relação ao Meridiano de Paris, forma um ângulo de 34°, comum nos projectos arquitetónicos da Ordem, correspondente à diagonal da relação de 2/3 observada na constelação de Gêmeos, um dos símbolos Templários. De qualquer modo, a construção do Castelo de Tomar iniciou-se em 1 de Março de 1160, conforme inscrição epigráfica nos seus muros. Na mesma época, iniciou-se a construção da Charola, posteriormente adaptada a Capela-mor, uma das edificações templárias mais importantes no Ocidente.
Fonte: Wikipedia

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

923. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (15)

O Decreto-Lei nº 111/87 de 11 de Março pode considerar-se um marco histórico para o progresso e desenvolvimento da leitura pública em Portugal. Dizia o seguinte:
"O Governo decreta, nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 201.º da Constituição, o seguinte:
Artigo 1.º Para execução de uma política integrada de desenvolvimento da leitura pública no quadro da rede de bibliotecas municipais, o Ministério da Educação e Cultura é autorizado, nos termos do artigo 14.º da Lei n.º 1/87, de 6 de Janeiro, a estabelecer, através do Instituto Português do Livro e da Leitura, com os municípios contratos-programa nos quais se regulamente aquilo que for necessário à intervenção complementar de ambas as partes.
Art. 2.º Compete aos municípios a apresentação ao Ministério da Educação e Cultura de um programa de intervenção, nos termos definidos no presente diploma.
Art. 3.º Os contratos-programas referidos no artigo 1.º deverão ter um período de vigência mínimo de quatro anos e contemplar obrigatoriamente os seguintes elementos:
a) Identificação, localização, construção ou adaptação de edifícios e respectiva área de protecção e reserva;
b) Projecto, adjudicação e acompanhamento e vistoria final da obra;
c) Definição das características do equipamento;
d) Constituição e actualização periódica dos fundos documentais;
e) Plano de actividades culturais.
Art. 4.º Ao Ministério da Educação e Cultura, independentemente do apoio a conceder, que incide nas áreas anunciadas no artigo anterior, caberá promover a formação de pessoal técnico especializado, não podendo, em qualquer caso,
suportar os encargos com o quadro de pessoal que os municípios venham a criar nem as restantes despesas permanentes. "
Ou seja: este Decreto-Lei definiu um novo instrumento legal, os contratos-programa, que permitia a concretização efectiva do apoio técnico e financeiro do Estado à criação de uma Rede de Leitura Pública, competindo às autarquias a responsabilidade da criação e manutenção das suas bibliotecas. Em 1989 a Camara Municipal de Tomar adere à Rede de Leitura Pública através de um contrato-programa com o ex-IPLL (Instituto Português do Livro da Leitura) contrato esse que passou pela construção do edifício para instalar a Biblioteca Municipal, aquisição do equipamento e mobiliário assim como do fundo documental.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

219. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR

Chegou ao fim a série Nabantia sobre a História Concisa do Castelo de Tomar. A colecção completa pode ser consultada aqui. Em breve chegará outra série. Assim o tempo o permita.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

23. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (IX)

(Infante D. Henrique)

Em ligação directa com os Descobrimentos, o infante constrói na cidade o seu paço e autoriza a edificação da sinagoga judaica, em meados do século XV. À Ordem de Cristo, seguiu-se o período manuelino, depois o joanino e o filipino. Tomar, tão favorecida pela coroa, adquire aí a sua feição actual. Apesar das destruições, iria conseguir resistir a tudo. D. Manuel I concede Foral Novo em 1510 e, nesse século, os arquitectos e pintores Domingos Vieira Serrão, João de Castilho, Olivier de Gand, Fernando Muñoz, Diogo de Arruda, Gregório Lopes, João de Ruão e Diogo de Torralva tornaram Tomar um importante centro artístico.
Fonte: ANAFRE, CMT

quinta-feira, 3 de julho de 2008

357. HISTÓRIA CONCISA DO CONVENTO DE CRISTO (21)


A célebre janela manuelina do Convento de Cristo, que se tornou um ícone da cidade de Tomar e das presença da cidade na História de Portugal, é atribuída a Diogo de Arruda e constitui um dos mais originais exemplos do tardo-gótico manuelino. Foi executada entre 1510 e 1513. Desenvolve motivos hiper-realistas, simbolizando a Árvore da Vida e o Tronco de Jessé, segundo os temas das Sagradas Escrituras. É indissociável da fachada ocidental da igreja, que reflecte iconograficamente o programa imperial de D. Manuel e da Ordem de Cristo. A sua beleza ímpar e o seu complexo significado justificam que se tenha tornado a imagem universal do Convento. A mais simbólica das cinco janelas do Coro Baixo da igreja do Convento (o simbolismo do conjunto das cinco janelas manuelinas adensa-se se se pensar nos cinco impérios/Quinto Império e no Pentecostes). É tida como o expoente máximo do manuelino. Está recheada de alusões às Descobertas e à História de Portugal. A fachada em que está incrustada é uma imensa peça artística que lhe complementa o significado e vinca outras alusões, incluindo a de que os tabuleiros da Festa dos Tabuleiros tivessem sido inspirados nos botaréus que ladeiam aquele espaço.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

648. HISTÓRIA CONCISA DO AQUEDUTO (1)


Agora, que a Camara Municipal de Tomar deu luz verde a um promotor privado (chiu!... é segredo. Não se pode saber quem é....) para a construção de um empreendimento turístico na zona do aqueduto dos Pegões, os tomarenses voltam-se, de novo, para este componente monumental do complexo patrimonial do Convento de Cristo. Já aqui refreimos que não temos uma visão imobilista do património, bem pelo contrário. As pedras devem ser postas ao serviço da comunicação com as gerações vindouras, a quem devem passar o testemunho daquilo que representam. A economia, designadamente através do turismo, deve ser um instrumento activo e dinâmico dessa relação dos povos com a memória, mesmo que seja através do lazer e do entretenimento. Isto, claro, desde que não se ponham em causa os monumentos e que as intervenções valorizem e não degradem os espaços onde são implantadas. Parece-nos, assim, ser este o momento oportuno para mais uma série Nabantia, concretamente a "História Concisa do Aqueduto dos Pegões.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

1607. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (4)


Em 1764, a área ocupada pela Freguesia era a mesma de hoje. Nessa altura o seu nome era Freguesia de Igreja Nova, Nossa Senhora da Conceição ou Santa Maria era o orago da freguesia, cujo cura, o prior da Matriz de Santiago de Torres Novas, da qual era filial, anualmente apresentava o seu rendimento que rondava os 100.000 réis, pagos pelos Fregueses. Não se sabe a data em que o concelho de Paialvo deixou de funcionar como tal, mas sabemos que quando terminou a função passou para o concelho de Torres Novas até 1836, passando depois a pertencer ao concelho de Tomar como Freguesia de Paialvo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

14. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (III)

(Forum)

A antiga cidade romana Seilium/Sellium, foi fundada pelo imperador Augusto, provavelmente entre 16-13 a. C., ascendendo à categoria de Município, sob o reinado dos Flávios. Ocupando uma área privilegiada em relação a outras tantas civitates do convento escalabitano, assumia as funções de caput viarium do sistema viário, que atravessava a região. A descoberta do Forum, além de outros vestígios urbanos (bairros residenciais, mercado, arruamentos, saneamento básico), evidenciam o plano fundacional desta capital da civitas. O estudo das pré-existências e dos materiais exumados, foram revelando a área aproximada da cidade, de proporções médias, organizada no modelo ortogonal de ruas e quarteirões, e com os edifícios públicos e os núcleos habitacionais, distribuídos, segundo princípios de racionalidade, de grandeza e funcionalidade. O modelo urbanístico e arquitectónico da capital da civitas, define-se pela localização do Forum, onde hoje se ergue, grosso modo, o edifício dos Bombeiros Municipais, na margem esquerda do Nabão. O que se conserva do Forum (basílica, cúria, praça pública e tabernae), adjacente a duas ruas perpendiculares entre si - o cardus e o decumanus – permite-nos potenciar a área ocupada pelo Monumento do poder público e religioso, para além da detecção de outros potenciais equipamentos urbanos (termas, templos).
Fonte: ESTA, IPT (Profª. Maria de La Salete da Ponte)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

22. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (VIII)

(Castelo de Tomar)

No que diz respeito a elementos românicos existentes no castelo, a Torre de Menagem é sem duvida um elemento a destacar. A Torre de Menagem foi introduzida no nosso país pelos Templários. Ao longo dos séculos, o recinto do Castelo foi ocupado com outras construções, nomeadamente pelo conjunto do Convento de Cristo, que esta classificado como Património Mundial. O Castelo dos Templários apresenta uma arquitectura militar com uma junção dos estilos românico, gótico e renascentista, é composto também por uma dupla cintura de muralhas. Estas muralhas, uma encontra-se em plano superior apresentando uma planta poligonal irregular com algumas faces curvas nascendo junto á entrada da Casa do Capítulo e terminando na Torre de Dona Catarina, outra destas muralhas encontra-se num plano inferior ligando a fachada leste da Charola à zona Sul da Alcáçova que correspondia à vila fortificada da Baixa Idade Média. O Castelo dos Templários tendo como tipologia uma arquitectura militar encontra-se classificado como Monumento Nacional."

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

46. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (XIX)

Em 1983, a UNESCO reconheceu o conjunto Castelo Templário-Convento de Cristo como Património Mundial e no início dos anos 90 deram-se os primeiros passos para a recuperação e consolidação do Centro Histórico. No século XXI, Tomar conta com algumas instituições culturais nascidas no século XIX, casos das bandas Gualdim Pais, Nabantina e Payalvense. Já no século XX, a reabertura do Teatro Paraíso, o Museu de Arte Contemporânea e um grande complexo desportivo aquático, reforçam a vocação sócio-cultural de Tomar.
Fonte: CMT

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

48. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (XX)

O plano da cidade medieval organiza-se em cruz com os 4 braços apontando os 4 pontos cardeais marcados pelos 4 conventos da cidade. O centro, onde se situam a Câmara Municipal e a Igreja Matriz, é a Praça da República, a partir da qual irradiam os principais edifícios públicos e religiosos: a sul, a Sinagoga, o antigo Hospital da Misericórdia,o Convento de S. Francisco e o antigo Rossio da Vila; a norte, a sede da Assembleia Municipal, as capelas de S. Gregório e da Senhora da Piedade e o antigo Convento da Anunciada; a oeste, a colina do Castelo, a Ermida da Senhora da Conceição e o Convento de Cristo; a leste, a Ponte, as antigas Moagens e Moinhos da Vila, o Convento de Santa Iria, a saída para a Igreja de Santa Maria do Olival e zona escolar da cidade, com o Instituto Politécnico a rematar. Perseguindo esta geometria simbólica, é interessante constatar que, com centro na igreja manuelina, à Praça da República, se gera a circunferência que une a Charola do Convento (oratório templário) aos Conventos da Anunciada, de Santa Iria e de S. Francisco. Eis, assim, o círculo, qual espaço sagrado!, dentro do qual se desenvolveu Tomar.
Fonte: CMT

sábado, 8 de dezembro de 2007

20. HISTÓRIA CONCISA DE TOMAR (VI)

(Santa Maria do Olival)

A instalação dos Templários na futura Thomar começou pela edificação de Santa Maria, mais tarde Olival. Ali tiveram os freires cavaleiros o seu primeiro assentamento. Os colonos fixaram-se e aqueles começaram a construír a fortaleza e o templo, a desbravar terrenos e a cobri-los com grandes manchas de olival. Com os Templários, é um programa urbanístico que tenuemente se inicia. Nascem alguns arruamentos, cresce o casario e a população. Constroem-se hospitais, albergarias e capelas. Em Junho de 1174, D. Gualdim Pais concede a segunda carta de foral à vila de Tomar, o primeiro fora em 1162. Mesmo com o fim da Ordem, por razões internacionais, a sua presença é notada ainda hoje, até porque condicionou todo o futuro da povoação.
Fonte: ANAFRE

segunda-feira, 5 de maio de 2008

216. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DE TOMAR (12)


Apesar das múltiplas alterações que tiveram lugar no recinto fortificado ao longo dos séculos, a maior parte delas relacionada com as sucessivas campanhas de alargamento do Convento de Cristo no sector Oeste, são ainda numerosos e significativos os elementos românicos do castelo. Entre eles destaca-se a Torre de Menagem, com planta no formato rectangular, dividida internamente em três pavimentos. No segundo pavimento encontra-se uma inscrição em latim, repetida na lápide comemorativa do cerco muçulmano de 13 de Julho de 1190 na escadaria que leva ao terreiro da Charola, informando ao visitante: Na era de 1198 (1160 da era de Cristo), reinando Afonso, ilustríssimo rei de Portugal, D. Gualdim, mestre dos cavaleiros portugueses do Templo, com os seus freires, começou no primeiro dia de Março a edificar este castelo, chamado de Tomar, que, acabado, o rei ofereceu a Deus e aos cavaleiros do Templo.

Fonte: Wikipedia

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

517. HISTÓRIA CONCISA DAS FEIRAS DE TOMAR (2)

A feira henriquina ficou conhecida como a Feira de S. Tiago. Na autorização real constava autorização de uso e porte de arma para os feirantes, utilização de montadas sem receio de requisição, e ainda as garantias de não serem presos, acusados ou procurados por crimes praticados fora da vila ou do seu termo. Na Carta de Feira Franqueada de Tomar, dada em 1421 por D. João I, estabelecia-se ainda que os corregedores (representantes do Rei nas comarcas, magistrados que administravam a justiça) e os meirinhos (oficial de justiça, que tinha o dever de prender, citar, penhorar e cumprir quaisquer mandados judiciais, provem do latim "majorinus"), apenas podiam ir à feira comerciar.