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domingo, 23 de agosto de 2009

1628. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (7)

A paróquia de Paialvo foi um priorado da apresentação real. Pertenceu ao arciprestado de Torres Novas, tal como a Asseiceira, até à extinção do Isento de Tomar. Foram seus donatários o 1.º e o 2.º Conde de Linhares, de 1789, curiosamente o ano da eclosão da Revolução Francesa, até 1836, ano da grande reforma administrativa do País encetada por D. Maria II. Nesse ano, o concelho foi extinto e a freguesia anexada a Tomar definitivamente.

sábado, 22 de agosto de 2009

1623. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (6)

O concelho de Paialvo foi considerado extinto em 1836 mas, a 23 de Fevereiro de 1837 ainda não tinha entregue o seu cartório. A documentação relativa ao cartório do concelho foi depositada na Câmara de Torres Novas, tendo posteriormente desaparecido num incêndio. Com a extinção legal do concelho de Paialvo, a Freguesia de Paialvo passou a ficar ligada ao concelho de Tomar. Apesar da sua extinção como Concelho só se ter efectuado em 1836, há indicações de que a Vila de Paialvo já não funcionava como tal. Pela leitura do Alvará de D. Henrique se percebe facilmente as divergências entre Tomar e Paialvo, o que terá levado a que o povo de Paialvo passasse para o concelho de Torres Novas. Em 1757 tinha 361 fogos com 1019 habitantes. Em 1774, foi construída a Igreja Nova em Carrazede, que ainda hoje existe. As relíquias do velho concelho, como o Pelourinho e o edifício onde funcionou a sede do concelho, podem ser apreciados na sua plenitude, visto encontrarem-se em bom estado de conservação.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

1616. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (5)


De todos os factos históricos da actual freguesia de Paialvo, sem dúvida que os anos em que se formou concelho próprio, cujas estruturas são ainda visíveis, pelo menos em parte, foram os mais brilhantes de quantos já viveu esta população. Amorim Rosa, em 1965, referia na sua “História de Tomar” que “se é verdade o aforismo que os povos felizes não têm história, a vila de Paialvo deve ter sido feliz, pois dela nada encontramos na Torre do Tombo; nem sobre este nome (com melhor ou pior ortografia) nem sob o de Paio Alves ou de Igreja Nova”. Se nenhum outro mérito esta pequena notícia tiver, ao menos que sirva para desmentir o consagrado autor tomarense. Com efeito, Nossa Senhora da Conceição de Paialvo foi importante ao ponto de ter sido sede de um concelho de relativa nomeada. Desse poder municipal que a freguesia já teve, resta o pelourinho, imóvel de interesse público constituído por uma coluna de pedra que assenta sobre um escadeado de três degraus. Acima dos quatro ferros, ergue-se um corpo piramidal, coroado por uma bola (está actualmente classificado como imóvel de interesse público pelo IPPAR, desde 1993: http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=74612). A coluna tem, a meio do fuste, um anel. A existência da cadeia municipal e a câmara concelhia revela-se ainda hoje através de alguns (poucos) vestígios.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

1607. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (4)


Em 1764, a área ocupada pela Freguesia era a mesma de hoje. Nessa altura o seu nome era Freguesia de Igreja Nova, Nossa Senhora da Conceição ou Santa Maria era o orago da freguesia, cujo cura, o prior da Matriz de Santiago de Torres Novas, da qual era filial, anualmente apresentava o seu rendimento que rondava os 100.000 réis, pagos pelos Fregueses. Não se sabe a data em que o concelho de Paialvo deixou de funcionar como tal, mas sabemos que quando terminou a função passou para o concelho de Torres Novas até 1836, passando depois a pertencer ao concelho de Tomar como Freguesia de Paialvo.

domingo, 16 de agosto de 2009

1591. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (3)

Diz a lenda que o nome de Payalvo teve origem no nome de uma personagem histórica, de sua mercê Paio Alves. Há registo de um alvará em favor de Paialvo, de 1454, passado em Tancos pelo Infante D. Henrique. Os habitantes desta vila solicitaram a sua intervenção, para que pudessem pagar as primícias em Santarém, visto ser lá que vendiam os seus produtos e não em Tomar. O despacho do Infante foi favorável aos homens da vila de Paialvo. A vila de Paialvo teve o seu foral alguns anos depois deste alvará em 1500. Teve Câmara, Cadeia e Pelourinho, ou seja, autonomia e justiça própria.

sábado, 15 de agosto de 2009

1584. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (2)

Paialvo situa-se a sudoeste do concelho e confina com as freguesias de Assentis, Paço e Olaia, do concelho de Torres Novas, Atalaia, do concelho da Barquinha, Madalena e Asseiceira, do concelho de Tomar. O seu brasão é representado por um escudo vermelho, um pelourinho de prata, entre duas palmas de ouro, postas em pala. Uma coroa mural de prata de quatro torres e listel branco, com a legenda a negro: “Paialvo”. A simbologia do brasão é a seguinte: a coroa mural de prata de quatro torres significa que Paialvo já foi concelho; o pelourinho de prata, representa um monumento histórico existente na vila de Paialvo; as duas palmas de ouro representam os Santos Mártires da cidade de Concórdia. A bandeira da freguesia é amarela com cordão e borlas de ouro, em haste e lança, também de ouro. O seu selo está nos termos da lei e contém a legenda: “Junta de Freguesia de Paialvo - Tomar”.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

1565. HISTÓRIA CONCISA DE PAYALVO (1)

Há mais história em Tomar para além do Castelo e do Convento. O Nabantia retoma hoje as suas histórias concisas e começa por uma freguesia com mais patine. Paialvo é uma freguesia do concelho de Tomar, com 22,26 km² de área e 2850 habitantes, segundo o censo de 2001, com uma densidade de 128,0 hab/km². A freguesia de Paialvo é constituída por treze lugares: Bexiga, Carrascal, Carrazede, Casal Barreleiro, Charneca da Peralva, Curvaceiras, Delongo, Fontaínhas, Mouchões, Paialvo, Peralva, Soudos e Vila Nova. Foi vila e sede de concelho, constituído por uma freguesia, até 1836. Tinha, em 1801, 1407 habitantes. A freguesia possui ainda sete capelas e a Igreja Matriz. Pela grafia arcaica, Paialvo escrevia-se Payalvo. A letra Y foi oficialmente suprimida do alfabeto português pelo Formulário Ortográfico de 1943.

terça-feira, 31 de março de 2009

1045. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DO ALMOUROL (7)

Este D. Ramiro vivia no castelo com a sua mulher e a filha, Beatriz. Apesar de prisioneiro do fidalgo guerreiro, jovem mouro jurou vingar a morte da sua mãe e irmã. Escolheu para alvo desta sua vingança, as duas damas do castelo, a mulher e a filha de Ramiro. À esposa do cavaleiro, fez tomar todos os dias, sem que o soubesse, um veneno de acção lenta que pouco a pouco a fez definhar e morrer. Angustiado com a perda, D. Ramiro parte para novas batalhas, deixando Beatriz confiada à protecção do mouro. Então, o amor, correspondido, entre os dois foi mais forte e a jura de vingança ficou abandonada. Regressado das batalhas, o nobre tinha outras intenções para a sua filha: que esta casasse com um jovem cavaleiro da sua fé.

quinta-feira, 26 de março de 2009

1025. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DO ALMOUROL (3)


Estas últimas características constituem dois dos elementos inovadores com que os Templários pautaram a sua arquitectura militar no nosso país. Com efeito, como deixou claro Mário Barroca, a torre de menagem é estranha aos castelos pré-românicos, aparecendo apenas no século XII e em Tomar, o principal reduto defensivo templário em Portugal. A torre de menagem do castelo de Almourol tinha três pisos e foi bastante modificada ao longo dos tempos, mas mantém ainda importantes vestígios originais, como a sapata, que nos dá a dimensão geral da estrutura. Por outro lado, também as muralhas com torreões adossados, normalmente providas de alambor, foram trazidas para o ocidente peninsular pela Ordem, e vemo-las também aplicadas em Almourol.

quarta-feira, 25 de março de 2009

1019. HISTÓRIA CONCISA DO CASTELO DO ALMOUROL (2)

As origens da ocupação deste local são bastante antigas e enigmáticas, mas o certo é que em 1129, data da conquista deste ponto pelas tropas portuguesas, o castelo já existia e denominava-se Almorolan. Entregue aos Templários, principais responsáveis pela defesa da capital, Coimbra, o castelo foi reedificado e assumiu as características arquitectónicas e artísticas essenciais, que ainda hoje se podem observar. Através de uma epígrafe sobre a porta principal, sabemos que a conclusão das obras foi em 1171, dois anos após a grandiosa obra do Castelo de Tomar. São várias as características que unem ambos, numa mesma linha de arquitectura militar templária. Em termos planimétricos, a opção foi por uma disposição quadrangular dos espaços. Em altura, as altas muralhas, protegidas por nove torres circulares adossadas, e a torre de menagem, verdadeiro centro nevrálgico de toda a estrutura.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

942. UPGRADE

Nem de propósito: depois da publicação de uma História concisa da Leitura Pública em Tomar, um novo passo foi dado: O Templário passa a disponibilizar os fundos bibliográficos das bibliotecas públicas de Tomar, da Municipal e das escolares. Um serviço público, sem dúvida.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

940. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR

Chegou ao fim a publicação da série História Concisa da Leitura Pública Em Tomar. Sendo certo que é sempre possível fazer melhor, e certamente melhor se fará no futuro, com o empenho de todos, Tomar pode orgulhar-se de ter uma boa Biblioteca Municipal, com um fundo razoável e bastantes actividades em benefício da cultura e da população. A série pode ser consultada aqui.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

938. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (18)

As fontes utilizadas nesta História Concisa da Leitura Pública em tomar foram o sítio da Camara Municipal de Tomar e a Wikipedia.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

933. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (17)

As actuais instalações da Biblioteca Municipal de Tomar situam-se na Alameda dos Templários e foram inauguradas no dia 15 de Novembro de 1997 pelo então Presidente da Camara Municiapal, Pedro Marques, apesar de, como aliás refere a lápide evocativa, ter sido uma obra realizada ao longo dos mandatos de 1990/1993 e 1994/1997. O projecto de arquitectura foi de autoria do Arq. Sérgio de Sousa e da Arqª. Margarida Belchior. O projecto foi premiado pelo Ministério do Ordenamento e Planeamento do Território. À nova Biblioteca foi dado o nome do benemérito António Cartaxo da Fonseca, em reconhecimento do contributo que deu à Biblioteca. O seu Regulamento pode ser consultado aqui.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

929. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (16)

A Biblioteca Municipal de Tomar, para além do apoio contratual do IPLB (Instituto Português do Livro e das Bibliotecas), recebeu da Fundação Calouste Gulbenkian a doação do fundo documental pertencente à Biblioteca Fixa nº 72 de Tomar que passou, deste modo, a integrar o acervo da nova Biblioteca.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

923. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (15)

O Decreto-Lei nº 111/87 de 11 de Março pode considerar-se um marco histórico para o progresso e desenvolvimento da leitura pública em Portugal. Dizia o seguinte:
"O Governo decreta, nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 201.º da Constituição, o seguinte:
Artigo 1.º Para execução de uma política integrada de desenvolvimento da leitura pública no quadro da rede de bibliotecas municipais, o Ministério da Educação e Cultura é autorizado, nos termos do artigo 14.º da Lei n.º 1/87, de 6 de Janeiro, a estabelecer, através do Instituto Português do Livro e da Leitura, com os municípios contratos-programa nos quais se regulamente aquilo que for necessário à intervenção complementar de ambas as partes.
Art. 2.º Compete aos municípios a apresentação ao Ministério da Educação e Cultura de um programa de intervenção, nos termos definidos no presente diploma.
Art. 3.º Os contratos-programas referidos no artigo 1.º deverão ter um período de vigência mínimo de quatro anos e contemplar obrigatoriamente os seguintes elementos:
a) Identificação, localização, construção ou adaptação de edifícios e respectiva área de protecção e reserva;
b) Projecto, adjudicação e acompanhamento e vistoria final da obra;
c) Definição das características do equipamento;
d) Constituição e actualização periódica dos fundos documentais;
e) Plano de actividades culturais.
Art. 4.º Ao Ministério da Educação e Cultura, independentemente do apoio a conceder, que incide nas áreas anunciadas no artigo anterior, caberá promover a formação de pessoal técnico especializado, não podendo, em qualquer caso,
suportar os encargos com o quadro de pessoal que os municípios venham a criar nem as restantes despesas permanentes. "
Ou seja: este Decreto-Lei definiu um novo instrumento legal, os contratos-programa, que permitia a concretização efectiva do apoio técnico e financeiro do Estado à criação de uma Rede de Leitura Pública, competindo às autarquias a responsabilidade da criação e manutenção das suas bibliotecas. Em 1989 a Camara Municipal de Tomar adere à Rede de Leitura Pública através de um contrato-programa com o ex-IPLL (Instituto Português do Livro da Leitura) contrato esse que passou pela construção do edifício para instalar a Biblioteca Municipal, aquisição do equipamento e mobiliário assim como do fundo documental.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

905. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (14)

Para o enriquecimento dos fundos bibliográficos contribuíram vários cidadãos tomarenses, numa demonstração de amor à terra e à cultura. Contribuiu de forma notável, apaixonadamente, António Cartaxo da Fonseca, não apenas pela quantidade de obras doadas, mas sobretudo, pelo valor documental que elas possuem. Outros beneméritos, entre muitos, não podem ficar esquecidos: Vieira Guimarães, Augusto Tamagnini, Fernando (Nini) Ferreira, Fernando Lopes-Graça e José-Augusto França. Manoel de Matos oferece uma valiosa colecção de moedas, tapeçarias e o mobiliário para o edifício da Rua Silva Magalhães. E assim se constituiu a biblioteca pública de Tomar.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

878. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (13)

Com o regime saído do golpe militar de 28 de Maio de 1926 e a consolidação do “Estado Novo” pretende-se combater o analfabetismo e defende-se a necessidade da leitura domiciliária mas...” com as convenientes cautelas e segurança...”. Não fosse o diabo tecê-las ... A biblioteca pública em Tomar, tal como outras bibliotecas públicas portuguesas, constitui o espelho da política cultural do regime. Em 1963 a Câmara toma conhecimento do despacho do Ministério das Obras Públicas que aprova o projecto da “Reconstrução da Casa Quinhentista e sua adaptação a Biblioteca Municipal”. Manuel da Silva Guimarães desenvolveu, nesta fase, um louvável trabalho manifestado quer na organização do espaço, quer sobretudo, na organização dos fundos bibliográficos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

865. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (12)

Apesar de extremamente avançada para a época e talvez por isso mesmo, a lei de D. António da Costa não se revelou de fácil execução, não apenas em Tomar como em muitos outros municípios. A sua aplicação foi lenta e progressiva, esbarrando em muitos obstáculos de natureza ora financeira, ora política. A I República, muito sensível às matérias da educação e da sua democratização, não ficou indiferente perante a inoperância que revelaram as bibliotecas públicas. Em Tomar, através da Deliberação de 5 de Maio de 1913, a Câmara decide a “reorganização” da Biblioteca, em execução do Decreto com força de Lei de 18 de Março de 1911, onde se lia: “o franco acesso à Biblioteca, a ampla leitura domiciliária, as colecções móveis, as salas para crianças, a leitura no caminho de ferro, nos hospitais e nas prisões - esse conjunto de meios que, além de facilitar o livro, solicitam o leitor, offerecendo-lh’o em todas as condições, enviando-lh’o para todos os pontos, tem sido completamente posto à margem neste país”.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

860. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (11)

A história da leitura pública em Tomar encontra as suas raízes no espírito da lei de 2 de Agosto de 1870 de autoria de D. António da Costa. Esta lei criou as bibliotecas populares. No seu Preâmbulo lia-se que: “a parte da população que já conseguiu a vitória do aprender, tem sede da leitura, e é necessário que os poderes públicos, de acordo com a acção municipal e com a iniciativa particular, lhe mitiguem essa sede”. Neste sentido, a Câmara Municipal de Tomar, na sua sessão de 21 de Janeiro de 1876, pede a concessão de livros para a Biblioteca Popular de Tomar que se propõe instalar numa das dependências dos Paços do Concelho.