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sexta-feira, 10 de julho de 2009

1445. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (121)

A câmara de Peniche anunciou hoje que vai investir 10 milhões de euros até 2011 na requalificação urbana da cidade e na recuperação do fosso da muralha, depois de ter obtido parte do financiamento através de fundos comunitários. “Com esta intervenção a cidade de Peniche não será o que era, uma vez que o investimento vai aumentar a competitividade territorial, tornando-a mais atractiva, o que irá trazer mais-valias ao desenvolvimento económico”, afirmou à agência Lusa o presidente da câmara, António José Correia (CDU). A principal intervenção vai ser feita no fosso da muralha que, por estar assoreado e com lamas poluídas devido à descarga de esgotos da cidade até 2001, vai ser limpo e transformado num espaço de recreio náutico. A zona envolvente vai ser também requalificada em termos paisagísticos, estando prevista a recuperação da margem nascente do fosso, a construção de duas travessias pedonais e de uma ponte rodoviária para substituir a actual, a criação de espaços verdes e lúdicos e a iluminação pública das muralhas. Uma eclusa vai ser também construída na zoa do Cais das Gaivotas para permitir um nível mínimo de água, na praia mar e baixa-mar, para facilitar a entrada de pequenas embarcações. O mercado municipal, o museu paroquial, a igreja de São Pedro e vários espaços públicos vão ser também requalificados, assim como vão ser criados novos espaços para associações locais. A autarquia viu aprovada a candidatura ao programa Polis XXI - “parcerias para a regeneração urbana”, tendo obtido um financiamento de 5,9 milhões de euros através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. A autarquia vai investir 2,9 milhões de euros em conjunto com várias associações locais, aos quais acresce um milhão de euros por parte do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, no que à recuperação do fosso da muralha diz respeito. Para concretizar as obras e “não perder” os fundos comunitários, António José Correia adiantou que o município pretende pedir um empréstimo no valor de 2,1 milhões de euros.

Fonte: Lusa.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

1438. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (120)

Em Tomar alguns divertem-se a encher chouriços mas a verdadeira feira dos enchidos vai ser em Vila de Rei... A XX Feira de Enchidos, Queijo e Mel (FEQM), organizada pela Câmara Municipal de Vila de Rei, vai voltar a animar todos os visitantes entre os dias 25 de Julho e 2 de Agosto. Do programa, consta a 11ª edição da Feira do Livro, exposições, tasquinhas, animação de rua, concertos, karaoke, jogos tradicionais e diversas actividades desportivas. De referir, também, a realização da 14ª Colheita de Sangue e de rastreios de cardiologia e à tensão ocular. Para animar as noites de festa, os palcos principais vão receber artistas de diferentes estilos musicais, sendo de notar os cabeças de cartaz:

Quim Barreiros, Fernando Correia Marques, Deolinda e Susana Félix. O evento conta com cerca de 120 expositores oriundos de vários pontos do país, que apresentam, além da gastronomia regional, artigos em artesanato e representativos dos sectores industrial, comercial e de serviços. Os visitantes podem provar os saborosos enchidos, queijo e mel da região, apreciar o típico artesanato local e deliciar-se com a rica gastronomia da terra nas esplanadas instaladas no recinto da Feira.

Fonte: Rádio Hertz.

terça-feira, 7 de julho de 2009

1434. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (119)


A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova está a estudar uma candidatura do concelho a património da humanidade, disse hoje à Lusa o presidente da autarquia, Álvaro Rocha. “A candidatura está em fase de estudo juntamente com a Universidade de Coimbra”, explicou o autarca. “Primeiro vamos orçamentar todo o trabalho, que vai ter por base as tradições pascais e abarcar o nosso património, em termos edificados e humanos”, acrescentou. Segundo Álvaro Rocha, “os cantos e tradições pascais de Idanha-a-Nova são únicos e foram conservados ao longo de muitas centenas de anos". "São um património imaterial e genuíno, que passou de geração em geração”, considerou. Algumas das tradições pascais que perduram tiveram origem pré-romana, juntando-se com outras contemporâneas. O Terço dos Homens, as Procissões Corridas e dos Sete Passos são manifestações espontâneas da população nas freguesias raianas. Há ainda o Lava-pés pelo Provedor da Misericórdia, os Santos Passos e momentos marcantes da história da Páscoa cristã, como o Descimento da Cruz, o Santo Sepulcro, a Ceia dos Doze ou o Queimar das Cinzas em Sábado Santo. “Somos um concelho muito grande em que as santas casas da Misericórdia tiveram um papel muito forte na preservação de todas estas tradições”, realçou Álvaro Rocha. Para além da preservação das tradições mais genuínas, o autarca vê na possibilidade da candidatura “mais um trunfo turístico”. “É natural que saibamos usar todas as armas que temos e esta pode ser mais uma forte arma de divulgação do concelho”, concluiu.

Fonte: Lusa.

domingo, 5 de julho de 2009

1429. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (118)

A XIV Expedição Científica do Departamento de Biologia da Universidade dos Açores vai decorrer na ilha de Santa Maria entre 12 e 19 de Julho, envolvendo 76 pessoas entre investigadores, estudantes e pessoal de apoio. Nesta expedição científica vão ser desenvolvidos vários estudos que visam aprofundar os conhecimentos existentes sobre a vida e o ambiente na mais antiga ilha do arquipélago açoriano, com cerca de 10 milhões de anos. Assim, no quadro do estudo da flora local, está prevista, entre outras actividades, a actualização do catálogo de plantas vasculares e a recolha de sementes, mas os investigadores vão também actualizar as listas de vertebrados terrestres e o inventário da cadeia trófica das pragas agrícolas, nomeadamente da lagarta-das-pastagens e da mosca-da-fruta. A actualização do conhecimento da biodiversidade marinha e de água doce é outro dos objectivos desta expedição, que também pretende realizar uma inventariação da fauna de invertebrados marinhos, com especial incidência nas áreas protegidas, além de uma caracterização dos trilhos pedestres existentes em Santa Maria.

Fonte: Lusa.

sábado, 4 de julho de 2009

1428. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (117)

A antiga praça de touros de Redondo (Évora), construída na década de 50, reabre domingo transformada em Coliseu, apta para acolher também eventos culturais e desportivos, depois de uma requalificação que custou 2,7 milhões de euros. "É um equipamento histórico que estava em avançado estado de degradação e que já não permitia, há vários anos, a realização de espectáculos tauromáquicos", explicou hoje à agência Lusa o presidente do município, Alfredo Barroso. As obras de requalificação, que rondaram os "2,7 milhões de euros", dos quais "1,2 milhões foram comparticipados por fundos comunitários", duraram cerca de "um ano e meio".

"Optámos por uma intervenção de requalificação urbana para que, além da valência taurina, a praça possa também acolher espectáculos culturais e desportivos", afirmou o autarca. O Coliseu de Redondo, a inaugurar às 17:00 de domingo, conta agora com uma cobertura não amovível e cadeiras para os espectadores, entre outras melhorias, tendo sido ainda remodelados o espaço envolvente e os acessos. "A capacidade da praça também foi diminuída. O número de lugares para os espectáculos taurinos chega aos 2.100, enquanto que, para os outros tipos de espectáculos, a capacidade é para 3.000 pessoas, através da colocação de cadeiras no espaço da arena", revelou Alfredo Barroso. Implantado numa área de dois mil metros quadrados, o equipamento foi também dotado de parque de estacionamento e ficou interligado com o campo de jogos vizinho. "Foi criado um ambiente de conforto bastante grande e estão garantidas a funcionalidade e a segurança", afiançou o autarca.

Com este equipamento, o presidente da Câmara Municipal garantiu que, juntamente com o Centro Cultural já existente, o concelho de Redondo tem condições para integrar "o roteiro nacional da cultura", oferecendo "condições com qualidade". A inauguração do Coliseu do Redondo é marcada por uma Gala do Fado, com fadistas como António Pinto Basto e Vicente da Câmara, seguindo-se, no dia 12, a primeira corrida de touros. "Os dois espectáculos são gratuitos", adiantou o presidente do município, explicando que a gestão do espaço vai ser partilhada entre uma associação local, para os eventos taurinos, e a câmara, para os outros espectáculos culturais e desportivos.

Fonte: Lusa.

1427. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (116)

A contar com mais de 11 mil artesãos por todo o país, o artesanato em Portugal parece estar em grande desenvolvimento, a ser exercido, cada vez mais, a tempo inteiro e atento aos meios de inovação. Para o presidente do Conselho Estratégico Nacional de Artesanato (CENA), Abílio Vilaça, o artesanato em Portugal está “de boa saúde e em franco desenvolvimento”. “Cada vez mais é uma actividade a tempo inteiro, com maiores exigências, com concorrência, onde também é necessário envolver-se no domínio da inovação”, adiantou. Deslocações constantes, uma vida nómada, intensa e sazonal. É assim a vida de um artesão que conta, essencialmente, com as Feiras de Artesanato, realizadas em todos o país durante o Verão, para tirar proveito do trabalho executado no resto do ano. “No Inverno é naturalmente um tempo de maior produção, já que a maioria das feiras se realizam no Verão e obriga os artesãos a deslocarem-se para esses espaços impedindo-os de estar a produzir. Diria que no Inverno produz-se e no Verão vende-se.”, explicou Abílio Vilaça.

Para o responsável, “as feiras concelhias e regionais são essencialmente vistas como iniciativas de animação cultural e lúdica, razão pela qual, no Verão, com o turismo e os emigrantes regressados, o sector conhece maior exposição pública pela via de pequenas feiras de artesanato”. “Diria mesmo que cada município tem uma feira de artesanato durante o Verão, situação que também é geradora de muito ruído no domínio da organização dos artesãos”, acrescentou. Quanto à produção, Abílio Vilaça admite que se têm verificado uma grande evolução a nível da tecnologia usada, recorrendo-se a materiais que não existiam antigamente e que, hoje, facilitam o trabalho e “garantem equidade e sobretudo mais qualidade”. No entanto, muitos artesãos optam ainda por seguir os métodos ancestrais.

A maioria dos artesãos creditados trabalha a tempo inteiro e muitos possuem, inclusive, trabalhadores a cargo, com uma tendência para um trabalho estabilizado em “full time”. Apesar disso muitos outros dedicam-se a outras actividades, nomeadamente agrícolas, como complemento dos seus proveitos. De acordo com Abílio Vilaça, estima-se que actualmente estejam ligados ao artesanato mais de 11 mil artesãos em Portugal, apesar do número de pessoas que possuem carta de artesão ronda os 1.800. Desta forma, o sector parece escapar à crise, tomando-se como exemplo o caso da “Adere Minho”, empresa de artesãos que criou um “franchising” para o artesanato minhoto e que está a criar lojas na região da Galiza, em Espanha.
No entanto, muitos artesãos consideram que ainda há coisas a melhorar e que deveria de haver uma “dignificação da actividade, maior reconhecimento e notoriedade, pois o artesanato é também a responsabilidade de manter a memória colectiva e de passar, às novas gerações, a tradição e cultura popular”. Neste momento está a decorrer a Feira Internacional do Artesanato (FIA), na FIL, “a maior de sempre”, onde se apresentam mais de 600 expositores de 45 países, vindos dos cinco continentes. Estima-se que no total estejam presentes, nesta edição, cerca de mil artesãos. De acordo com o director da Feira, Miguel Comporta, “a Feira Internacional do Artesanato regista um crescimento sustentado ao longo dos 21 anos da sua existência, sendo as feiras barómetros de mercado, confirmando a evolução deste sector de actividade”. Para o responsável, a Feira é um impulso ao sector, “desde logo porque leva o artesanato a mais de 100 mil pessoas que visitam habitualmente a FIA e porque tem o objectivo permanente de antecipar a evolução do sector”.

Fonte: Lusa.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

1420. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (115)

Na terra onde nasceu o poeta Raul de Carvalho, que lhe dedicou o poema A vila de Alvito, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira, a biblioteca municipal está sob a ameaça de inundação. É que o equipamento foi construído sobre um lençol freático que debita um constante e elevado caudal de água, bombeado ininterruptamente para a rede de esgotos do concelho do centro do Alentejo. Ler aqui, no Público.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

1413. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (114)

Vale a pena descer o Tejo de avião, desde Espanha até Cascais.

1412. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (113)

A Câmara de Santo Tirso e cinco entidades privadas apresentaram hoje um projecto de recuperação e dinamização das margens do Rio orçado em cerca de 10 milhões de euros. A execução de um percurso pedonal e ciclável que ligue Santo Tirso ao Parque Urbano de Rabada, ao longo de 800 metros, é uma das obras hoje apresentadas em conjunto pela autarquia tirsense, a Fundação de Santo Thirso, a Escola Profissional Agrícola Conde São Bento, o Café do Rio, o Clube de Pesca Desportiva Além Rio e a Associação Desportiva e Recreativa Nossa Senhora da Torre. Este projecto de Parceria de Regeneração Urbana (PRU), denominado “Recuperar as margens do Rio Ave”, prevê ainda, segundo Castro Fernandes, presidente da Câmara de Santo Tirso, o arranjo da frente ribeirinha, a requalificação de caminhos e trilhos e um centro de interpretação ambiental. “O montante de investimento será de 10 milhões de euros, 70 por cento co-financiado pelo FEDER e 30 por cento pela Parceria de Regeneração Urbana, que apresentou uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional”, acrescentou o autarca. A parceria entre as entidades ribeirinhas, pretende dinamizar as margens do Ave com provas de pesca desportiva, espaços lúdicos e a recuperação do percurso dos frades beneditinos.

Fonte: Lusa.

1411. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (112)

A Unesco solicitou ontem ao Estado português uma missão para avaliar no terreno o património cultural de Sintra classificado como Património da Humanidade, soube a Lusa junto de fonte da Comissão Nacional da organização. Ler mais, no Público. Ah pois é. Não há património mundial da humanidade grátis. É preciso tratá-lo, conservé-lo.

1410. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (111)


A praia fluvial das Rocas, que abriu em 2005, colocou Castanheira de Pêra, no distrito de Leiria, no mapa, mas não evitou a desertificação do concelho, admitiu à Agência Lusa o presidente da autarquia. “A desertificação é um problema muito mais complicado”, declarou Fernando Lopes (PS), presidente da autarquia, sublinhando que a sua resolução não é da única responsabilidade do município, tanto mais porque não se circunscreve à fronteira do concelho de menor dimensão do distrito, observou. Aliás, menor é um adjectivo que se repete no discurso do autarca, para apontar que Castanheira de Pêra tem, também, a menor população do distrito. A isto acresce, o que tem menores receitas. Maior, Castanheira de Pêra parece apenas ser na desertificação.

“Este é um problema que não é só nosso”, reiterou o presidente da Câmara Municipal, sustentando que a panaceia para esta espécie de doença do Interior do país não deve ser encontrada apenas no trabalho desenvolvido pelas autarquias. “Precisamos de um conjunto de investimentos de forma integrada”, destacou, apontando a necessidade de “incentivos às empresas, às famílias, às pessoas”, pois “o problema da desertificação do concelho tem a ver com a natalidade, mas também com emprego”. Com 3.350 habitantes distribuídos por duas freguesias, Castanheira de Pêra apenas tem conseguido ver aumentada a sua população no Verão, consequência do investimento de 12,5 milhões de euros na Praia das Rocas, que apresenta como imagem de marca as ondas a 80 quilómetros do mar. “Há dias, no Verão, que conseguimos duplicar a população do concelho”, afiançou o autarca, que exemplificou: “Chegaram, num dia, a estar mais de quatro mil pessoas na praia”. Por isso, Fernando Lopes assume, sem qualquer hesitação, que a praia fluvial das Rocas “já entrou no mapa das férias dos portugueses”. “Vem toda a gente à Praia das Rocas, até as pessoas do litoral”, assegurou, para repetir, mais duas vezes, “até as pessoas do litoral”.

O ambiente envolvente, a qualidade da água e do próprio investimento, e a segurança justificam a preferência, sublinhou o autarca, satisfeito por já se verem frutos. O retorno não é apenas na própria piscina das ondas, que Fernando Lopes classificou como “um dos maiores motores económicos do concelho”. Ganha o comércio, ganham os serviços, ganha a região, destacou o presidente da Câmara, que adiantou: “Já se vêem alguns sinais ao nível do desenvolvimento económico pelo efeito, muito positivo, da praia das Rocas”. “É um investimento que não tem só interesse local, mas regional para não dizer até nacional”, referiu Fernando Lopes, apontando que o desafio seguinte passa por combater a sazonalidade, que devolve à vila, nos restantes meses do ano a tranquilidade do Interior. “Há que vencer essa sazonalidade e encontrar outros motores durante o resto do ano ou, em alternativa, potenciar este investimento como um pólo de outro tipo de actividades para atrair as pessoas”, declarou.

Fonte: Lusa.

sábado, 27 de junho de 2009

1403. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (110)

A Câmara de Matosinhos reabre, domingo o Museu da Quinta de Santiago, um espaço museológico que tem por missão a preservação da memória da cidade, disse hoje à Lusa fonte da autarquia. O Museu, que abriu em 1996, estava encerrado para obras de restauro e ampliação de espaços desde Agosto de 2007. Na mesma ocasião o presidente da Câmara, Guilherme Pinto, inaugura o Espaço Irene Vilar, que acolhe o espólio que a escultora deixou à cidade. O Museu da Quinta de Santiago (MQS), localizado em Leça da Palmeira está particularmente dedicado a preservar a memória das profundas transformações urbanas, sociais e económicas decorrentes do processo industrial e do desenvolvimento portuário de Leixões. Para mostrar esta evolução, o museu socorre-se, não só do próprio edifício no qual se encontra instalado, mas também da arte, nomeadamente (embora não de um modo exclusivo) nas telas de três testemunhas privilegiadas desses acontecimentos, António Carneiro, Augusto Comes e Agostinho Salgado. O MQS é um espaço de memória do que foi a vida de uma família aristocrática e burguesa em Leça da Palmeira na mudança do século XIX para o XX. Nessa época, Leça era um dos mais famosos destinos de férias do Norte do país, e palco de encontro privilegiado de gente da sociedade, assim como poetas, escritores e pintores, entre os quais António Carneiro. A partir do final de Oitocentos, e com a construção do porto de Leixões e depois com a industrialização, todo esse mundo bucólico das margens do rio Leça começa a desaparecer.

Fonte: Lusa.

1402. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (109)

A Biblioteca Municipal da Azambuja vendeu já cerca de 500 livros a 20 cêntimos cada um na quinta edição da Feira do Livro Usado, uma iniciativa de recuperação de livros cujo destino era o abate. A exposição, que conta com centenas de livros antigos de vários géneros literários e que já não podem estar nas prateleiras da biblioteca, tem sido um "sucesso", de acordo com Maria Adelaide Cruz, da Biblioteca Municipal da Azambuja.

Fonte: Lusa.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

1395. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (108)


Apenas os cafés mais carismáticos resistem ao passar dos séculos nas principais cidades portuguesas, seja porque as gerações de cliente não se renovam seja porque o culto da “bica” e dois dedos de conversa tenha mudado de poiso. Nalguns casos, as caras dos estabelecimentos fizeram retoques de cosmética para actualizar a imagem mas outros a memória de outros tempos permanece inalterada. Em Março, a Brasileira de Braga reabriu ao público quando comemorava 102 anos de vida mas manteve o carisma de outros tempos, actualizado com obras de restauração e modernização, que incluíram a criação de duas novas salas no andar superior.
O estabelecimento continua com a frequência habitual. De manhã, reformados, turistas e profissionais liberais, uma clientela que à noite é substituída por intelectuais, professores, artistas, jornalistas, músicos e empresários.

O café havia fechado as portas em Setembro de 2008 para obras, no âmbito de um acordo com a ASAE (Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica), que exigia a renovação da copa e da cozinha. No Estado Novo, A Brasileira era frequentada por opositores de António Salazar, pelo que foi criado um novo estabelecimento, a Nova Brasileira, para satisfazer a procura de simpatizantes do regime. Mais a sul, em Lisboa, a História atribui o lugar de honra ao Café Restaurante Martinho da Arcada, no Terreiro do Paço, inaugurado em 1778 sob o nome “Café da Neve” (ganhou a actual denominação em 1845, quando foi comprado por Martinho Rodrigues) e ponto de encontro habitual de escritores dos séculos XIX e XX, como Fernando Pessoa.

Ainda hoje o poeta tem reservada a sua mesa, onde escreveu parte da sua obra, e os visitantes podem ver um poema escrito pelo próprio num menu. “O Fernando Pessoa é sempre uma referência e nós alimentamos esses espírito, fala-se sobre ele de manhã à noite, nem que seja em conversa…de café. Há muito turismo ligado a ele, aliás, hoje o Martinho sobrevive pelo turismo cultural, com muitos estrangeiros e escolas”, conta à Lusa António Sousa, proprietário do “resistente” estabelecimento há vinte anos. O responsável lamenta que a “aguda” crise económica sentida há anos no país e, em particular, na Baixa lisboeta, tenha atingido um pouco o histórico café: “Agora que a crise é internacional, também a sentimos. Em vinte anos nunca senti uma crise do turismo cultural, mas está muito latente”. Na Baixa de Coimbra, impõe-se pela sua arquitectura de estilo manuelino o café Santa Cruz, junto à igreja do mesmo nome, Panteão Nacional onde está resultado o rei fundador da nacionalidade, D. Afonso Henriques. Inaugurado em 1923, o café Santa Cruz é considerado o mais antigo da cidade, depois de terem desaparecido, nos últimos anos, históricos concorrentes como A Brasileira e Arcádia, também eles cafés do século XX, embora de criação mais tardia.

Segundo o gerente, Victor Marques, o primitivo café-restaurante Santa Cruz “fazia concorrência directa” a outros cafés luxuosos da época, como o Majestic, no Porto, e A Brasileira, em Lisboa. Durante décadas, o Santa Cruz teve colado o rótulo de “café dos unionistas”, os adeptos do popular clube de futebol União de Coimbra, enquanto os academistas frequentavam mais os cafés da zona do largo da Portagem, em especial o Arcádia. “Nos dias que correm, é o único café onde nos sentimos bem. Os empregados são muito simpáticos e o ambiente é esplêndido”, afirma Joaquim Santana, ferrenho “academista” que não se importa de frequentar território adversário.

A Lusa não se devia ter esquecido do mítico Paraíso de Tomar!

Fonte: Lusa.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

1389. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (107)

Sessenta anos depois, pela mão da Galeria Perve, Os Surrealistas "regressaram" à mesma sala, hoje com outras funções. Simbolicamente, a exposição - que é uma homenagem - abriu e vai fechar rigorosamente nos mesmos dias que em 1949: 18 de Junho- 02 de Julho. Lá estão algumas das pinturas e alguns dos desenhos então mostrados, alguns dos poemas então lidos em voz alta, alguns dos objectos. Adicionalmente, são exibidos um curto filme de ficção dos anos 60 realizado por Carlos Calvet, com Mário Cesariny no protagonista, e três documentários de Carlos Cabral Nunes, da Galeria Perve, sobre Cesariny, Cruzeiro Seixas e a última exposição que este último fez em vida. A homenagem completa-se com mais três pólos expositivos em Lisboa: na Perve Galeria, à Rua das Escolas Gerais, 17 e 19, e em duas salas da Rua dos Remédios, números 57, primeiro andar, e 98. Na Perve, a exposição tem por título "Surrealismo abrangente após 1950" e apresenta obras de surrealistas realizadas após a exposição de 1949 e de artistas em que "a influência do Surrealismo é forte", como nos casos de Mário Botas, António Quadros, Raul Perez, João Rodrigues, Gonçalo Duarte, Isabel Meyrelles, José Escada, entre outros. As exposições patentes nas duas salas da Rua dos Remédios - "Revisitação", com obras próximas do ideário surrealista (Liberdade, Amor, Poesia), e "In-situ", com obras realizadas no local - estão "correlacionadas", porque nelas participam basicamente os mesmos artistas. Entre outros, Manuel João Vieira, Inês Marcelo Curto, João Garcia Miguel, Fernando Aguiar, Chris Hales, Stanislav Miler, Ricardo Casimiro, Cabral Nunes, Nuno Espinho. A exposição na antiga sala Pathé Baby encerra a 2 de Julho. As restantes poderão ser vistas até 31 de Julho. Ainda em Lisboa, a 1 de Julho, o Centro Cultural de Belém acolherá o lançamento do livro-objecto artístico de Cruzeiro Seixas "Prosseguimos, cegos pela intensidade da luz", será inaugurada em Alcântara a Galeria Perve Ceutarte e, na Galeria São Bento, abrirá ao público a exposição "Objectos e formas surrealistas".

Mas a homenagem não se circunscreve a Lisboa e vai viajar para outros pontos do país: entre 30 de Junho e 30 de Julho, o Porto poderá ver "Os Surrealistas - ontem e amanhã" na Livraria Lello, que será cenário, no primeiro dia, do lançamento do livro-objecto artístico "Prosseguimos, cegos pela intensidade da luz". Entre 15 de Julho e 30 de Agosto ficará patente em Torres vedras, na Galeria Municipal, a exposição "Albergue da Liberdade", que inclui a estrutura com o mesmo nome levada pelo seu autor, o arquitecto Pancho Guedes, à Bienal de Veneza e entretanto doada para integrar o espólio da Casa da Liberdade Mário Cesariny.

Ler mais no Público.

terça-feira, 23 de junho de 2009

1385. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (106)

O ÚLTIMO DOS REGEDORES

O antigo regedor de Durrães, no concelho de Barcelos, que era a pessoa mais idosa de Portugal, morreu segunda-feira, com 111 anos, e vai hoje a sepultar, disse à Lusa fonte familiar. Nascido a 06 de Janeiro de 1898 (século XIX), António Fernandes de Castro viveu mais de 40.800 dias, cumprindo todo o século XX e entrando pelo século XXI. A sua vida foi repartida entre o trabalho do campo, sobretudo no "ramo" das videiras, onde se revelou um negociante exímio, e o desempenho de vários cargos públicos, tendo sido regedor durante 33 anos. No fundo, era ele quem mandava na freguesia. Podia entrar na casa de qualquer pessoa, mas apenas antes de o sol se pôr. Podia até prender quem infringisse as regras da Nação. No entanto, como o próprio relata num livro que a Junta de Freguesia editou aquando do seu centenário, era "um regedor bom", que nunca prendeu ninguém. Durante dois ou três anos, foi também juiz de paz, com poderes para resolver os pequenos problemas que se passavam no seu território, mas também com autoridade para fazer conciliações em partilhas. Outro cargo que desempenhou foi o de presidente da Junta, tendo sido no seu tempo que nasceu a primeira escola em Durrães, para evitar que os meninos da freguesia tivessem que "emigrar" para outras terras para tirar a quarta classe. Integrou também a Comissão Fabriqueira de Durrães, ficando ligado ao processo de construção da nova Igreja Paroquial. António Castro criou 10 filhos, que lhe deram mais de duas dezenas de netos e quase trinta bisnetos, tendo ainda conhecido dois trinetos. O "senhor regedor", como era conhecido em Durrães, sempre comeu de tudo, e este poderá ter sido, porventura, um dos grandes segredos da sua longevidade. Nos últimos tempos, como contou à Lusa a nora que foi durante largos anos a sua ama, "a coisa ficou complicada", por causa da garganta, "que não deixava passar a comida".

Fonte: Lusa.

1384. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (106)

O Museu de Arte Pré-Histórica de Mação e a empresa Beneficts and Proficts inauguram, na próxima segunda-feira, a arqueomacao.tv no Brasil, com dois espaços museográficos virtuais instalados em rede com o museu português. À parceria público-privada junta-se o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) que, a convite do Governo do Estado do Piauí, inicia nas cidades de São Raimundo Nonato e Guaribas a criação de uma rede de pólos museológicos em todo o Brasil, especialmente vocacionados para o acesso das populações mais pobres ao conhecimento arqueológico. Luís Oosterbeek, director ciêntífico do Museu de Mação, disse à agência Lusa que a arqueomacao.tv “é um projecto de canal de televisão TVIP com o objectivo de, em conjunto com os parceiros aderentes, constituir uma rede de difusão de conteúdos totalmente dedicado à arqueologia e ao património cultural, incorporando um claro sinal de que o combate à fome e à miséria passa pela componente da cultura”. Segundo acrescentou, a criação da tv na internet e a implantação do Programa de Animação Ciêntífica e Artística Digital (PACAD), são “parte integrante” do Projecto de Intervenção Arque-Museográfica do Piauí e “permitirá consultas de arquivos de vídeos e artigos relacionados com os projectos de investigação e museologia arqueológica coordenados pelo Instituto Politécnico de Tomar (IPT), para além das emissões em directo”. O primeiro espaço virtual será instalado na Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), em S. Raimundo Nonato, que coordena o Parque Nacional da Serra da Capivara, reconhecido pela sua arte rupestre e por encerrar os mais antigos vestígios humanos na América, datados de há mais de 50.000 anos. O segundo espaço será instalado no Centro Cultural da cidade de Guaribas, onde o governo brasileiro lançou o programa Fome Zero, “com o intuito de inscrever na matriz do combate à pobreza a componente da arqueologia e da arte rupestre e, sobretudo, o contributo destas para a afirmação da diversidade das culturas num quadro geral de radical unidade”, explicou Oosterbeek. “Em oito anos, vinte milhões de pessoas foram retiradas da pobreza com este programa”, sublinhou. Este responsável acrescentou que o arqueomacao.tv “vai permitir um fácil acesso a todos os conteúdos a custo zero".
"As pessoas poderão, assim, a partir de suas casas e dos seus países, aceder às informações disponibilizadas neste canal de TV por internet”, disse. Os dois espaços serão inaugurados dia 29 de Junho, por ocasião do congresso mundial da IFRAO (Congresso de Arte Rupestre, em S. Raimundo Nonato) e “permitirão não apenas a fruição local, mas também a ligação permanente em vídeo-conferência com o Museu de Arte Pré-Histórica de Mação”. O responsável adiantou que o projecto arqueomacao.tv se estenderá “em breve” a Espanha e ao Senegal. “O trabalho de interacção com os agentes locais com vista ao desenvolvimento de regiões deprimidas é uma das premissas da Rede de Arqueologia Ibero-Americana, e este é um bom exemplo do tipo de parcerias que queremos apoiar, fomentar e desenvolver”, concluiu Oosterbeek.

Fonte: Lusa.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

1380. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (105)


O regresso do lince-ibérico às serras e montados de Moura-Barrancos, no Baixo Alentejo, pode estar mais próximo do que se julga. Em Espanha há registos recentes de animais que chegam bem perto da fronteira. Mas se por cá as condições ecológicas já são “bastante boas”, falta ainda aumentar um pouco mais a população de coelho-bravo, a sua principal presa, e conquistar as populações locais, considera a Liga para a Protecção da Natureza (LPN). Ler aqui, no Público.

domingo, 21 de junho de 2009

1378. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (104)

Compensados ou salto agulha, o formato não importa desde que tenha mais de sete centímetros, regra cumprida pelas cerca de 300 mulheres que hoje participaram na primeira edição da corrida "Saltos Altos". A prova, que já é realizada em várias cidades do mundo, disputou-se pela primeira vez em Portugal no passeio marítimo de Alcântara, em Lisboa, e conseguiu reunir algumas centenas de mulheres, de acordo com a organização, na luta pelo prémio máximo de mil euros em compras. Ora aí está uma corrida que Corvelo de Sousa deve achar um desconforto para as senhoras, ou será que o pavimento do centro histórico ja foi instalado a pensar em mais uma actividade cultural deste género a realizar no futuro pela cultural Camara Municipal de Tomar?...
Fonte: Lusa.

1377. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (103)


O Museu do Caramulo, no concelho de Tondela, anseia por concretizar projectos pensados há já vários anos, mas o facto de ser privado e de escassearem os apoios dos mecenas não o permite. Fundado nos anos 50 pela vontade dos irmãos Abel e João Lacerda, o Museu do Caramulo conta com uma colecção de arte resultante da generosidade de coleccionadores e artistas contemporâneos de renome e outra de automóveis, todos em condições de circular. "Temos que sustentar este museu com a receita das entradas e com mecenato, quando ele existe. Temos de nos estar constantemente a adaptar a essa variação entre ter ou não mecenato, que pode ser uma variação grande", explicou à Lusa o director do Museu do Caramulo, Tiago Patrício Gouveia, acrescentando que as colecções recebem cerca de 30 mil visitantes por ano. Segundo o responsável, o museu tem "um número grande de projectos que gostaria de levar a cabo, mas é extremamente difícil conseguir garantir os fundos necessários para os pôr em prático".

Deu como exemplo a requalificação das salas onde se encontram alguns dos carros mas que servem também para exposições temporárias, que "deviam ser refeitas para suster pesos grandes e poder haver exposições de automóveis independentemente do seu peso". Melhorar a iluminação é também uma necessidade destas salas, bem como das salas de exposição permanente da colecção de arte, que têm ainda problemas no que toca ao revestimento das paredes e à climatização. Segundo Tiago Patrício Gouveia, outros projectos parados por falta de verbas são a construção de acessos para pessoas com dificuldades motoras (rampas e elevadores) e a criação de um centro de documentação pesquisável através da Internet. Pedidos directos ao Ministério da Cultura para estes projectos nem vale a pena, porque os que fizemos deram-nos a entender que não há a menor hipótese de pontualmente apoiar um museu num projecto", contou, dizendo entender a posição, porque "seria injusto para os outros museus".

O museu já teve ajuda dos fundos comunitários para algumas melhorias, nomeadamente restauro de obras, instalação de câmaras de vídeo-vigilância e renovação de imagem. No entanto, não tem tido a mesma sorte para estes projectos pendentes. "O centro de documentação e o acesso para deficientes foi aprovado numa fase final do quadro anterior de apoios comunitários, mas caímos numa situação de rateio e os fundos já não chegaram à nossa candidatura, que ficou em oitavo lugar. Os fundos acabaram na segunda", contou. No que respeita ao Quadro de Referência Estratégico Nacional, Tiago Patrício Gouveia disse não ter conhecimento de que estejam abertos programas para a cultura na Região Centro. Lamentou que em Portugal não exista a aposta no mecenato que considera ter havido noutros tempos, frisando que o Museu do Caramulo "foi inteiramente construído a partir desse espírito de mecenato, tanto o edifício como a colecção de arte, que foi totalmente doada". "Mas não temos sentido isso nos últimos anos", afirmou, dando como bom exemplo de funcionamento do mecenato os Estados Unidos da América.

Fonte: Lusa.