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sábado, 10 de outubro de 2009

1834. A BARRAGENZIZAÇÃO

"“O Templário” deu notícia de uma sondagem, que realizou acerca do aproveitamento da Albufeira de Castelo do Bode. Resultado: 97%, é da opinião que ela não está a ser aproveitada convenientemente. Isto mesmo, tem sido dito por inúmeras pessoas, muitas delas estrangeiras. Nenhum dos presidentes da Autarquia de Tomar depois do 25 de Abril, levou a sério a existência daquela albufeira em nenhum sentido. Como todos sabemos, as freguesias que foram espoliadas dos seus melhores terrenos, hortas, pomares, olivais etc., foram as últimas a ter abastecimento de água ao domicílio. Ainda hoje, em alguns casos “sabe Deus”. Os SMAS sabem de que estou a falar."

Guilherme Duarte, n' O Templário.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

1608. O ESTÁDIO ÚNICO

Sobre o Estádio Municpal de Tomar:

"Deve ser o único estádio onde o clube não factura por não haver muro de vedação. Ultimamente até se falou numa lona, porque o clube talvez subisse à 3.ª Divisão. Sem mais comentários."

Luís Alvellos, n' O Templário.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

1579. O CONGRESSO DAS CONFRARIAS

"Há uma “infinidade” de Confrarias espalhadas pelo Pais, de todos os sabores e para todos os gostos: do bacalhau, da cabidela, do vinho verde, do caracol e do etc. Se se propuser a uma série de Confrarias para se virem divulgar num Congresso organizado para o efeito em Tomar, teríamos uma panóplia de sabores e gostos que poderiam ser partilhados por um vastíssimo público, a exemplo do que se passa no Congresso da Sopa, que os restaurantes tomarenses tão generosamente acarinham. A novidade, neste caso do Congresso das Confrarias, é que a organização não incidiria em restaurantes mas sim em grupos organizados que defendem uma “camisola” sem fins lucrativos e assim, a divulgação dos produtos, seria feita a um custo mais baixo, coisa que juntaria o útil ao agradável ou, neste caso, a fome com a vontade de comer."

Carlos Carvalheiro, n' O Templário.

1578. A NABÂNCIA

"O certo é que as habitações construídas pela Nabância são hoje propriedade dos sócios que as adquiriram, embora subsista o direito de superfície da Câmara Municipal de Tomar sobre alguns terrenos e não há dívidas a trabalhadores, nem à segurança social, nem a fornecedores, apenas ao Estado. A instituição acaba, mas lega a Tomar uma importante realização habitacional, que vai perdurar e que honra todos aqueles que nela se envolveram."

João Henriques Simões, n' O Templário.

1577. ISSO MESMO!

"Começam e não acabam! Triste sina a desta cidade! Decidiram que, à saída da ponte velha, se passaria a poder, novamente, voltar para a Levada. Certo. Mas no sítio onde estava o sinal de proibição antigo, não colocaram um sinal de fundo azul, anunciando as duas possibilidades (para o lado do Mouchão e para o lado da Levada); apenas ficou o da perda de prioridade a quem sai da ponte. Quem desconhecer esta mudança “administrativa” continua a ter que ir dar a volta na micro-rotunda do pelourinho."

José da Graça Sobrinho, n' O Templário.

1575. GOSTAVA DE TER ESCRITO ISTO

"Thomar é cultura.
Contudo não se aproveitam os seus pontos fortes. A cultura thomarense parece coutada de meia dúzia de senhores que assumem como cultura tudo o que produzem, ...mas só o que eles produzem. Arrebanhando recursos escassos.

Thomar, sendo um livro de arte em céu aberto, baluarte das Ordens do Templo e de Cristo e capital esotérica reconhecida internacionalmente, deveria ver a cultura com outros olhos. Deveria haver uma visão estratégica para esta área do saber. Algo que não existe.

Dividir para reinar tem sido o mote para domesticar as iniciativas culturais locais e manter entretido o povo. Este povo mouro que há falta de liderança, prefere as festas de coratos e as romarias de água benta a medidas e programas de fundo que coloquem Thomar no mapa da cultura e da intelectualidade.

E depois, este povo mouro que tanto trabalha quando lhe pedem, vai perdendo o seu tempo a trocar galhardetes e acaba por ser ultrapassado por outros municípios.

A falta de liderança nota-se aqui. Thomar não pode ser mais um concelho idêntico a dezenas (ou centenas) de outros. Tem particularidades que urge aproveitar.

De centro de saber no tempo dos descobrimentos, Thomar é hoje um centro universitário sem marca de relevo. O que tem falhado?...

Enquanto isto vou divagando a mente às voltas na minha tumba (ainda não descoberta...)."

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

1539. AINDA A FESTA DOS TABULEIROS

"A verdade é que a Câmara decidiu pagar estas dívidas sem qualquer razão de interesse público. Não tem de pagar, nem, digo eu, pode pagar. Não existe um único motivo relevante que justifique uma deliberação destas. A não ser que a Câmara tenha deliberado igualmente, o que se desconhece, que depois de pagar a dívida vai exercer direito de regresso contra os membros da Comissão para ressarcir os cofres da autarquia da quantia indevidamente desembolsada."

Jorge Ferreira, no Tomar em Primeiro Lugar.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

1386. SÉTIMA ARTE

"O cinema em Tomar no cine-teatro Paraíso - que se mantém porque a Câmara de Tomar, depois de ter obrigado por concorrência desleal o cinema privado a fechar, sustenta agora este embora com pior serviço - brinda-nos esta semana com mais um filme que conseguiu chegar primeiro aos videoclubes nabantinos do que ao grande ecrã."

Hugo Cristovão, no Algures Aqui.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

1365. "SHOW OFF"

"No nosso entendimento, trata-se mais uma daquelas acções de fachada, que em nada contribuirão para melhorar o que quer que seja por estas bandas. Basta ver o que acontece com o Convento, Património Mundial da UNESCO desde há mais de 25 anos. Que temos ganho nós com isso? Dá Deus nozes a quem não tem dentes? Há pois dá! Mas não adianta continuar à espera que apareça um D. Sebastião para nos salvar. Enquanto os tomarenses não decidirem abandonar a sua conhecida e confortável apatia, não conseguiremos levantar a cabeça, mesmo que os outros continuem a proclamar que nunca baixam os braços.", escreve avisadamente Sebastião Barros, no Tomaradianteira.

Alguém, ainda não percebi bem quem, vai propôr a Festa dos Tabuleiros para património imaterial da Humanidade. Acho muito bem. Apenas pergunto: se não se sabe tratar em Tomar de um, como acreditar que se saiba tratar de dois? Pés na terra e cabeça no sítio é a melhor política e deixem-se de "show off" para as eleições que o povo nao é estúpido!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

1358. BRUXARIA

"Com uma expectável vitória do PS, sem maioria, nas Legislativas de Setembro e a expectável vitória de Paulo Fonseca, pelo PS, na Câmara de Ourém, querem os tomarenses que a sua Câmara seja a única dos grandes Concelhos do Médio Tejo (Abrantes, Ourém, Tomar e Torres Novas) a ser governada por um Partido que não é poder em Lisboa? Não perderia Tomar imenso com tal facto?"

Luís Ferreira, n' O Templário.

Comentário: o conhecido socialista tomarense já dispensa eleições e revela dotes de bruxaria política. Para os socialistas nem era necessário perder tempo com maçadas eleitorais. Afinal, pelo menos em Ourém e no país o PS já ganhou... para quê fazer eleições?...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

1215. BOA PERGUNTA

"PORQUE É QUE UM CONCELHO QUE É ATRAVESSADO POR 2 RIOS, QUE TEM VÁRIAS BARRAGENS ENTRE AS QUAIS A ALFUFEIRA FLUVIAL MAIS CONHECIDA DO PAÍS, E QUE ATÉ DIZ TER COMO PRINCIPAL VECTOR O TURISMO, NÃO TEM UMA PRAIA FLUVIAL??!!"
Hugo Cristovão, no Algures Aqui.

terça-feira, 12 de maio de 2009

1208. MEMÓRIAS

"Um dia, veio um senhor que em nome do progresso, acabou com a velhinha ponte de madeira que no verão unia o Mouchão ao Parque das Merendas, fez uma ponte onde podem passar tanques, tipo forte e feia, arrancou árvores, pôs uns candeeiros e floreiras inconcebíveis e... crime hediondo, arrancou as pedras das ruas, substituindo-as por um pavimento lisinho, iluminado, cómodo (dizem, porque os meus pés não gostam), que transformou a calçada tomarense num chão igual a todos."

Quando eu tinha tranças, pela Maria, no Alcatruzes da Roda.

domingo, 10 de maio de 2009

1201. O NABÃO, ESSE POLIESQUECIDO

"No que respeita às margens do Nabão mais próximas da Cidade constata-se que se torna impossível percorrê-las, na margem esquerda entre o Casal Cordeiro e a borda da vala e na margem direita entre a Ponte do Prado e o Açude de Pedra, como acontecia há alguns anos atrás. É que o crescimento de densa vegetação, por inacção dos proprietários dos terrenos e das autoridades responsáveis e a actuação directa de proprietários ou usuários, instalando cercas com arame farpado e/ou lavrando os campos até mesmo à borda do rio, impedem em absoluto qualquer possibilidade de acesso e da passagem. Afigura-se-nos que a autarquia já devia ter actuado há muito, avançando numa primeira fase para uma limpeza sumária, que possibilitasse a passagem à beira do rio e promovendo actividades de lazer ao longo das margens do rio, que fossem remarcando os percursos pedonais. Aliás, tem de sublinhar-se que a área adjacente ao Açude de Pedra, onde se previa uma actuação no âmbito do Programa Polis, foi sendo, aos poucos, drasticamente reduzida e encontra-se quase vedada ao público, por absoluta inacção da autarquia e do INAG, aproveitada com astúcia pelos proprietários e usuários dos terrenos. Ora, se as entidades públicas se empenhassem na defesa e na protecção do Rio Nabão e das suas margens, como é sua obrigação, as margens manter-se-iam acessíveis aos cidadãos, que as usufruiriam e lhes dariam vida aproveitando o seu belo ambiente natural. Mas, as medidas do Polis de intervenção no Rio Nabão e nas suas margens, nunca saíram do papel, assim se adiando para as calendas a requalificação, a revitalização, a valorização e a defesa de um riquíssimo património natural, que temos a felicidade de possuir e que outros bem desejavam e até mereciam ter. Como diz o povo, dá Deus nozes a quem não tem dentes!!!!!"

João Henriques Simões, n' O Templário.

sábado, 9 de maio de 2009

1200. INSENSIBILIDADE E MAU SENSO

"Na última edição deste semanário apareceu narrado um episódio acontecido na última sessão da Câmara, no período dito “aberto ao público”. Um munícipe, farto de tanto calhau desadequadamente aplicado em renovações de calcetamento, sem fim à vista, escreveu à Assembleia Municipal, apontando anomalias e incongruências nesse assoalhar das ruas do centro Histórico nabantino. No abaixo-assinado juntou-se-lhe um amigo, solidário no mesmo ponto de vista. Como da Assembleia não houve resposta alguma, o referido cidadão foi de viva voz ao tal “aberto ao público”, levando o referido protesto fundamentando até à luz do jurídico. Primeira pergunta: não deveria ser a Câmara a evitar que tais anomalias se manifestassem em obra feita? É que o problema está para além da ignorância técnica ou da insensibilidade. É a inadequação das soluções e dos materiais, é julgar que assim se revitaliza e defende o património, quando o que acontece é a eutanásia cultural. Ou seja, é a diferença que vai das talhas de barro da Asseiceira ao vasilhame de plástico que vem dos moldes de Leiria. Alcatifar com passadeiras de granito baço o que estava decoração de seixos calcários, traz vantagens de regularidade para a sola dos pés, mas nada tem a ver com a originalidade local e só esta motiva as procuras turísticas. Sempre os técnicos se lamentarão que só reaccionários saudosistas se poderão opor a soluções de conforto. Queridos igualitários: a vocês, tão Europa connosco, eu compreendo. O que eu não acerto mesmo é o “morno” dos autarcas que aqui nasceram ou viveram o tempo suficiente para terem a dimensão do antecedente e a obrigação de conhecerem a vantagem política da diferença."

Luís Graça, n' O Templário.

sábado, 2 de maio de 2009

1175. SEMPRE O URBANISMO...

"Este problema da liderança efectiva na área do urbanismo, das obras e do património, já se vem arrastando há anos, tendo surgido como particularmente grave durante os dois mandatos de Pedro Marques. Por essa altura, era óbvio e do conhecimento de todos os interessados que, por motivos fora do âmbito deste tema, outros que não os eleitos punham e dispunham a seu bel-prazer, tendo-se chegado ao cúmulo, em muitos casos, de arranjar dificuldades para depois vender facilidades. Outros tempos? É o que falta esclarecer cabalmente. Porém, de cada vez que aqui falamos de auditoria, curiosamente não há qualquer tipo de reacção. Ninguém parece ter lido. Estranho, não é?"

Sebastião Barros, no Tomar a Dianteira.

sábado, 25 de abril de 2009

1137. O 25 DE ABRIL

"Apesar de tudo, ainda há alguma liberdade. Mas, trinta e cinco anos depois da chamada Revolução dos Cravos, o balanço não é animador. Uma árvore conhece-se pelos frutos que dá. A árvore do 25 de Abril tem ramos mortos, alguns em vias disso, algumas raízes podres, muitos frutos sorvados. Manda o amor a Portugal, e o amor à Liberdade, que o povo pode essa árvore para que ela seja forte e dê frutos bons."

Fernanda Leitão, n' O Templário.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

1123. É O QUE EU DIGO...

"E esta é a questão fulcral que importa discutir. Por que é que ao longo de todos estes anos desde que foram sistematizadas as escavações arqueológicas sobretudo após o 25 de Abril) nunca um Executivo Autárquico avançou com a criação de um museu municipal onde se pudessem observar aquelas e centenas de outras valiosas peças e que ao longo das últimas décadas se foram dispersando por Coninbriga, IPT, Convento de Cristo, Évora, Torres Novas, Lisboa, etc)? Considero escandaloso que os objectos encontrados na cidade desde a ocupação romana ao séc. XVII, ao longo das sucessivas escavações efectuadas, não fiquem em Tomar e não possam ser aqui apreciadas e estudadas. Pela quantidade, qualidade e valor histórico desse espólio, Tomar já merecia um museu municipal."

José Gaio Martins Dias, n' O Templário.

sábado, 11 de abril de 2009

1074. APROVEITAMENTOS

"Varias vezes ao longo da sua história, foram tentados aproveitamentos partidários, a que sempre os seus sócios e dirigentes souberam por cobro e limite. Esperemos que a expectável candidatura pela CDU à Câmara Municipal, do seu Presidente da Direcção, não venha a colocar novamente essa questão, sobre uma instituição que é pertença de todos os seus sócios, de todos os quadrantes partidários. Para mim e estou certo que para muitos outros não comunistas, a Gualdim-Pais é muito mais do que o seu Presidente e as suas perfeitamente legítimas, participações cívicas na política Tomarense. A Gualdim-Pais é uma instituição que deverá ser honrada na sua história, com total independência partidária, respeitando o trabalho que a todos permitiu fazer em prol da cultura e do desporto no Concelho de Tomar."
Luís Ferreira, n' O Templário.

1073. DESLAGARIZAÇÕES

"Veio recentemente noticiado nos media locais que os Lagares d’El-Rei, na Levada, onde funcionou um arquivo camarário, a Fundição Tomarense, o refeitório da Mendes Godinho, uma central hidro-eléctrica, a casa do pessoal da Mendes Godinho (depois serviços culturais da Câmara) e a Moagem, se iriam constituir num Museu de Arqueologia Industrial, onde tudo ficava mais ou menos na mesma (mas limpo e de telhado arranjado, deduzo eu), à excepção do antigo refeitório que passaria a auditório.Eu acho que o projecto não é boa ideia."

Carlos Carvalheiro, n' O Templário.

sexta-feira, 27 de março de 2009

1036. TOMAR E A HISTÓRIA

"Bem sei que este ano há eleições e quem manda e quem quer mandar dá mostras de não ser capaz de pensar em mais nada senão na eleição, no poder, no lugarzinho, no penachito, nas medidas anti-crise, nas rotundas e, dizem-me, no metro de superfície! Mas, azar de calendário, passa-se que 2009 é também o ano de pensar e de programar uma dignificante comemoração do 850º aniversário da fundação de Tomar. Resta, então, repetir-me: já que não sou autarca, mas simples cidadão anacronicamente interessado pelas pequenas coisas do meu país, gostaria de saber se a Câmara Municipal, as Juntas de Freguesia, ou instituições privadas do concelho estão a pensar realizar alguma iniciativa relacionada com este acontecimento. E o que dizem disto, se é que dizem, os candidatos à Câmara? Mas também digo: se fôr para fazer umas coisitas rascas e pindéricas, como frequentemente acontece, de envergonhar qualquer um, mais vale estarem quietos. Não me apetece mesmo observar o comportamento habitual no nosso país quando se trata de comemorar os valores nacionais e os símbolos que ao longo dos tempos os vão ilustrando por obra humana. E não, não falo de dinheiro. Falo de dignidade nacional. Falo de poder nacional que os símbolos traduzem. Um povo que abdica desses valores, desses símbolos e de continuamente os projectar, local, nacional e internacionalmente, abdica de uma parcela estrutural do seu poder nacional, o mesmo é dizer, da justificação da sua independência enquanto Estado. Dirão alguns: e daí? E daí eu respondo: ide para alcaides de Ayuntamientos, ide … "

Jorge Ferreira, n' O Templário.