sábado, 31 de janeiro de 2009

842. UMA TRISTEZA

Não se apresentou qualquer lista às eleições para os orgãos sociais da ACITOFEBA, numa assembleia que contou com a presença de 9 -nove - sócios. Senhores, industriais e comerciantes: não é assim que se muda o que quer que seja. Uma tristeza.
Fonte: O Templário.

841. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (14)

A Câmara Municipal da Guarda entregou 1.100 livros às seis bibliotecas escolares da cidade, com o objectivo de incentivar a leitura junto dos alunos que serão os futuros utilizadores da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço. Segundo a autarquia, foram contempladas nesta iniciativa as bibliotecas das escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do Bonfim, Adães Bermudes, Augusto Gil, Santa Zita, Lameirinhas e Guarda-Gare, cujo fundo livreiro foi reforçado com obras infantis e dicionários, num investimento de cerca de 10 mil euros. O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Joaquim Valente, que esteve na entrega dos livros nas escolas do 1º CEB do Bonfim e Adães Bermudes, disse à Lusa que, com este gesto, a autarquia pretende “incutir, neste público, o gosto pela leitura”. Apontou que todas as escolas da cidade “já têm uma biblioteca escolar" e que a autarquia "está a reforçar o espólio para que os alunos possam levar os livros para casa, durante a semana e aos fins-de-semana, para estimular o gosto pela leitura”. “A Guarda tem uma excelente Biblioteca Municipal e uma Biblioteca de referência [Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço] e, cativam-se os futuros utilizadores da Biblioteca neste público-alvo que são as crianças das escolas do ensino primário. Serão elas os futuros utilizadores da Biblioteca Eduardo Lourenço”, justificou Joaquim Valente. A coordenadora da escola Adães Bermudes, uma das contempladas com a oferta de livros, considerou importante este gesto da Câmara Municipal, admitindo que “iniciativas destas são sempre bem-vindas numa escola”. A biblioteca que tem o nome do escritor Manuel António Pina, possui cerca de 1.600 livros e hoje foi reforçada com cerca de 300, indicou. “Todos os livros que vierem serão de primordial importância”, referiu Maria de Jesus, indicando que “as crianças fazem constantemente a requisição de livros e, às vezes, há falta”.

As seis bibliotecas escolares da Guarda foram criadas a partir de 2001 pela Câmara Municipal no âmbito do projecto Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação. Funcionam em espaços planeados e equipados de acordo com as orientações do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, oferecendo aos seus utilizadores serviços de requisição domiciliária, consulta local, acesso à Internet, meios audiovisuais, zona de produção gráfica e animação regular, elaborada pelas professoras responsáveis pelo seu funcionamento. Em colaboração com a Biblioteca Municipal da Guarda são organizadas actividades como "Hora do Conto", "Encontros com Escritores", "Sessões de Poesia", "Contadores de Histórias", ateliers e feiras do livro. Os seis espaços foram baptizados com nomes de escritores ligados à cidade da Guarda. À Biblioteca da escola da Guarda-Gare foi atribuído o nome Nuno de Montemor, a do bairro das Lameirinhas designa-se Rui de Pina, Adriano Vasco Rodrigues deu o nome à do Bonfim, a biblioteca escolar de Santa Zita designa-se Virgílio Afonso, a da escola Adães Bermudes é dedicada a Manuel António Pina e Augusto Gil designa a biblioteca da escola que também tem o seu nome.

Fonte: Lusa.

840. NOTÍCIAS DO PATRIMÓNIO

O ministro da Cultura espera "recuperar todo o património classificado pela UNESCO nos próximos três anos", acreditando também que, graças às medidas que implementa, "todo o património português seja recuperado entre cinco e dez anos". "Em 2005, não estava nada feito em termos de diagnóstico e de carta de risco. Primeiro, foi desenvolvido um trabalho de levantamento da situação do património, sobretudo em relação a património classificado e monumentos nacionais", reconheceu Pinto Ribeiro à Lusa. Mas o que ministro considera muito importante é a execução total do orçamento, porque encontrou um ministério que, segundo afirma, raramente aplicou a totalidade das verbas atribuídas. 2008 terá sido o ano em que "mais se gastou em património. Excedemos os 100 milhões", garante. Para Pinto Ribeiro, "a falta de percepção da importância do património é um problema cultural português que tem 100 anos. Mesmo nos últimos 30 anos muito pouco foi feito neste domínio". Quanto ao seu desempenho, mostra que em 2008 concluiu uma série de obras (18), que vinham detrás. "O que nos empenhámos foi em concluir dentro do prazo o que era possível, para garantir a execução orçamental. Foi extraordinário o esforço dos serviços e a colaboração com os empreiteiros, a quem presto homenagem", explica. Contudo, o ministro não atribui tudo ao seu desempenho: "O ministério da Economia tem feito um grande esforço na recuperação de património turisticamente utilizável. Através da secretaria de estado do Turismo, gastaram-se nos últimos quatro anos 190 milhões de euros na recuperação de património privado e sete milhões em património público".

Agora falta decidir o que se vai fazer com o património público. Um diploma legal do ministério das Finanças, que tem a gestão do património em geral, vai ser em breve discutido na Assembleia da República. "Trata-se de um pontapé de saída. O objectivo é discutir o que se quer fazer com o património público", revela o ministro à Lusa. Pinto Ribeiro pretende "que o património seja usado de forma a permitir a sua revivificação, que seja contaminado pelas populações, que seja instrumento de narrativa". "O que gostaria na área do património não depende só de mim”, afirma. O ministro gostaria de estabelecer parcerias com as autarquias para “criar uma rede de recuperação patrimonial”. Cineteatros, bibliotecas, edifícios onde se possam pôr conteúdos, para que sejam “coisas vivas", afirma. Mas a medida em que deposita mais esperança, na área do património, é a já anunciada parceria com as grandes empresas de construção civil. "Às empresas com quem falei e com quem tive um bom entendimento, pedi-lhes que fizessem doações ao Estado, o que chamo o cheque-obra, para que possamos restaurar património e que sejam elas a fazer esse restauro. Dão, em trabalho, um por cento de cada empreitada de obras públicas", reafirma. O ministro é optimista e acredita tanto no sucesso desta medida que acredita conseguir " fazer o restauro de todas as obras de raiz portuguesa que existem pelo mundo.

Com o pensamento na execução orçamental, o ministro da Cultura revela que o primeiro ano em que se gastou mais do que se tinha foi 1998, mais dois milhões. “Em 2008 gastaram-se mais cinco milhões", diz Pinto Ribeiro referindo que conseguiu evitar a crise dos vigilantes dos museus. "Conseguimos pagar aos vigilantes e às pessoas dos museus, não tendo as perturbações que decorreriam de executar mal o orçamento", afirma. Assim, considera ter conseguido "satisfazer reivindicações que eram absolutamente justas. Os sindicatos perceberam que nós fazíamos um esforço de rigor em vez de chegar ao fim e não termos feito essa aplicação rigorosa".

Fonte: Lusa.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

839. ACITOFEBA

Hoje há eleições na ACITOFEBA. Tomar precisa de agentes económicos dinâmicos e empreendedores.

838. UMA OPORTUNIDADE

O Pavilhão de Exposições da Nersant em Torres Novas recebe, de hoje a domingo, dia 1, a Magic Esotéric, 1.ª feira de ciências esotéricas. Uma boa oportunidade para a Camara Municipal de Tomar divulgar a célebre e misteriosa marca de que falava Corvelo de Sousa quando anunciou as medidas contra a crise que afirma nas reuniões da Camara não sentir em Tomar. Terá stand na Feira a Camara? Afinal, já que a agência de comunicação cobra tantos euros há que os pôr a trabalhar, não?!...

837. BLOGUES MESMO

O Nabantia está agradecido com a referencia que lhe fizeram o Luís Ribeiro, do Tomar, a Cidade!, o Alfredo Caiano Silvestre, do Notas e a MP, do Eclético, de que é um blogue de que gostam mesmo. Pelo que leio por aí, consta-me que me compete escolher quinze blogues de que gosto mesmo. São estes: Alcatruzes da Roda, Notas, Algures Aqui, Restauradores Sem Fronteiras Grupo Portugal, Tomar, a Cidade!, Tomar, Eclético, Corta-Fitas, Delito de Opinião, Fumaças, Mar Salgado, Memória Virtual, O Insurgente, Pedro Rolo Duarte e O Jumento. É verdade que esta lista custou-me os olhos da cara a coligir, porque gosto mesmo muito de mais do que quinze blogues. Mas é assim a vida. É quinze, é quinze.

836. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (9)

D. António da Costa, no espaço de 69 dias, que tantos foram os que durou o novo ministério, fez profundas reformas, prestou relevantes serviços à instrução pública, promulgando o decreto da liberdade do ensino superior, da reforma da instrução primária, das bibliotecas populares, das escolas normais, da reorganização do teatro nacional, entre outros. Em 29 de Dezembro de 1881 foi encarregado por el-rei D. Luís de estudar e coligir elementos para a reforma da imprensa da Universidade. Em 1886, D. António da Costa, já muito adoentado, viu-se obrigado a pedir a aposentação do cargo de chefe da repartição de instrução superior que ocupava no ministério do reino. Mais tarde foi-se-lhe agravando a doença, até que o vitimou.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

835. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (13)


Um museu da velocidade, a redução do impacto do ruído e a valorização da ribeira da Penha Longa são alguns dos principais objectivos do Plano de Pormenor do Autódromo do Estoril, com publicação prevista para 2010. Depois de aprovar a elaboração do documento, em Dezembro passado, a Câmara de Cascais quer ter uma primeira proposta de plano em Novembro que atenderá aos resultados de um estudo que está a ser feito pela CE – Circuito do Estoril para requalificação do equipamento. O objectivo do município é conseguir apresentar um plano final dentro de um ano, para poder submetê-lo a inquérito público e aprovação até Abril de 2010, publicando-o em Maio.
Integrada no Parque Natural Sintra-Cascais, a área de intervenção compreende o autódromo e alguns terrenos envolventes, excluindo zonas urbanas, e está a ser estudada em parceria com a Universidade Nova da Lisboa. De acordo com Miguel Amado, professor na instituição, foram identificados vários problemas e carências dentro dos limites do plano de pormenor: aproveitamento turístico-comercial e acessibilidades “deficientes”, linhas de água e estruturas agrícolas degradadas, zona do vale da ribeira descaracterizada e ruído provocado pela prática desportiva na infra-estrutura. Para eliminar os pontos negativos, estão já definidos como objectivos ambientais regularizar as linhas de água e valorizar a Penha Longa, adoptar soluções que permitam reduzir o barulho, aproveitar o sistema de vistas e recuperar o património agrícola.
Segundo o presidente da autarquia, António Capucho, a forma de concretizar estas metas, que são ainda “ideias”, será encontrada ao longo deste ano, durante a elaboração do documento. O mesmo acontecerá com os objectivos urbanísticos, culturais e económicos, que compreendem, por exemplo, um museu da velocidade (em associação com uma escola de cidadania rodoviária), espaços em áreas edificadas para exposições sobre automobilismo, a articulação do plano com o aglomerado urbano da ribeira e “espaços turísticos/comerciais próprios para fomentar a vivência do espaço em complemento da actividade desportiva”.
“Debaixo da bancada, que pareceres técnicos dizem dever ser destruída, seria possível construir, por exemplo, o museu”, refere António Capucho, acrescentando que ainda não estão definidos projectos de construções para os terrenos privados adjacentes ao autódromo. Quanto ao interior do equipamento desportivo, a requalificação é da responsabilidade da Parpública (detentora da totalidade do capital social da CE), mas a “holding” estatal poderá candidatar-se a fundos provenientes da concessão do jogo do Casino Estoril.
Em Julho de 2007, a Parpública exigiu 35 milhões de euros pela sua participação capital social da CE - Circuito do Estoril, proprietária do equipamento, um valor que a Câmara de Cascais sempre recusou oferecer. A “holding” estatal lançou então um concurso público, mas a falta de propostas levou-a a retomar as negociações com o município no início do ano passado. Em Setembro, António Capucho anunciou que não tinha sido possível chegar a acordo, ficando a autarquia a aguardar pelo avanço da requalificação.
Fonte: Lusa.

834. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (8)

Em 1870, quando em 15 de Maio se deu o movimento revolucionário promovido pelo marechal Saldanha e se formou o ministério presidido por ele, o qual ficou conhecido pelo nome de ministério dos cem dias, D. António da Costa foi chamado para gerir a pasta da marinha. Em 22 de Junho foi criado o ministério da instrução publica e foi D. António da Costa feito titular dessa pasta, com aplauso de todo o país, que reconhecia a especial e excepcional competência do novo ministro. D. António da Costa sempre fora um denodado propagador da instrução popular.


(D. António Costa de Sousa Macedo)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

833. PARABÉNS


O Nabantia felicita os Bombeiros de Tomar pela passagem do seu 87º aniversário.

832. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (12)


As ruínas romanas e os vestígios da Idade do Ferro, junto ao Jardim das Portas do Sol, em Santarém, preparam-se para ser musealizadas, permitindo aos escalabitanos, e a quem as visita, "espreitaram" uma "nesga" do passado da cidade. A Alcáçova de Santarém tem-se revelado "riquíssima" para os arqueólogos, tendo as escavações actualmente em curso, no decorrer das obras de requalificação do Jardim das Portas do Sol, confirmado a presença de vestígios desde a Idade do Bronze até à época Contemporânea. Laurent Caron, do Departamento de Território, Arqueologia e Património, do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), responsável pela escavação, disse à Lusa que os trabalhos iniciados em Setembro trouxeram à superfície uma cisterna romana "inteira", do século I, e um tanque que pode estar associado a esta estrutura, na zona exterior ao jardim. Para surpresa do grupo de arqueólogos do IPT, no interior do jardim foram encontrados enterramentos (13 corpos) do século XIII e alguns mais recentes, que podem estar associados à Igreja de Santa Maria de Alcáçova ou a uma Ermida de S. Miguel, o que não havia ainda sucedido nas escavações anteriores. "Também na primeira vala apanhámos uma parede e um piso de cerâmica e uma fossa com material islâmico. Se se confirmar, seria a primeira vez que teríamos umas estruturas habitacionais desta época na Alcáçova", disse Laurent Caron.

Nas escavações realizadas nas valas abertas no interior do jardim, os arqueólogos encontraram ainda, entre muitos outros vestígios, material, da Idade do Ferro, associado à tecelagem e à metalurgia (atribuída à função militar), num "sinal da importância que Santarém teria, ao ter fábricas de material militar no próprio sítio", disse Laurent Caron. "Encontrámos níveis da Idade do Ferro cortados na época medieval para fazer um grande aterro. Em quase toda a vala encontrámos esse aterro medieval, o que indica uma fase de planeamento do terreno nessa época", afirmou. As obras em curso no Jardim das Portas do Sol, a concluir em Junho, prevêem a musealização dos vestígios romanos e da Idade do Ferro encontrados em escavações anteriores, agora alargadas para permitir a construção da estrutura. Esta fase de trabalhos permitiu não só descobrir a cisterna romana e meia dúzia de silos islâmicos que "cortaram" muros e paredes da época romana, mas também vários níveis de uma rua romana, já detectada na escavação anterior. "Tratar-se-ia de uma zona habitada, constantemente remodelada desde a Idade do Ferro", época que se identifica num nível estratigráfico inferior e pela técnica de construção das paredes, adiantou.

No interior do jardim, na cave do restaurante, vai funcionar o Centro de Interpretação Urbiscalabis, dotado de uma mesa interactiva com a descrição dos objectos, da época de ocupação e da evolução urbana, e onde será possível recolher áudio-guias para partir à descoberta dos monumentos da cidade, disse à Lusa Pedro Pecurto, responsável pela obra. As duas estátuas do jardim - do rei D. Afonso Henriques e de homenagem ao soldado desconhecido - vão ser recuperadas por especialistas de conservação e restauro do IPT, e a cisterna romana detectada nas escavações de 1987, junto a um conjunto de silos escavados no calcário, próximo da muralha, vai poder também ser vista, depois de encontrada uma solução de protecção, dada a fragilidade da zona em que se situa. A área escavada na Alcáçova de Santarém ao longo dos anos, sobretudo nas campanhas lideradas pela arqueóloga Ana Arruda, tem possibilitado estudar a ocupação do sítio, que já se suspeitava remontar à Idade do Bronze, embora seja durante a Idade do Ferro que assume clara importância. "A época romana republicana, sobretudo nos seus momentos finais, está também muito bem documentada, o que parece natural dada a função que terá desempenhado durante o pretorado de César. Do período imperial restam abundantes testemunhos, tanto arquitectónicos como ao nível do espólio, com particular incidência no alto Império", escreveram Ana Arruda, Catarina Viegas e Patrícia Bargão num artigo na Revista Portuguesa de Arqueologia. De acordo com as arqueólogas, a ocupação islâmica foi igualmente intensa, manifestando-se sobretudo por um impressionante conjunto de silos escavados no calcário. "A longa diacronia da ocupação da Alcáçova de Santarém, e sobretudo os silos e fossas construídos durante o período muçulmano, foram, no entanto, responsáveis pelo mau estado de conservação de alguns níveis arqueológicos, muito particularmente dos que correspondem aos momentos finais da ocupação romana", acrescentam. O facto de a empresa responsável pela obra no Jardim das Portas do Sol ter feito um protocolo com o IPT para o acompanhamento arqueológico, vai permitir que, ao contrário do mero relatório que habitualmente é feito nestas situações, muitos dos achados possam ser alvo de trabalhos de investigação, adiantou Laurent Caron.

Fonte: Lusa.

831. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (7)

Em 1887 é criada a Inspecção Geral das Bibliotecas e Arquivos Públicos, o Curso de bibliotecário e regulado o Depósito Legal. O depósito legal é a obrigação legal dos editores de livros enviarem um ou mais exemplares de qualquer obra impressa no país para um arquivo repositório, geralmente a respectiva biblioteca nacional. Essa doação é normalmente exigida para livros e jornais, mas com o avanço das tecnologias alguns países já estão a alterar as suas legislações para incluir filmes, mapas e até mesmo sítios da internet.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

830. ASSESSORIA ARITMÉTICA GRATUITA

No próximo sábado, nos Lagares de El-Rei a Camara Municipal de Tomar anuncia que vai apresentar o seu programa cultural para 2009. Para 2009 é como quem diz... para onze doze avos de 2009 é que está certo.

829. É A SÉRIO ...

Esta sexta-feira a Camara Municipal de Tomar promove um debate sobre as rotundas. As rotundas. Estou rotundamente rotundado...

828. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (6)

As bibliotecas populares são criadas por uma Lei de 2 de agosto de 1870. O seu objectivo é o de desenvolver os conhecimentos das classes populares por meio da leitura moral e instrutiva. Pretendia-se que existissem pela iniciativa dos poderes públicos de acordo com a acção municipal. A Lei estabelecia que deveriam existir pelo menos na capital de cada concelho e ser mantidas e expensas das Câmaras Municipais. A leitura devia ser gratuita, domiciliária, poder realizar-se nos dias feriados ou nas suas vésperas. Em Janeiro de 1883 determinou-se que as bibliotecas abrissem duas horas à noite.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

827. POLÍCIA CHAMADA AOS SMAS

"A não entrega do livro de reclamações a uma consumidora levou à intervenção da Polícia esta manhã dos SMAS de Tomar. Os protestos contra o aumento do preço da água em Tomar continuam a gerar confusão nos Serviços Municipalizados. Esta manhã uma consumidora pediu o livro de reclamações para protestar contra o aumento do preço da água. Perante a recusa da funcionária em ceder o livro, a consumidora, apoiada pelo dirigente do grupo Aqua, Américo Costa, chamou a polícia. Depois de os dois agentes da PSP reunirem com o presidente dos SMAS, Luís Vicente, e o director delegado, Fernando Caetano, foi entregue o livro e a consumidora pôde escrever a sua reclamação. A administração dos SMAS entende que o preço da água não pode ser utilizado como argumento para reclamações no respectivo livro. Defende que se pode reclamar contra os serviços prestados ou o atendimento mas não contra os preços praticados."

Fonte: O Templário.

826. ARTES NA BARQUINHA



A criação de um "Mercado das Artes" e de um museu de escultura ao ar livre são dois dos objectivos da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha para os próximos anos, disse o presidente da autarquia. A instalar no Barquinha Parque, um espaço com cerca de sete hectares de área verde, o denominado "Mercado das Artes" implica um investimento na ordem dos 2 milhões de euros e“visa a tematização de toda a zona ribeirinha da vila num projecto cultural, que tem a escultura como um dos seus elementos centrais”, disse à Lusa Vítor Pombeiro, presidente da Câmara Municipal.

Segundo o autarca, o projecto, que ainda aguarda decisão em termos de comparticipação comunitária, “vai implicar uma regeneração urbana", que terá como objectivo, entre outros, a criação de "um novo pólo das artes criativas" e a valorização da frente ribeirinha, o que permitirá captar visitantes do castelo de Almourol ao centro urbano da Barquinha. “O parque ribeirinho atrai todos os anos milhares de pessoas e a ideia passa por conferir-lhe uma vertente cultural, com a tematização de vários espaços na área da escultura", disse.

“Ao longo dos sete hectares do parque ribeirinho queremos criar, no Centro Cultural, uma galeria dedicada à escultura de interiores, a Biblioteca Municipal terá um espólio único na área dos livros ligados às Artes e o antigo edifício da Câmara Municipal será requalificado em 'open space' para uma espécie 'de Loja do Museu' e para promoção turística e promocional do concelho”, especificou.

Vítor Pombeiro adiantou que a antiga Casa da Hidráulica será requalificada para albergar ateliês de escultura e outros projectos educativos ao nível das expressões, afirmando querer ainda recuperar uma antiga residencial para acolher escultores ou outros criadores, que “poderão ali residir algumas semanas ou um mês trabalhando ao vivo neste projecto cultural e educativo, que tem a escultura como seu elemento central”. “Esta é uma das mais fortes apostas do município da Barquinha para os próximos anos, na qualidade de modelo para a regeneração urbana da vila”, afirmou o autarca.



Fonte: Lusa

(Foto)

825. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (5)

Com o liberalismo foram criadas bibliotecas públicas em Portugal cujo acervo foi constituído essencialmente com os livros dos conventos e mosteiros em resultado da extinção das Ordens Religiosas, em 28 de Maio de 1834. Deste facto resultou como exemplo a Biblioteca Pública Municipal do Porto. Estas bibliotecas eram consideradas destinadas aos estudos superiores ou ao ensino técnico. Estas bibliotecas apresentam ainda um carácter elitista e predominantemente de conservação das obras, que não com o propósto de generalizar a leitura.

domingo, 25 de janeiro de 2009

824. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (4)

Na lei de 5 de Abril de 1768 é reafirmado o direito da "soberania temporal" à proibição de determinados "livros e papéis perniciosos", agora numa perspectiva de defesa política. Por esta lei proscrevem-se determinados documentos emanados pela Santa Sé, como a célebre Bula da Ceia (que arrogava exclusivamente ao papa determinados poderes agora reivindicados pelo monarca) e os Índices expurgatórios.

823. SOLUÇÃO

O que foi adiado foi o propósito devidamente propagandeado, já com valor e tudo, da venda do Convento de Sta. Iria. Não há agência de comunicação que valha quando a incompetencia é muita.

sábado, 24 de janeiro de 2009

822. NOTÍCIAS DE ABRANTES

Maria do Céu Albuquerque vai ser a candidata do PS à presidência da Câmara de Abrantes e Jorge Lacão, actual secretário de Estado da Presidência, renova a sua candidatura à assembleia municipal, disse hoje à Lusa fonte do PS. A decisão da concelhia “rosa” foi tomada na madrugada desta sexta-feira com 22 votos favoráveis e um nulo, numa sessão que contou com a presença da nomeada, que é também vereadora do actual executivo camarário. Licenciada em Bioquímica e com 38 anos de idade, Céu Albuquerque desempenha actualmente o cargo de vereadora na Câmara de Abrantes, governada desde 1993 por Nelson de Carvalho (PS), e é responsável por algumas das principais pastas no executivo, como seja a coordenação política da Divisão de Desenvolvimento Económico e Divisão de Serviços Urbanos, a presidência dos Serviços Municipalizados e a presidência da Tagus Valley, Tecnopolo do Vale do Tejo.

Fonte: Lusa.

821. MAIS UMA BRONCA

O que será?

(Foto)

820. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (3)

De facto, a grande preocupação do reinado de D. José I é a eliminação de quaisquer ingerências no poder absoluto do rei, visto como soberano, ungido de Deus Todo-Poderoso, imediato à sua divina omnipotência, e tão independente que não reconhecia na terra senhor superior temporal (citado da Dedução Cronológica e Analítica de 1767) de acordo com as novas tendências filosóficas e teológicas (como o jansenismo).

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

819. MUITO SAUDÁVEL


Para desanuviar das agruras do dia-a-dia, desta apagada e vil tristeza que é a vida tomarense, da mediocridade que campeia e da falta de rasgo de quem governa, da crise que por cá se debate indefinidamente, nada melhor do que Rodrigo Leão. Má notícia: não é já amanhã. Há que aguentar até dia 6 de Fevereiro. É no Cine-Teatro Paraíso.

818. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (2)

O Marquês de Pombal simplificou o processo de censura das publicações de livros ao constituir um único tribunal denominado Real Mesa Censória, cuja presidência foi concedida a Manuel do Cenáculo, precisamente o mesmo que inspirou o Marquês a fundar uma grande Biblioteca Nacional. Também minimizou a censura contra "actos heréticos", ao direccionar a repressão contra os pedreiros-livres (maçons) e os jesuítas, vistos como ameaça ao poder régio.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

817. VEM AÍ MAIS UM CANDIDATO

Segundo a edição de hoje de O Templário, cujo novo sítio na internet está cada vez melhor, diga-se de passagem, é cada vez mais consensual o nome do actual presidente da Câmara como cabeça de lista pelo PSD às próximas eleições autárquicas. Os militantes do PSD de Tomar vão reunir em assembleia no dia 12 de Fevereiro para confirmar os nomes de Corvêlo de Sousa e Miguel Relvas como candidatos à Câmara e à Assembleia Municipal, respectivamente. Será mesmo verdade o arranjinho?

816. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (12)


A organização da XVIII Feira do Fumeiro e do Presunto de Barroso, que decorre entre hoje e domingo em Montalegre, espera receber cerca de 60 mil visitantes, que este ano tem à sua espera "um cenário extraordinário dada a muita neve que pinta o concelho". Os mais de 50 produtores inscritos nesta edição da Feira têm à disposição do público, para comercialização, as alheiras, sangueiras, chouriças de abóbora, chouriças, salpicões e outros produtos derivados do porco (presunto, pá, orelheira, barriga, pés, peitos). A animação estará a cargo de, entre outros, os Gaiteiros de Lisboa, Banda de Parafita, "Rapazões da Venda Nova" e Gaiteiros L´bombo de Miranda do Douro. Na apresentação do certame, o vice-presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, afirmou que "estes são sempre, como se diz na gíria popular, quatro dias de desbunda, de animação, de convívio e de intensa actividade comercial".

815. HISTÓRIA CONCISA DA LEITURA PÚBLICA EM TOMAR (1)

A primeira biblioteca portuguesa a receber oficialmente a designação de pública foi a Real Biblioteca Pública da Corte. Foi criada em 29 de Fevereiro de 1796. O fundo documental foi constituído principalmente pelas obras pertencentes à Real Mesa Censória.

814. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (11)


A Associação Olho Vivo critica o projecto de recuperação da Cava de Viriato, uma fortificação defensiva de Viseu, em forma de octógono com dois quilómetros de perímetro, que considera ser “uma armadilha para crianças e adultos”. As obras de requalificação realizadas no âmbito do programa Polis, orçadas em mais de dois milhões de euros, destinaram-se sobretudo aos elementos públicos desde monumento nacional, como o talude em terra, os arruamentos e a praça.

O responsável pelo Núcleo de Viseu da Olho Vivo - Associação para a Defesa do Património, Ambiente e Direitos Humanos, Carlos Vieira e Castro, apontou vários problemas ao projecto da autoria do arquitecto Gonçalo Byrne, nomeadamente “o perigo que representam os intervalos de 15 centímetros entre as lajes de granito” colocadas no cimo da fortificação.

"A Olho Vivo tem conhecimento de vários casos de pessoas, crianças e adultos, que já caíram na Cava de Viriato”, lamentou Carlos Vieira e Castro. Por outro lado, referiu que aqueles intervalos entre as lajes impedem “os portadores de deficiência, quer se desloquem de muletas ou de cadeira de rodas, e os carrinhos de bebé” de circularem. Também aqueles que se deslocam normalmente não têm a vida facilitada, porque ao passearem pelo cimo da fortificação, “terão que olhar mais para o chão do que para a vista do interior e do exterior da muralha”.

Carlos Vieira e Castro não vê vantagens na colocação das lajes de granito, até porque esta fortificação em terra “está de tal modo compactada ao fim de dois mil ou mil anos que, por muito que chova, pode caminhar-se no alto da muralha como se de pedra se tratasse”. Na sua opinião, os problemas apontados não podem ser desculpados com o facto de as obras ainda não terem acabado, “porque se do lado da Avenida da Bélgica ainda não foram retirados os tapumes, a verdade é que quem entra pela Rua do Picadeiro ou pelo novo passadiço aéreo não encontra qualquer obstáculo ou indício de obras”.

A Olho Vivo escreveu no ano passado uma carta à Direcção Regional de Cultura do Centro onde dava conta das suas preocupações e pedia também esclarecimentos sobre o que lhe pareciam ser “aspectos intrusivos de uma intervenção que poderá desvirtuar um monumento único na Península”. “Na resposta, o director regional informou-nos, laconicamente, que ‘os trabalhos em execução constam do projecto apresentado e encontram-se superiormente autorizados e estão incluídos em projecto que foi objecto de apreciação nas áreas de arqueologia e arquitectura paisagista’”, contou.

Carlos Vieira e Castro explicou que o objectivo era chamar a atenção “para a contradição aparente entre esta modernização arquitectónico-paisagista e a evidente preocupação em apagar os vestígios do passeio público construído no século XIX, deitando toneladas de terra para cobrir as escadas e caminhos talhados nos taludes para acesso ao alto da muralha, certamente para repor o seu aspecto original”. Aludiu também a queixas de moradores da Rua do Picadeiro sobre as “luzes colocadas em pilares de granito ao longo da estrada interior da Cava que encandeiam quem circula a pé ou de carro e dificultam as manobras automóveis nalgumas curvas” e de um dos postes ter sido colocado “exactamente na parte mais apertada da rua”.

O presidente da autarquia, Fernando Ruas, escusou-se a comentar as críticas, uma vez que se trata de uma obra do programa Polis. A Cava de Viriato é monumento nacional desde 1910 e está definida no Plano Director Municipal como espaço cultural. Até hoje mantém-se a dúvida se esta fortificação defensiva - constituída por um talude, com um fosso externo – tem mesmo origem romana (século I antes de Cristo) ou se será árabe (século XI depois de Cristo).

Fonte: Lusa
(A conhecida estátua de Viriato na Cava de Viriato)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

813. MANOBRAS


A política local está cada vez mais na mesma, ou seja, pior. Contaram-me, repito, contaram-me, que a putativa candidatura independente do vereador Carlos Carrão já era. Depois de ter anunciado por montes e vales, festas e romarias, procissões e outras ajuntarias que era candidato desse lá por onde desse, nem que chovessem raios e coriscos, se o PSD escolhesse outro que não ele para candidato à Camara, parece que meteu a candidatura no bolso. E porquê? Porque o alter ego do concelho teria feito um acordo nos seguintes termos: o candidato do PSD será Corvelo de Sousa, o qual, dando de barato que é eleito, sairá a meio do mandato, tal e qual sucedeu com António Paiva, subindo a Presidente, tal e qual sucedeu com Corvelo, o segundo da lista, que será então o vereador Carrão. Isto é de facto muuuuuuuuuuita estratégia, alllllllllllllllllllltíssima estratégia. Só para génios. A ser verdade, repito, a ser verdade, tal arranjinho era mais do que suficiente para remeter o PSD às boxes. Isto, a ser verdade, é brincar aos votos e gozar com a cara dos eleitores. Evidentemente que se espera que esta história se venha a revelar falsa.

812. 21 DE JANEIRO DE 1951


Era inaugurada a barragem do Castelo de Bode.

811. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (10)



Já foi sede do Episcopado do Algarve, mas agora um simples dia de chuva pode comprometer uma missa. O tecto da Sé de Silves ameaça ruir, mas as desejadas obras de recuperação teimam em não se concretizar. Há cerca de quatro anos que a catedral - uma das mais antigas do Algarve e a única a ser construída de raiz para esse fim -, começou a dar sinais de degradação, quando uma trave de madeira caiu em plena missa.

O risco de derrocada é assumido pela paróquia e pela Câmara de Silves, que temem pela segurança de quem vai à catedral, onde já praticamente nem se realizam casamentos, por falta de condições. Quando começaram a surgir os problemas, a paróquia decidiu restringir o livre acesso a algumas áreas da Sé, sobretudo na zona onde o tecto é de madeira, com receio de que algum devoto ou turista possa vir a ser atingido.

Um dos únicos locais "livres de perigo" é o presbitério, um corredor lateral cuja cobertura é de pedra e não de madeira, pois o principal problema é o mau estado do tecto de madeira, que apodreceu e ameaça ruir. "É uma má imagem para o turismo do Algarve", resume Isabel Soares, presidente da Câmara de Silves, que tem alertado várias entidades para a urgência em promover obras de recuperação na Sé, até o Presidente da República.

Em declarações à Lusa, a autarca lembrou que Silves é o segundo local mais visitado no Algarve pelos turistas, depois da Fortaleza de Sagres, sendo a Sé e o Castelo os principais trunfos turísticos de uma cidade sem praia. "O castelo recebe cerca de 250 mil visitantes por ano, o que significa que a Sé é visitada pelo mesmo número de pessoas", refere, lamentando que seja quase deixado "ao abandono" um monumento daquela imponência.
O Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) de Faro chegou a elaborar em 2006 um relatório que apontava para a necessidade de uma intervenção urgente na catedral e estimava em 370 mil euros os custos das obras. Contudo, até agora, não há qualquer tipo de intervenção prevista, apesar dos esforços da autarquia, do padre e da própria comunidade, que já se uniu para angariar dinheiro para a recuperação.

O processo de recuperação da Sé de Silves está a ser liderado pela Direcção Regional de Cultura do Algarve, mas segundo Isabel Soares, tanto quanto se sabe "ainda nada está a ser feito" para que o monumento seja recuperado. "Consta que a Caixa Geral de Depósitos manifestou a possibilidade de afectação de uma verba", revelou a presidente da autarquia, que diz que a Câmara também vai atribuir uma verba de 40 mil euros. Em declarações à Lusa, o delegado regional da Cultura no Algarve, Gonçalo Couceiro, disse preferir aguardar que haja alguma decisão final sobre a atribuição de verbas para a obra para se pronunciar.

Fonte: Lusa

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

810. TAMBÉM EM OURÉM

O presidente da Câmara de Ourém, David Catarino foi eleito para liderar o Turismo de Leiria/Fátima e o seu lugar na autarquia foi ocupado por Vitor Frazão. Também em Ourém... Não há nada a fazer. A cultura política portuguesa é a de que o oportunismo pessoal se sobrepõe com a maior facilidade aos compromissos assumidos com os eleitores.

809. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (9)


A Junta de Freguesia de São Mateus, em Angra do Heroísmo, vai investir cerca de 130 mil euros na recuperação de património construído destinado à criação de um roteiro turístico denominado "Entre o Mar e a Terra". José Gaspar, presidente da Junta, adiantou que vai ser construída a "Casa dos Botes" baleeiros e um Centro de Exposições na antiga igreja da freguesia.
"O nosso propósito é criar uma rota para os turistas poderem apreciar não só o património da freguesia e as suas tradições como também poderem contactar com o modo de vida actual da freguesia que é essencialmente de pescadores", explicou. Segundo José Gaspar "os investimentos visam ainda proporcionar aos jovens um contacto mais próximo com a história e "a possibilidade de desenvolverem uma actividade desportiva de recreio náutico".
Para isso a "Casa dos Botes" será não só "um centro de exposições das embarcações da caça à baleia e de todos os artefactos que a envolviam, incluindo fotografias, como a sede do Clube Naval e do Núcleo Museológico da pesca costeira artesanal".
A recuperação da igreja, com a colocação de um tecto em vidro para "para continuar a criar a ilusão das suas ruínas", vai permitir a implementação de um centro de exposições e de um auditório. Na zona envolvente é construído um passeio marítimo ao longo da orla costeira que liga as entradas da freguesia. O roteiro turístico, realizado em parceria com diversas entidades públicas e privadas, começa no contacto com as antigas quintas senhoriais dos séculos XVI e XVII de produção de laranja.
Nesta rota será ainda possível visitar três fortes que faziam parte do sistema de defesa da ilha, a casa dos botes, o actual porto de pesca e as fotos desde a sua criação bem como o Biscoitinho, primeira zona habitacional dos pescadores da freguesia. Segue-se a visita ao Império do Espírito Santo, à igreja velha e pela orla marítima chega-se à antiga fábrica da baleia terminando o percurso na "Quinta do Martelo" onde, ao vivo, pode apreciar as antigas profissões daquela época e degustar a gastronomia tradicional. Para a realização do projecto a Junta de Freguesia conta com os apoios do governo regional, câmara municipal e de alguns particulares.
Fonte: Lusa

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

808. CASA NOVA

As novas instalações da PSP de Tomar, no antigo anexo do Hospital, foram inauguradas hoje, com a presença do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, o Comandante distrital da PSP, Luís Simões, e o presidente da Câmara, Corvêlo de Sousa. Trata-se sem dúvida de um aumento da qualidade da instalação da PSP, que se espera traduzir-se numa melhoria da eficácia da corporação no combate à criminalidade em Tomar. Coloca-se agora a questão do destino do Palácio Alvim. Repito.

807. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (8)


A câmara de Peniche vai entregar até Abril, no Comité Nacional da UNESCO o dossiê de candidatura das Berlengas a Reserva da Biosfera, informou hoje o município. A autarquia realizou duas sessões de apresentação da candidatura e abriu um período de discussão pública que termina quinta-feira não tendo recebido, até hoje, qualquer contestação. “Entendemos que há concordância com o projecto e agora vamos aprovar a candidatura em reunião de câmara e depois enviá-la formalmente à UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura -”, afirmou à Lusa o presidente da autarquia, António José Correia. O objectivo da classificação das Berlengas como Reserva da Biosfera visa um maior equilíbrio entre as actividades locais e a preservação da biodiversidade. Os principais usos do arquipélago são o turismo (visitas às grutas, observação de aves, mergulho) e a exploração de recursos naturais, como o percebe, levando a que haja uma ocupação intensa, no Verão, da principal ilha do arquipélago. Com a candidatura, o município espera obter o reconhecimento “do elevado valor do património natural da Reserva Natural das Berlengas” e ao mesmo tempo “a demonstração (…) de que existem problemas de conservação e de desenvolvimento”. Para resolver esses problemas, o dossiê destaca o projecto ‘Laboratório da Sustentabilidade’ que tem como objectivos principais dotar a ilha da Berlenga de capacidades de geração e armazenamento de energia a partir de fontes renováveis, bem como de produção de água potável e tratamento de águas residuais e resíduos sólidos. O objectivo é minimizar os impactos causados pela presença de turistas durante o Verão. Contudo, este projecto esteve em discussão pública e mereceu críticas da Liga para a Protecção da Natureza que acusou os responsáveis de pretendem introduzir uma elevada potencia (produção de energia) que conduzirá a um turismo de massas. O dossiê de candidatura foi coordenado pelo Instituto de Ambiente e Desenvolvimento da Universidade de Aveiro em parceria com a Câmara Municipal de Peniche, a Escola Superior de Tecnologia do Mar, do Instituto Politécnico de Leiria e com o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade. As Berlengas já estão classificadas desde 1981 pelo Estado Português como Reserva Natural. A importância da conservação desta área natural à escala europeia foi reconhecida em 1997, ao ser classificada como Sítio da Rede Natura 2000 ao abrigo da Directiva Habitats. Em 1999 foi classificada como Zona de Protecção Especial para as Aves Selvagens ao abrigo da Directiva Aves. Além destes estatutos, encontra-se ainda classificada pelo Conselho da Europa como Reserva Biogenética.

Fonte: Lusa

806. A LER

" (...) tinha grande potencial para ser uma cidade cosmopolita, balanceando entre a mística templária que repousa sobranceira ao castelo e a indústria irrompendo das águas do Nabão, sim tinha tudo para ser uma cidade melhor e em avançado estado de progresso. Talvez pudesse existir se atempadamente a cidade tentasse percorrer o caminho certo, mas poderia hoje existir mesmo um Distrito de Tomar ao invés de Santarém. Mas a desgraça que se abateu sobre esta pacata vila medieval foi a soberba e a arrogância das gentes das classe média-alta que tomaram a cidade como sua (...)".

Virgílio Alves, no Thomar Vrbe.

domingo, 18 de janeiro de 2009

806. IPT EM SANTARÉM

As ruínas romanas e os vestígios da Idade do Ferro, junto ao Jardim das Portas do Sol, em Santarém, preparam-se para ser musealizadas, num projecto levado a efeito pelo IPT, permitindo aos escalabitanos, e a quem a visita, «espreitaram» uma «nesga» do passado da cidade. Ler aqui, no Diário Digital.

805. UMA TOMARENSE EM SANTARÉM

Sónia Pais, docente do departamento de Turismo Cultural do IPT e, muito mais importante..., leitora aqui do Nabantia, ao qual já cometeu a gentileza de oferecer umas belas fotografias aéreas da cidade de Tomar, acaba de ser investida nas funções de Directora da Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém. É mais uma tomarense que que alcança um lugar de destaque. E é sempre com satisfação e agrado que vemos uma instituição do ensino superior formar quadros e valores aos quais a sociedade civil reconhece competencia e qualidade...

sábado, 17 de janeiro de 2009

804. QUEM SABE?

O recém-criado blogue O Thomarense foi removido?

803. SUGESTÃO DO DIA

Com um dia esplendoroso como está hoje, sugiro uma subida ao Castelo e um pulinho ao Convento de Cristo. E já agora, experimentar o serviço de cafetaria.

802. MAIS PATRIMÓNIO EM RISCO

No Restauradores Sem Fronteiras Grupo Portugal, dá-se conta da ruína do Convento do Loreto, que fica ali mesmo à beira do Castelo do Almourol. Nem só de património mundial da humanidade se faz um país e se o património mundial que o país tem necessita de obras de conservação e necessita mesmo, ainda que possamos não estar à beira de desclassificações, o património que não é da humanidade mas é nosso, está ao abandono por demissão literal dos poderes públicos. O desleixo é o apelido do Estado patrimonial português.

801. NOVA EXPOSIÇÃO

O fotógrafo Pedro Soares inaugura amanhã, dia 18, uma exposição de trabalhos na Galeria dos Paços do Concelho que estará patente até 29 de Março. "O conjunto de obras que compõem a 32.ª exposição temporária do Núcleo de Arte Contemporânea dá a conhecer alguma da produção realizada pelo fotógrafo nos últimos dez anos. Num registo predominantemente a preto e branco dominam as paisagens urbanas de Lisboa", segundo nota da autarquia tomarense.
Fonte: Lusa.

800. UM TOMARENSE EM BERLIM

Natural de Tomar, onde nasceu a 26 de Dezembro de 1981, Jorge Lopes é licenciado em Artes Plásticas e Pintura pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha e mora actualmente em Neukölln, Berlim, cidade onde vive desde Junho de 2006. Inaugurou uma exposição numa Galeria de Berlim na passada quinta-feira. Ler aqui, n' O Mirante.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

799. SURREALISMO A SÉRIO

Em Tomar vai haver conversa surrealista a sério na próxima segunda-feira. Não sobre o surrealismo do dia-a-dia, sobre o surrealismo que é por vezes viver em Tomar, mas sobre arte e cultura. Um dos elementos do Grupo Surrealista de Lisboa, o historiador e crítico de arte José-Augusto França, é um dos participantes na mesa-redonda que, segunda-feira, assinala, em Tomar, os 60 anos da primeira, e única, exposição do Grupo.

Inês Santos, do Serviço de Museus da Câmara Municipal de Tomar, justifica a iniciativa da autarquia tomarense, de assinalar, "exactamente 60 anos depois", a exposição do Grupo Surrealista de Lisboa, por ter, no seu Núcleo de Arte Contemporânea, representados muitos dos elementos que integraram essa corrente artística.
O Núcleo de Arte Contemporânea de Tomar foi constituído a partir da doação da colecção de José-Augusto França, tomarense de nascimento, à cidade, contendo no seu acervo "um significativo número de obras" produzidas por artistas do Grupo Surrealista de Lisboa. Este reuniu nomes como Alexandre O'Neill (poeta), António Dacosta (pintor), António Pedro (pintor, ceramista, poeta, dramaturgo, teatrólogo), Fernando de Azevedo (pintor, artista gráfico, crítico de arte), João Moniz Pereira (pintor), José-Augusto França, Marcelino Vespeira (pintor, artista gráfico), Mário Cesariny (poeta e pintor) e António Domingues (pintor).
Além de José-Augusto França, a mesa-redonda conta com a presença dos elementos da Comissão Orientadora do Museu, os críticos e historiadores de arte Rui Mário Gonçalves e Raquel Henriques da Silva, e ainda de Cristina de Azevedo Tavares, filha de Fernando de Azevedo, que não era viva à época "mas viveu sempre de perto com este universo, o que pode igualmente trazer uma perspectiva interessante ao debate", afirmou Inês Santos.
Na sessão, que vai decorrer no Club Thomarense, na Corredoura, junto ao Café Paraíso, será ainda lido o testemunho de Fernando Lemos (pintura, desenho, fotografia, gravura), a residir no Brasil (em S. Paulo) desde 1953, artista que aderiu ao surrealismo a partir da exposição de 19 de Janeiro de 1949, disse.
Para Março estão previstas iniciativas alusivas ao Surrealismo para os dias da Poesia e do Teatro, este associando-se ao centenário do nascimento de António Pedro, sendo provável a exibição de uma das suas peças de teatro, acrescentou.
O Grupo Surrealista de Lisboa nasceu de um encontro na pastelaria Mexicana, em Outubro de 1947, seguindo-se numerosas actividades e reuniões, em casa de António Pedro ou no atelier de que o Grupo dispunha na Avenida da Liberdade. Às posições anti-neo-realistas provocatórias, juntaram-se atitudes contra o regime do Estado Novo, tendo os elementos do Grupo retirado a sua colaboração da III Exposição Geral de Artes Plásticas, por recusar submeter as suas obras a censura prévia. Quando, a 19 de Janeiro de 1949, se realizou a Exposição do Grupo Surrealista de Lisboa, este já não contava com os nomes de Mário Cesariny e António Domingues, que se afastaram em Agosto de 1948 para formarem o Grupo Surreealista Dissidente, que integrou ainda António Maria Lisboa e Pedro Oom.
1949 foi o ano das principais manifestações do movimento surrealista em Portugal, tendo Alexandre O'Neill publicado na altura da exposição "A Ampola Miraculosa" (15 imagens sem qualquer ligação), considerada obra paradigmática do surrealismo português, seguindo-se o lançamento dos primeiros números dos Cadernos Surrealistas. Em Maio desse ano, o Grupo Surrealista Dissidente organizou uma série de conferências, "O Surrealismo e o seu Público", em que António Maria Lisboa leu o que foi considerado o primeiro manifesto surrealista português, e organizou ainda duas exposições (Junho de 1949 e Junho de 1950).
A uma fase de ataques pessoais entre os dois grupos (1950/52), seguiu-se, após a morte de António Maria Lisboa, a extinção dos grupos surrealistas. O surrealismo português foi influenciado pelo francês, sobretudo pela escola de André Breton, que escreveu o seu "manifesto do surrealismo" em 1924. Esta corrente artística favorece as associações vocabulares livres e estabelece o primado da imaginação, tendo introduzido na poesia a "escrita automática". Tardio em Portugal, o movimento aliou poetas, críticos, pintores e desenhistas, tendo-se dedicado a edições colectivas e antologias.
Fonte: Lusa

798. SMAS VIOLAM A LEI

Os Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento (SMAS) de Tomar recusam entregar o Livro de Reclamações aos utentes que ali se dirigem para protestar contra o aumento de 3,1 por cento do preço da água, aprovado pelo executivo camarário. Os responsáveis dos SMAS dizem que “a natureza” desta queixa não se enquadra no objectivo legal do livro de reclamações”. Só que a funcionária do serviço recusa entregar o livro ao utente que o solicita mesmo sem saber qual o teor da queixa. Ler aqui, n' O Mirante.


Chamem a polícia...

797. O OURO DOS TEMPLÁRIOS

"Em O Ouro dos Templários, Maurice Guinguand fornece importantes pistas sobre o local onde poderá estar escondida, há séculos, a famosa arca da aliança, com toda a riqueza desta organização religiosa. Será em Gisords ou em Tomar? Recentemente, especialistas internacionais quiseram conhecer o que existe no subsolo da cidade ribatejana de Tomar, pois sabe-se que existem entradas, mas seladas, e que, noutros locais, os Templários construíram túneis com trinta metros por baixo da terra, mas a investigação não chegou a concretizar-se. Seja como for, as lendas abundam: haverá algum tesouro escondido sob o Castelo de Tomar ou, até mesmo, o Quinto Evangelho, escrito pelo próprio Jesus Cristo?"

Bertrand Editora
192 Páginas
PVP: 13,95 €
Disponível a partir de 23 de Janeiro

796. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (7)


Vila do Conde revive hoje a Feira dos Namorados, também conhecida como "Feira das Colheres de Pau", um certame com 300 anos de história onde as colheres de pau, se convertem em mensageiras do amor. O evento é promovido pela autarquia local, em colaboração com as escolas do concelho. Esta mostra pretende recriar uma tradição com mais de 300 anos, que começou num alvará régio, promulgado por D. Pedro II, a 5 de Setembro de 1704, por solicitação das gentes de Vila do Conde, e onde se instituía a 'Feira Franca de Santo Amaro', a realizar ao dia 20 de cada mês. A "Feira dos Vinte" foi-se mantendo mas com o passar dos anos sofreu algumas alterações que a tornariam na "Feira dos Namorados", onde os jovens das terras limítrofes se deslocavam nos seus trajes de festa, levando colheres de pau que serviam de "suporte" para escrever versos e rimas às suas amadas.
Na feira não faltava o som das gaitas tocadas por músicos galegos e barracas onde se vendiam vinho, pão e figos. Durante séculos a "Feira dos Namorados" foi o local privilegiado para os jovens encontrarem o seu "par ideal", mas actualmente resume-se apenas a venda de colheres de pau. Segundo a tradição, os rapazes tinham que "roubar" a colher de pau que as raparigas traziam, oferecendo-a depois à jovem da sua escolha, que podia ser ou não a mesma que tinha sido "roubada". Todos os anos, a autarquia compra centenas daquelas colheres que depois distribui pelas escolas para os alunos decorarem com pinturas e desenhos. As colheres são depois expostas e vendidas ao público na feira de Vila do Conde, revertendo as receitas para uma instituição de solidariedade.
A Câmara Municipal fez questão de não deixar morrer esta tradição e, de há uns anos a esta parte, faz o convite aos alunos das escolas de ensino básico e secundárias para que decorem as colheres de pau que, amanhã, serão então vendidas com preços que vão dos 50 cêntimos até um euro e meio. Os alunos apresentam-se vestidos à época setecentista e são acompanhados por música, de forma a ser recriado o ambiente original festivo. Quem se deslocar à feira, amanhã, poderá ver as colheres de pau, pintadas e decoradas com lã, tecidos de cores variadas que, todos os anos, fazem um grande sucesso, não só junto dos mais velhos, que gostam de recordar outros os 'namoricos' de tempos, mas dos mais novos que, e durante um dia, têm a possibilidade de trocar as 'sms' que enviam às namoradas pelas colheres de pau.
Fonte: Lusa.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

795. BIS

Pela segunda vez consecutiva o Nabantia é classificado no blogue do Luís Ribeiro, o Tomar, a Cidade!, como o melhor blogue tomarense. Desta vez, ex-aequo, com uma companhia de luxo, bem mais mercedora da distinção: o Tomar, do Leonel Vicente, a quem desde já felicito. Quanto a nós, fica a responsabilidade acrescida e o estímulo para continuar. E o agradecimento ao Luís pela iniciativa.

794. 41.600 EUROS

É quanto a Camara Municipal de Tomar vai gastar com uma agência de comunicação até às eleições autárquicas. Obviamente que o objectivo não é comunicar, senão esta preocupação há mais tempo teria tido resposta. O objectivo é a propaganda do PSD. Faltou esta medida no pacote anti-crise apresentado recentemente por Corvelo de Sousa. Ou por outra: faltou assumi-la, porque para quem sabe ler política ela está lá, bem disfarçadinha. O que se pergunta é o seguinte: no estado de crise em que vive o país e a que Tomar não escapa, a Camara não tem vergonha de gastar tanto dinheiro nisto? E resta saber se não é a Camara que está dar boleia ao PSD, isto é, a pagar alguns serviços de que os partidos precisam normalmente em tempo de eleições...

793. MENOS VISITANTES NA SINAGOGA

Durante o ano de 2008 a Sinagoga de Tomar recebeu menos cerca de 3 mil visitantes do que em 2007.Se em 2007 o monumento foi visitado por 28.740 turistas, no ano passado registou 25.692, a maior parte dos quais estrangeiros (13.808). Aliás, tal como no ano anterior, são mais os de fora que visitam a Sinagoga do que os nacionais.

792. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (6)

A Câmara Municipal de Sernancelhe lança no próximo, sábado, o primeiro número da revista literária "Aquilino", que pretende ser um estímulo à leitura das obras do escritor natural do concelho. Aquilino Ribeiro - autor de obras como "Quando os lobos uivam", "Terras do Demo", "A casa grande de Romarigães" ou "O Malhadinhas" - nasceu em 1885, em Carregal, Sernancelhe. O vice-presidente da Câmara de Sernancelhe, Carlos Silva Santiago, lembrou que "a autarquia sempre teve a preocupação de não deixar esquecer Aquilino Ribeiro", tendo-lhe dedicado várias iniciativas. Ainda no ano passado, o município atribuiu o nome do "Mestre" e de uma das suas obras ("Arca de Noé") a duas salas da Biblioteca Municipal. "Mas o facto de agora o escritor figurar junto de outras grandes personalidades do nosso país (após a trasladação dos seus restos mortais para o Panteão Nacional) é um acréscimo de responsabilidade para a autarquia", justificou.

Neste âmbito, a Câmara decidiu criar a revista literária, que terá uma periodicidade anual e tiragem de mil exemplares. "É uma revista com cerca de 180 páginas, de fácil leitura, com muitas imagens. Não queremos que seja maçuda, mas atraente e de aspecto moderno", frisou Carlos Silva Santiago. O autarca adiantou que a revista "tem alguns inéditos de Aquilino, histórias interessantes da sua vida e também artigos de opinião" e mostrou-se esperançado que seja um contributo para reafirmar a necessidade de fazer regressar as obras do escritor ao lugar que perderam nos manuais escolares.

O primeiro número da revista conta com a colaboração de Aquilino Ribeiro Machado, filho do escritor, de Serafina Martins, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, de António Manuel Ferreira, da Universidade de Aveiro, e de Miguel Alves, director do Estabelecimento Prisional de Viseu, entre outros, cuja presença é esperada na cerimónia de lançamento. Carlos Silva Santiago garantiu que a nova revista "não pretende ser concorrente" de outras publicações já existentes, como os "Cadernos Aquilinianos" do Centro de Estudos Aquilino Ribeiro do pólo de Viseu da Universidade Católica, "Letras Aquilinianas" da Confraria Aquiliniana ou o boletim da Fundação Aquilino Ribeiro, de Soutosa, Moimenta da Beira. "Quantos mais documentos e mais informação forem divulgados melhor. Quanto mais gente se envolver à volta da vida e obra de Aquilino Ribeiro melhor", sublinhou. O lançamento da revista decorrerá na Biblioteca Municipal, constando do programa um "lanche aquiliniano", onde não faltarão alguns dos produtos típicos da gastronomia da região, que Aquilino tinha por hábito abordar nas suas obras, nomeadamente "Terras do Demo". Segundo o autarca, a revista "Aquilino" será uma espécie de "embrião" para outras iniciativas pensadas pela autarquia, como a criação de um prémio literário dedicado ao escritor.
Fonte: Lusa

791. BOA INICIATIVA


"Há nomes que passamos uma vida inteira a repetir, enquadrados que estão na toponímia dos lugares que habitamos, sem que cheguemos a perceber em concreto a quem pertenciam e o que os imortalizou. Ângela Tamagnini é seguramente um deles para grande parte dos tomarenses de hoje, que a situam, como avenida, entre a Norton de Matos e a rotunda do Bonjardim. Por isso mesmo há livros que, escapando às modas, trazendo-nos informações aparentemente singelas nos transmitem dados fundamentais para compreendermos quem somos e onde vivemos. É esse o caso da “Notícia Biográfica de D. Angela Tamagnini d’Abreu”, obra de A. M. Lopes de Carvalho, publicada em 1906 e agora reeditada pela Câmara Municipal de Tomar, acrescida de um “Enquadramento histórico da obra” da autoria de Luís Maria Pedrosa dos Santos Graça. O livro vai ser lançado no próximo sábado, dia 17 de Janeiro, pelas 16 horas, na Casa dos Cubos e mais que a história de uma família, servirá para acrescentar algumas achegas à História de Tomar."

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

790. TERRAS DE SICÓ

A associação de desenvolvimento Terras de Sicó assina hoje à noite um contrato com entidades públicas e privadas para a concretização de projectos no valor de cem milhões de euros, a financiar pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN). O território Terras de Sicó situa-se na região centro, englobando a totalidade da área dos municípios de Alvaiázere, Ansião, Condeixa-a-Nova, Penela, Pombal e Soure em torno do maciço da Serra de Sicó, com uma área total de cerca de 1.500 kmms. quadrados. Trata-se do consórcio “Villa Sicó” que reúne aqueles Municípios mais o de Tomar, o Museu de Conímbriga e cerca de trinta entidades privadas, que elaboraram um plano de acção, com projectos públicos e privados, na ordem dos cem milhões de euros, que será candidatado até segunda-feira ao Programa Operacional Mais Centro, do QREN. Os projectos, vão desde a hotelaria ao turismo de natureza, passando pela inovação e recuperação de património, têm por base a romanização no eixo Conímbriga (Condeixa)/Tomar, passando por Rabaçal (Penela) e Santiago da Guarda (Ansião). Cada Município apresenta os seus projectos que têm a ver, obrigatoriamente, com a civilização romana nos respectivos territórios. Incluído no plano de acção está também um projecto de investigação arqueológica nos Concelhos de Soure, Pombal e Alvaiázere, que envolve a Universidade de Coimbra, a Entidade Regional de Turismo do Centro e o Instituto Politécnico de Tomar.

Fonte: Lusa.

789. JÁ ABRIU O "SITE"

Já está on line o sítio do jornal O Templário. Tem excelente apresentação. Tem o atractivo de disponibilizar a edição integral em papel, em pdf. É, sem dúvida, um enorme progresso relativamente à comunicação on line em Tomar.

788. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (5)

Um total de 265 projectos, que abrangem territórios dos distritos de Guarda, Castelo Branco e Coimbra, vão ser candidatados ao PROVERE - Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos, foi anunciado na semana passada. Os projectos surgem em áreas de valorização dos recursos naturais e do turismo e estão integrados numa grande candidatura que surgiu no âmbito da fusão de três planos existentes na Beira Interior. Na sequência do trabalho desenvolvido nas diferentes acções preparatórias das iniciativas PROVERE (BuY NATURE e Turismo Sustentável em Áreas Classificadas e Serra da Estrela), foi definido um projecto comum (BuY NATURE – Turismo Sustentável em Áreas Classificadas) que engloba 30 autarquias dos três distritos, privados, associações e entidades públicas, num total de 125 parceiros, foi anunciado na Guarda. Segundo Paulo Fernandes, presidente da direcção da Agência Gardunha 21, que elaborou o plano estratégico que vai ser apresentado ao PROVERE, estão “elencados” 70 projectos públicos e 195 privados, num total de 265. O investimento total previsto ronda os 339 milhões de euros, sendo 270 milhões de investimento privado e 68 milhões de investimento público, precisou.

Fonte: Lusa

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

787. PS RESPONDE AO PSD

O PS decidiu apresentar as medidas contra a crise. Só não percebo qual das crises: a crise nacional em que o PS, que governa há catorze anos, com três de intervalo, mergulhou Portugal, se a crise de Tomar, que essa é, inteirinha, da responsabilidade do PSD. As medidas estão aqui. Entretanto, desejo elogiar a objectividade das propostas. Goste-se delas ou não, sabe-se o que o PS quer dizer. Já as de Corvelo de Sousa foram tão esotéricas quanto a Ordem de Cristo de que ele não gosta nada. E as propostas do PS estão quantificadas em termos de despesa. Pode fazer-se as contas. As de Corvelo de Sousa ninguém sabe quanto custam. Talvez nem ele.

786. MURALHAS DE ABRANTES


A muralha do castelo de Abrantes que ameaçava ruína, “está já devidamente escorada” e “não apresenta risco para os visitantes”, informou hoje a vereadora da Cultura na Câmara Municipal local. Segundo Isilda Jana, “está concluída a primeira fase de intervenção na parte da muralha do castelo que apresentava mau estado e que chegou mesmo a ceder após o alerta de pré-ruína”. No final de Dezembro, a autarquia lançou o alerta sobre o mau estado da muralha daquele monumento nacional de 900 anos e, poucos dias depois, assinou um protocolo para a sua recuperação parcial com a Direcção Regional da Cultura, que previa o total escoramento da mesma, com um custo repartido de 80 mil euros. “Foi um processo em que apostámos na celeridade, pelo que decidimos disponibilizar 50 por cento dos custos na intervenção e escoramento imediato da muralha”, afirmou a autarca. De acordo com a autarca, “esta primeira intervenção permitiria ganhar tempo para estudar a aplicação de uma intervenção mais aprofundada mas, logo a seguir, as chuvas causaram o desabamento de parte da estrutura, afectando uma área com cerca de cinco metros de comprimento por dois de altura”, uma área que foi, entretanto, vedada ao público. “A queda da muralha não se ficou a dever a nenhuma infiltração, mas sim ao posicionamento da mesma, num pedaço de rocha, que se foi desagregando com o tempo”, afirmou.

Segundo a responsável, “o castelo já foi reaberto na totalidade”, sendo desta forma possível entrar nas muralhas e visitar o jardim, a igreja, a torre de menagem e o palácio do governador. “Agora é totalmente seguro visitar o castelo de Abrantes, um monumento do século XII mandado construir por Dom Afonso Henriques, e que vai ter novos motivos de atracção em breve”, afirmou. “A autarquia vai investir em novas salas de exposição e transferir, já a partir de Fevereiro, os serviços educativos municipais para uma das alas do castelo, de forma a fomentar uma maior empatia e sentimentos de pertença entre a comunidade escolar”, acrescentou Isilda Jana.

Fonte: Lusa.

785. CONFIRMADO


A Câmara Municipal de Tomar vota, no próximo dia 21 de Janeiro, o lançamento do concurso para venda, em hasta pública, do Convento de Santa Iria, local onde a autarquia quer que seja instalado um hotel de charme. O presidente da Câmara Municipal de Tomar, Corvêlo de Sousa (PSD), disse à agência Lusa que o concurso público para venda do edifício será rodeado de “cuidados muito rigorosos”, tendo em conta que os tomarenses são “muito sensíveis” em relação ao que possa ser feito num local fortemente ligado à lenda da cidade. Realçando o local privilegiado em que se encontram os dois edifícios que vão ser postos à venda – o Convento e o antigo Colégio Feminino -, “mesmo em cima da margem do rio” Nabão, num “sítio lindíssimo”, onde ficará “um espelho de água magnifico e jardins espectaculares”, Corvêlo de Sousa afirmou que a construção de um hotel, que preserve o carácter histórico do local, servirá os interesses do concelho. Segundo disse, a venda permitirá, por um lado, repor as verbas dispendidas pela autarquia com a compra do edifício – o valor base do concurso é de 1,5 milhões de euros – e, por outro, dinamizar o centro histórico da cidade, tendo em conta a sua localização, no âmbito da estratégia de potenciação do turismo atraído pelo Convento de Cristo, Património da Humanidade.
A possibilidade de construção de um hotel de charme “com quatro ou cinco estrelas”, com 60 quartos, vai ser divulgada junto de cadeias de hotéis que possuem unidades do género da pretendida agora para Tomar, adiantou. O edifício foi adquirido em 2004 pela autarquia, que exerceu o seu direito de preferência, tendo a parte onde funcionou o antigo Colégio Feminino sido expropriada dado o risco iminente de ruína e de salubridade, adiantou. Os dois edifícios, separados pela rua de Santa Iria, estão unidos por um arco, o Arco das Freiras, que estabelecia a passagem entre casas do Convento situadas nos dois lados da rua. De acordo com a informação constante do site do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), esta não é a primeira vez que o Convento de Santa Iria, situado na margem esquerda do Nabão, no antigo bairro de Além da Ponte (a seguir à Ponte Velha), é colocado à venda em hasta pública. om origens muito remotas – foi em 640 que São Frutuoso, Arcebispo de Braga, fundou dois mosteiros em Tomar, um, dos frades beneditinos, onde se situa a Igreja de Santa Maria do Olival, e outro de religiosas, onde mais tarde foi construído o Convento de Santa Clara, depois de Santa Iria -, o Convento foi vendido em hasta pública em 1836, depois da morte da última freira, a Nepomuceno de Freitas, que realizou grandes obras.
Foi de novo colocado à venda em hasta pública, juntamente com a Igreja, em 1842, tendo tido, a partir daí, vários proprietários e várias utilizações: armazém, hospedaria, fábrica de lanifícios de “mantas de cordão de lã e alforges”, casa bancária, restando apenas o Café de Santa Iria, instalado numa antiga capela ou na antiga casa do capelão das freiras. Este café, alvo de uma recuperação de acordo com um projecto do arquitecto Mota Lima nos finais de 1960 inícios de 1970, constitui, juntamente com a Igreja de Santa Iria, que se mantém na mão de privados, praticamente o que resta de preservado do conjunto. Com partes do monumento classificadas, os edifícios situam-se no local onde, reza a lenda, em 653, sendo Nabância governada pelo Conde Castinaldo, pai de Britaldo, este terá mandado matar Iria, por quem se enamorara, no dia 20 de Outubro, lançando-a ao rio, tendo o corpo aparecido na actual Santa Iria da Ribeira de Santarém.
Iria, filha de Ermenegildo, descendente de Visigodos, e de Eugénia, descendente de romanos, tinha sido confiada aos cuidados das tias Casta e Júlia, recolhidas ou professoras no Convento. De acordo com a resenha histórica do monumento constante no site do IHRU, no século XIV foi mandada erguer uma Capelinha de Santa Iria sobre os túmulos de Casta e Júlia, tendo o local sido comprado, em 1467, por D. Mécia Vaz Queiroz (viúva do antigo vedor da fazenda do Infante D. Henrique) e suas filhas. O Recolhimento de Santa Iria foi reconhecido em 1482, a pedido de uma das filhas de D. Mécia, passando em 1523 a seguir as regras de Santa Clara. O antigo Colégio Feminino terá sido erguido sobre um antigo palácio, mandado construir no século XVI por Pedro Moniz, cujos vestígios foram encontrados em partes da parede do edifício depois do tecto ter ruído, disse à Lusa o arquitecto José Faria, da Câmara Municipal de Tomar. Para José Faria, a opção de venda para construção de um hotel tem na sua base a preocupação de preservar o que resta desta memória e deste monumento, sob o risco de desaparecer por completo.
Fonte: Lusa

784. NOVA SÉRIE

Vem aí uma nova série do Nabantia. Novidades em breve.

783. FAVELAS EM TOMAR

A favela do Bairro das Flores, apresentada por Sebastião Barros, no Tomar a Dianteira.

782. DESCOBERTA

À Descoberta de Tomar é um blogue novinho em folha, mais um do activíssimo Luís Ribeiro. O Nabantia deseja-lhe todas as felicidades e votos de muito sucesso.

781. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (4)

A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, inaugurou há dias, os lavadouros públicos dos Pinheiros, em Vendas de Azeitão, após obras de recuperação daquele património que custaram “cerca de 15.000 euros”. “Não há máquinas de lavar que substituam esta identidade, esta memória que fica aqui e que faz parte da história deste concelho”, disse a autarca na inauguração daquele equipamento, que foi requalificado com a ajuda de empresas locais.

Virgínia Pato, uma septuagenária residente nos Pinheiros, é uma das mulheres que ainda utilizam o lavadouro público e que promete voltar a frequentar aquele espaço. “As pessoas ainda vêm lavar uma peça de roupa, uns cortinados, que não se podem meter na máquina, um cobertor que é grande. Dá-nos muito jeito este lavadouro público”, disse Virgínia Pato, a única utilizadora do lavadouro que marcou presença na cerimónia. “Antigamente estes lavadouros estavam sempre cheios de gente. Era uma alegria. É por isso que estou muito contente com a recuperação deste equipamento”, acrescentou Virgínia Pato.

Satisfeita estava também a presidente da Junta de Freguesia de São Simão, Celestina Neves, que salientou o facto de a recuperação dos antigos lavadouros públicos ter partido da sociedade civil. “Foi um grupo de pessoas dos Pinheiros que se disponibilizou para recuperar as antigas minas, de onde vem a água que abastece os lavadouros e os chafariz que estão aqui mesmo à nossa frente”, disse Celestina Neves. “Com o apoio de algumas empresas, que disponibilizaram materiais, foi possível fazer a recuperação deste património local”, frisou a autarca setubalense.

Fonte: Lusa

780. MESTRADO EM TURISMO CULTURAL

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

779. WEBRADIO EM TOMAR

O Thomar Vrbe reabriu com novidades. Uma webradio na Cotonete.

778. VISITA GUIADA À QUINTA DA REGALEIRA


A propósito deste post d' Os Cavaleiros cumpre informar que a Galeria Matos Ferreira vai promover no próximo domingo, dia 18 de Janeiro, pelas 10h30, outra visita guiada aos jardins iniciáticos da Quinta da Regaleira, tendo como guia José Manuel Anes. O custo é de quinze euros por pessoa e o local de encontro será defronte dos portões da entrada da referida Quinta. Recomenda-se antecedencia na inscrição através do telefone 21 323 00 11, do telemóvel 96 295 37 22 ou do email: mfgaleria@netcabo.pt. Deverão em qualquer das opções indicar sempre número de telemóvel para eventual contacto.

A Quinta da Regaleira constitui um dos mais surpreendentes e irradiantes monumentos da serra de Sintra. Situada nos limites do centro histórico da vila, foi construída nos anos finais da monarquia (1904 - 1910). Os domínios românticos que haviam pertencido à Viscondessa da Regaleira, foram adquiridos por António Augusto Carvalho Monteiro (n. 1848 - m. 1920) para aí construir o seu lugar de eleição.

Possuidor de uma enorme fortuna, que lhe valeu a alcunha de "Monteiro dos Milhões", associou ao seu sonho de arquitectura e paisagem o génio criativo do arquitecto e cenógrafo italiano Luigi Manini (n. 1848 - m. 1936), bem como a mestria dos escultores, canteiros e entalhadores que com este haviam trabalhado no Palace Hotel do Buçaco.

Esta será uma boa ocasião para se preparar para visita guiada seguinte, que será no dia 29 de Março, precisamente ao Castelo de Tomar, ao Convento de Cristo e à Igreja de Sta. Maria dos Olivais.

777. DA PEQUENEZ

"A página 13 (terá algum significado?) que esta semana o Cidade de Tomar nos apresenta seria, como é costume dizer-se, senão fosse triste, do mais cómico que vi nos últimos tempos. A quem ainda não viu, aconselha-se.Sem que se compreenda a que propósito (eu percebo, mas nem vale a pena aflorar isso!), somos brindados com uma página inteira a comparar fotos de Tomar e Torres Novas, a ensaiar comprovar que a nossa cidade ainda é preferível!Nem me passa pela cabeça falar do assunto com algum dos meus amigos torrejanos, que corro o risco de ser humilhado. Estou mesmo a ouvi-los perguntarem-me: Opá, se a tua terra é assim tão boa porque vêm para cá trabalhar, porque vêm para cá às compras, porque vêm para cá sair à noite, porque vêm para cá morar?!"
Ensaio sobre a pequenez, por Hugo Cristovão, no Algures Aqui.

776. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (3)


A candidatura das fortificações de Elvas a Património Mundial da UNESCO vai ser apresentada até meados deste ano.

775. OUTRO PRÉMIO?

Depois de ter sido premiada, em Setembro de 2008, pelo Contract World Award 2009, considerado um dos prémios mais prestigiados de arquitectura de interiores da Europa, a Casa dos Cubos, localizada na praceta Alves Redol, em Tomar, está novamente nomeada para um prémio internacional de Arquitectura, no caso o galardão Mies van der Rohe, um prémio de Arquitectura Contemporânea da União Europeia, iniciativa conjunta da Comissão Europeia e da Fundação Mies van der Rohe.

Fonte: O Mirante.

domingo, 11 de janeiro de 2009

774. MANIQUEÍSMOS

quem veja apenas dois projectos para Tomar. É um maniqueísmo próprio de quem vê o mundo a rosa e branco. E eu que ainda não tinha percebido que houvesse algum...

773. TOMARES DO BRASIL

O Luís Ribeiro descobriu Tomar no Brasil.

772. PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL (2)


Começamos esta série com o caso das muralhas de Campo Maior. Terras de Além Tejo, de Rui Nabeiro e de festa das flores. Pois soube-se esta semana que as operações de limpeza e desmatação das muralhas do Castelo de Campo Maior, no distrito de Portalegre, vão começar até Março deste ano. A garantia é do Director Regional de Cultura do Alentejo, José Nascimento. Tal será possível em resultado da assinatura, que s eprevê ocorrer “até ao início do mês de Março” de um protocolo entre a DRCA e a Camara Municipal local, para que se proceda à limpeza e desmatação das muralhas. “Este protocolo vai ser assinado desta forma por nós (DRCA) porque não temos nem equipamento nem mão-de-obra para esse tipo de serviços”, justificou. O lixo acumulado em redor das muralhas, que se encontram em avançado estado de degradação, e o mato que cresce entre as seculares pedras que a constituem são o “cartão de visita” para os turistas que visitam aquela vila alentejana. No interior das muralhas sobrevivem há vários anos, em barracas e carros degradados, mais de duas centenas de pessoas de etnia cigana.

À margem deste processo, os habitantes daquela vila alentejana, consideram que o avançado estado de degradação das muralhas “deve-se aos ciganos” que residem naquela zona e à autarquia que não procede à limpeza do monumento. Em declarações à Lusa, Maria Leonardo Morcela considerou que “as muralhas atraem lixo e estão destruídas graças ao ciganos e à autarquia que não olha por aquele espaço”. A mesma opinião é partilhada por António Molina, assegurando que “as muralhas estão destruídas porque vivem lá os ciganos”. As acusações dos moradores são de imediato contestadas pela maioria da comunidade cigana que vive diariamente sem água, luz eléctrica e esgotos. “Não é verdade, nós não destruímos nada. Já basta a miséria onde vivemos”, garantiu José Soares Romão.

As muralhas foram erguidas na sequência da edificação do Castelo de Campo Maior, mandado construir por D. Dinis, em 1310. O Castelo foi profundamente alterado em meados do século XVII, aquando das guerras da Independência. Mais tarde, D. João V ordenou a sua reconstrução e no século XX o Castelo foi classificado como Monumento Nacional. Na primeira metade da década de 1940, a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais iniciou obras de consolidação e restauro do conjunto. Na segunda metade da década de 1960, realizaram-se intervenções nas muralhas do Castelo e na Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, conhecida também como Igreja de São Sebastião “o Mártir Santo”. De acordo com a DRCA o interior do Castelo foi recentemente alvo de “obras de requalificação” e “provavelmente” abrirá ao público em Março. Outro dos projectos que a DRCA tem delineado para aquele espaço é a abertura de um posto de turismo.
O dia-a dia-entre a comunidade cigana e os vizinhos não é pacífico. A maioria prefere não falar, com medo de represálias, mas sempre vão afirmando que aquela zona é um “inferno”. “A minha mulher está acamada há um ano graças aos ciganos e eu ando sempre em stress”, garantiu José Castanho, que vive a poucos metros do acampamento. “Nós vivíamos tranquilos, mas de há 15 anos para cá é uma rebaldaria. Os assaltos e a destruição das nossas casas são o prato do dia aqui nesta zona da vila”, relatou. A Lusa diz que tentou contactar o presidente do município de Campo Maior, João Burrica, mas as várias tentativas efectuadas ao longo dos últimos dias revelaram-se infrutíferas.

771. NOVO RIO

O Rio Nabão é um novo blogue, de autoria do Pato Bravo Tomarense, que se estreia com um belo post sobre o turismo em Tomar.

sábado, 10 de janeiro de 2009

770. AINDA O CONVENTO

O Expresso de hoje volta à carga, apenas com uma pequena chamada de primeira página, sobre a possibilidade de desclassificação de vários monumentos portugueses como património da Humanidade pela UNESCO, devido ao seu mau estado de conservação. O embaixador Fernando Andersen Guimarães, presidente da Comissão Nacional da UNESCO considera que o Convento de Cristo é dos monumentos classificados que mais obras de conservação necessita. Pois. Não liguem peva ao assunto e se um dia a classificação fôr ao ar escrevam artigos inflamados...

769. VENDE-SE!

(Foto)

768. ANA MARIA TAMAGNINI

"Com idade igual à minha faleceu, de modo súbito, na sua casa de Paço de Arcos, no domingo dia 28 de Dezembro, indo a enterrar no último dia do ano, Ana Maria Tamagnini, a Anica. Ana Maria pertenceu a uma das mais emblemáticas famílias tomarenses. Era da vergôntea dos Tamagnini da Quinta do Vale Pereiro, descendendo do tronco comum estabelecido pelo Dr. Inácio Tamagnini, médico honorário da Câmara da Rainha D. Maria I, nascido em Brumio, na Lombardia em 30 de Setembro de 1731, fixado em Tomar e aqui falecido a 4 de Julho de 1805, sepultado com brasão e epitáfio na Igreja de Santa Maria dos Olivais."

J. A. Godinho Granada, em O Templário.

767. NOVIDADES DE ANO NOVO

"Pelos caminhos de Portugal
Eu vi tanta coisa linda
Tanta coisa sem igual..."

O Nabantia vai iniciar uma nova série chamada Pelos Caminhos de Portugal. A ideia é dar conta de notícias das terras que fazem a nossa riqueza enquanto Povo. O umbiguismo mata. E há tanta coisa por fazer, tanta coisa por dizer sobre este nosso Portugal...

766. CLIMA

Um frio de rachar. O Sol a brilhar. Tomar está uma cidade luminosa e linda.

765. O ABRANTES F. C.

O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) desclassificou o Abrantes Futebol Clube da II Divisão, suspendendo o clube, por duas épocas, do campeonato e da Taça de Portugal. Em comunicado divulgado hoje no sítio da Internet da FPF, referente às reuniões de 19 e 30 de Dezembro, o CD, evocando o artigos 58º e 46º do Regulamento Disciplinar, anuncia a punição do clube abrantino "com as penas de desclassificação do campeonato nacional da 2ª divisão, baixa de divisão, suspensão por duas épocas desportivas na mesma prova e multa de 2.500 euros". Seguindo os mesmos artigos do documento, o CD deliberou ainda "punir o mesmo clube com suspensão por duas épocas da Taça de Portugal e multa de 5.000 euros" e com "o pagamento das despesas de organização, no valor de 247,72 euros, bem como nas quotas da arbitragem, no montante de 1.100 euros". Contactado pela Agência Lusa, o presidente do Abrantes FC assegurou não ter ficado surpreendido com as penas, realçando que "será marcada uma Assembleia-Geral para ouvir os sócios sobre o futuro do clube e para a marcação de um acto eleitoral o mais rapidamente possível". "Os anos de suspensão e as multas não surpreendem porque concretizam o que o Regulamento Disciplinar diz", disse à Lusa Alberto Lopes, garantindo não estar disponível para continuar à frente do clube: "Vou sair, o tempo é de crise e tenho de dedicar-me à minha vida, estarei disponível para ajudar quem tomar conta do clube, mas eu não vivo do futebol". No início da época, o CD da FPF desclassificou o Abrantes FC, depois das faltas de comparência nas duas primeiras jornadas do campeonato, frente ao Nelas e ao Pampilhosa, e da não realização do jogo diante do Paredes (III Divisão) da segunda eliminatória da Taça de Portugal, após ter ficado isento na primeira. Com um orçamento de 104 mil euros, o clube não chegou a inscrever a equipa sénior devido a impedimentos, resultantes de dívidas a dez jogadores e um treinador, que remontam às épocas de 2004/05 e posteriores, na ordem dos 140 mil euros. O Abrantes FC, que geria o bar do Estádio Municipal da cidade, recebeu em Dezembro ordem de despejo por parte da autarquia, devido a "três meses de renda em atraso", explicou o dirigente, acrescentando que "sem jogos e logo sem receitas era impossível pagar os cerca de 600 euros de renda do contrato com a autarquia, que termina este mês, quando já pensávamos deixar de explorar o espaço". O clube, que regista o maior número de associados do distrito de Santarém (1.400), detém ainda "incontornáveis dívidas ao Estado, que não ultrapassarão os 200 mil euros", referiu Alberto Lopes, realçando que "no início do mandato era de 258 mil euros". O Abrantes FC, que militava na II Divisão nacional desde 2004/05, foi fundado em 1998, tendo conquistado os títulos de campeão da I e II Divisões distritais de Santarém, uma Taça do Ribatejo e uma Supertaça distrital.


Fonte: Lusa